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O dinheiro sumiu

TJ-RJ ouve Eurico Miranda em processo contra Caixa D’Água

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, e outras dez testemunhas de acusação serão ouvidos, nesta terça-feira (1/2) pelo juiz Geraldo Prado, da 37ª Vara Criminal do Rio, em processo movido pelo Ministério Público para investigar irregularidades na Federação de Futebol do Estado do Rio (FERJ).

O ex-presidente da FERJ, Eduardo Viana, o Caixa D'Água, é acusado dos crimes de formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e fraude processual, pelo desvio do dinheiro da venda de ingressos dos jogos Flamengo x Cruzeiro e Flamengo x Vasco, dos Campeonato Brasileiro de 2003. Também foram denunciados Francisco Aguiar, Paulo Roberto Pietrolongo, Gilberto Rangel, Jobel Mendes Braga e Carlos César Martins.

Segundo denúncia do Ministério Público (MP), Francisco Aguiar, vice-presidente da FERJ, seria o responsável pelo transporte dos valores desviados e por comandar a cooperativa Coopeb, recebedora da verba destinada ao pagamento dos funcionários que prestam serviços (árbitros, bilheteiros e auxiliares) no estádio durante as partidas de futebol.

O MP afirma que a Coopeb seria uma empresa fictícia. Durante o interrogatório das testemunhas, ocorrido no dia 18 de novembro do ano passado, os depoimentos dos réus foram marcados por contradições. Caixa D'Água reconheceu a Coopeb como legítima, mas disse nunca ter ido a sede da empresa. Porém, Paulo Roberto Pietrolongo, diretor de operações da Federação, desconheceu a Coopeb. Já Gilberto Rangel, coordenador dos funcionários do quadro móvel da FERJ, contou ser presidente da Coopeb há um ano.

Eurico Miranda. foi intimado no dia 7 de dezembro. Também serão ouvidos Aguinaldo Silva Dias Júnior, Sérgio Antônio Machado Emilião, Rubens Lopes da Costa Filho, Hildo Nejar, Nilson Cardoso Mattos, Rubem Moreira Carneiro Neto, Maria Cristina da Silva Rosa, Diana Gentil Lima, Jersilei Maia e Maria Ângela Alves Luz.

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Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2005, 19:41

Comentários de leitores

1 comentário

O problema do falecido Caixa D’Água, ou de Euri...

Embira (Advogado Autônomo - Civil)

O problema do falecido Caixa D’Água, ou de Eurico Miranda, não tem a ver com deficiências da legislação ou da Justiça eleitoral. O problema está na própria organização do nosso futebol, sustentada em clubes sociais manipulados por políticos, empresários, ou simples espertalhões que conseguem manter-se indefinidamente no poder. Para tal, contam com uma camarilha de “conselheiros” interessados em tirar sua beirada no faturamento do clube, ou, principalmente, da venda de jogadores. Agora os cartolas estão eufóricos – a loteria “Timemania” vai resolver todos os problemas financeiros dos clubes. Mera balela – já está comprovado que essas loterias são deficitárias e a “Timemania” não irá tapar o enorme rombo financeiro de nossos clubes. É, apenas, uma cortina de fumaça para que eles continuem sonegando e enchendo os próprios bolsos. É preciso mudar a estrutura do nosso futebol, criando o clube-empresa. Só assim nos livraremos de uma legião de políticos indesejáveis que compõem a chamada “bancada da bola”.

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