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Gerra pela terra

Violência contra índios brasileiros é denunciada na ONU

O povo indígena Truká, apresenta denúncia, nesta terça-feira (19/7), em Genebra, a diversos órgãos da ONU de uma série de assassinatos de índios ocorridos no Brasil. As denúncias, corroboradas pelo Conselho Indigenista Missionário e pela ONG Justiça Global, abordam violências contra os povos Truká, Guarani e Guajajara, nos estados de Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

As denúncias serão apresentadas pela indígena Edilene Truká, ao Grupo de Trabalho da ONU sobre Povos Indígenas que está reunido em Genebra. Edilene também entregará relatórios ao Relator da ONU sobre Execuções Sumárias, Philip Alston e à Representante Especial da ONU sobre Defensores de Direitos Humanos, Hina Jilani.

Segundo as denúncias, entre junho e julho de 2005, foram assassinados quatro indígenas no Brasil em decorrência de disputas pela terra.

No último dia 30 de junho, Adenilson dos Santos (Dena), 38 anos, e seu filho Jorge dos Santos, 17 anos, indígenas Truká, do município de Cabrobó, em Pernambuco, foram assassinados por Policiais Militares

No Maranhão, o cacique guajajara, João Araújo, 70 anos o foi morto a tiros e seu filho ficou ferido após ataques do fazendeiro conhecido como Milton Careca. Em Mato Grosso do Sul, o guarani Dorival, foi morto e outros cinco indígenas foram feridos durante um confronto de fazendeiros e indígenas pela posse da terra.

Os indígenas denunciam também a prisão do cacique Aurivan dos Santos, conhecido como Neguinho Truká, no dia 11 de julho, quando se apresentou à polícia Federal, no município de Salgueiro, para registrar os assassinatos de Adenilson dos Santos e Jorge dos Santos.


Revista Consultor Jurídico, 18 de julho de 2005, 20h16

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