Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Reação em cadeia

Dirigentes da OAB repudiam ataque de Maurique a D’Urso

Presidentes de diversas seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil manifestaram em apoio ao presidente da OAB São Paulo, Luiz Flávio Borges D’Urso, sobre a declaração do presidente da Ajufe — Associação dos Juízes Federais, Jorge Maurique.

Em evento organizado pela Ajufe no Rio de Janeiro, Jorge Maurique, presidente da entidade, afirmou que D’Urso “não passaria no Exame de Ordem”. Maurique ironizou o fato de o Superior Tribunal de Justiça ter indeferido por inépcia Mandado de Segurança proposto pela OAB paulista contra o cumprimento de mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia.

Marco Antônio Caldas, presidente da OAB Goiás, disse apoiar D’Urso diante das “críticas espalhafatosas” do presidente da Ajufe. “Ao colocar em dúvida a sua capacidade técnica e insinuar que a OAB deva se submeter ao crivo do TCU, o juiz federal Jorge Maurique macula não somente sua competência e imagem pública, mas também questiona a credibilidade de toda a classe advocatícia e dos dirigentes das seccionais, eleitos pelos Advogados”, disse.

O presidente da OAB Rio Grande do Norte, Joanilson de Paula Rego, considerou “desrespeitosa” a afirmação do presidente da Ajufe. “O relacionamento entre as atividades elencadas, constitucionalmente, como essenciais à administração da Justiça deve pautar-se no diálogo e na busca de soluções que beneficie aos jurisdicionados brasileiros, sem que para isso seja preciso o recurso da hostilidade pessoal”, comentou Paulo Rego.

Em ofício encaminhado a D’Urso, o presidente da OAB Rio de Janeiro, Octavio Gomes, ofereceu a “mais irrestrita solidariedade em virtude dos ataques que vem sofrendo em pronunciamentos públicos da Ajufe”. Gomes também garantiu ao presidente da Seccional paulista o apoio dos advogados do Estado do Rio de Janeiro.

O conselheiro federal e presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, José Edísio Simões Souto, afirmou que, a declaração preocupa porque trata-se “do presidente de uma entidade de classe de magistrados tecendo considerações de ordem pessoal contra o presidente de uma entidade de classe dos advogados, o que não é bom nem recomendável para o Estado Democrático de Direito, até porque ambos, juízes e advogados, são imprescindíveis à administração da Justiça”.

Os presidentes de seccionais da OAB do Distrito Federal, Estefânia Viveiros; da Bahia, Dinailton Nascimento de Oliveira; e do Amazonas Alberto Simonetti Cabral Filho também prestaram solidariedade a D’ Urso e elogiaram o posicionamento firme do presidente da OAB São Paulo diante das violações das prerrogativas dos advogados no estado.

Revista Consultor Jurídico, 15 de julho de 2005, 20h34

Comentários de leitores

5 comentários

Poucas vezes pude observar um clima de descontr...

Alexandre Cadeu Bernardes (Advogado Sócio de Escritório)

Poucas vezes pude observar um clima de descontrole institucional como o que vivemos nos dias de hoje! É lamentável que um Juiz Federal, - se bem que não nesta condição tenha feito suas reflexões (sic)-, venha atacar a competência profissional do Presidente da OAB/SP, instituição esta que juntamente com o Poder Judiciário e o Ministério Público devem zelar pelo Estado Democrático de Direito, onde justamente o que perseguem estas instituições é a mais ampla liberdade de agir da sociedade e em pleno respeito à liberdade alheia. Isto é Cidadania, é respeito à liberdade de outrem em respeito à liberdade própria. De forma que me causa indignação o representante de uma associação de Juízes querer tolher a liberdade de pensamento e manifestação da OAB (manifestada pelo Dr. D´Urso) que nada mais quer do que o cumprimento da Constituição Federal, inclusive por aqueles que se comprometeram de distribuir a Justiça em seu mais amplo sentido. Anoto ainda que o pensamento de sua Excelência, Dr. Maurique, por certo que não carrega a anuência de todos demais Juízes Federais, de maneira que a aparente crise institucional que quer fazer criar por certo é fruto da falta de uma melhor formação "ética", - que lhe permitisse o debate livre (e constitucional) dos problemas sociais que afetam e colocam em risco o Estado Democrático de Direito -, ou, assim não entendendo, é se ter em mente que, na grande maioria das vezes, as verdadeiras tolices são ditas ou realizadas em razão da vaidade pessoal ou da condição (do cargo) vivido naquele momento. De qualquer forma, fica o destaque de repúdio e indignação ao Dr. Maurique, que tenho certeza não disse o que disse em nome dos Juízes Federais e tão pouco em nome da Associação a qual preside, no que acredito que seus impropérios são isolados e não são acompanhados pelo Poder Judiciário Federal de forma geral.

Realmente, o nível dos juízes federeais em noss...

Mario (Outros)

Realmente, o nível dos juízes federeais em nosso país não é bom. Contudo, vale lembrar que bem menos de 1% dos inscritos no concurso público são aprovados e boa parte dos reprovados vão advogar. Assim, ao invés de atacarmos juízes, advogados, etc., deveríamos discutir o nível do ensino jurídico do país, pois atualmente QUALQUER UM se transforma facilmente em bacharel em direito. Por fim, vale lembrar que o exame de ordem é recente, e a maioria dos advogados inscritos na OAB não se submeteram a tal exame, ou seja, se quem não fez fosse obrigado a fazer tal exame, certamente os inscritos na OAB diminuiram 80% aproximadamente.

Bem, esse é o nível do Poder Judiciário no Bras...

Dalben (Advogado Autônomo)

Bem, esse é o nível do Poder Judiciário no Brasil. Comentários desairosos como esse apenas infirmam a profunda inocuidade dos juizes, que, mais se tornaram um fardo para a sociedade do que propriamente algo em que a sociedade possa confiar. Sao esses senhores que decidem o destino do cidadão. Dá para se ter alguma expectativa positiva?

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 23/07/2005.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.