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Crime de Bertioga

TJ recebe denúncia contra promotor que matou jovem em Bertioga

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu em parte a denúncia do Ministério Público contra o promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl, que matou um jovem e feriu outro no dia 30 de dezembro, após uma discussão em Bertioga, litoral de São Paulo. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, por 13 votos a 11.

Os desembargadores excluíram a circunstância qualificadora da denúncia e deram liberdade provisória ao promotor. O alvará de soltura já foi expedido.

A denúncia foi feita pela Procuradoria-Geral de Justiça. Schoedl é acusado de duplo homicídio qualificado -- um consumado e outro tentado. Ele está preso desde o final do ano passado num quartel da Polícia Militar.

No pedido de liberdade provisória, que foi acolhido pelo TJ, o advogado Ronaldo Marzagão alegou que seu cliente se apresentou espontaneamente à Polícia e que agiu em legítima defesa. O advogado afirmou, ainda, que o promotor de Justiça foi encurralado entre uma árvore e uma quadra de tênis e, quando o grupo tentou tomar sua arma é que ele disparou para se defender.

O crime

No dia 30 de dezembro, Thales Ferri Schoedl atirou contra os estudantes Diego Mendes Modanez e Felipe Siqueira Cunha de Souza, ambos de 20 anos, matando o primeiro e ferindo gravemente o segundo. O promotor alegou que atirou em legítima defesa contra um grupo de pessoas que o ameaçavam e que teriam mexido com sua namorada.

Diego Mendes Modanes, de 20 anos, foi atingido por três disparos e morreu na hora. Felipe Siqueira Cunha de Souza, da mesma idade, foi baleado quatro vezes.

Segundo todos os depoimentos, a confusão começou quando alguns jovens teriam importunado a namorada do promotor, a estudante Mariana Ozones Bartoletti, de 19 anos.

Revista Consultor Jurídico, 16 de fevereiro de 2005, 15h22

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