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Cueca milionária

Continua preso petista que transportava dinheiro suspeito

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A Justiça Federal de São Paulo aguarda manifestação do procurador da República Cristiano Valois de Souza sobre o pedido de relaxamento de prisão encaminhado pela defesa do dirigente do diretório cearense do PT, José Adalberto Vieira da Silva. Ele foi preso na sexta-feira (8/7) na capital paulista quando tentava embarcar para Fortaleza com R$ 200 mil numa mala e US$ 100 mil escondidos na cueca.

A decisão caberá à juíza da 10ª Vara Criminal Federal, Paula Mantovani Avelino, para quem foi redistribuído o flagrante da prisão. Anteriormente, o caso havia sido distribuído para a 6ª Vara Criminal Federal.

O advogado Alexandre Camilo Pinto ingressou no final de semana com pedido de relaxamento da prisão, alegando que seu cliente é primário, tem bons antecedentes, residência fixa e que não iria obstruir o trabalha da polícia e da Justiça.

Adalberto ocupa o cargo de secretário de organização do diretório estadual do PT cearense. Além de dirigente do partido, Adalberto trabalhava desde 2001 como assessor parlamentar do deputado estadual José Nobre Guimarães, irmão do ex-presidente do PT José Genoino. No sábado (9/7), Guimarães, que é líder da bancada petista na Assembléia Legislativa no Ceará, anunciou a exoneração do funcionário.

Nobre Guimarães nega que soubesse que Adalberto estava em São Paulo e que tenha alguma idéia sobre a origem e o destino do dinheiro. Guimarães estava na capital paulista para participar da reunião do Diretório Nacional do PT, do qual deve se licenciar.

Antes de trabalhar como assessor parlamentar, Adalberto era professor da rede municipal de Aracati – cidade localizada a 140 km de Fortaleza. Ele disputou uma vaga de vereador em 2000, mas teve só 215 votos.

Quando foi preso, ele disse à PF que era agricultor e que havia obtido o dinheiro com a venda de sua produção de melões. Segundo os próprios companheiros de partido, sua única atividade profissional era a política.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 12 de julho de 2005, 18h42

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