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Gato de telhado

Livro de advogado sobre Gino Meneghetti pode virar filme

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“Se Gino Meneghetti não fosse ladrão, poderia ser artista de circo. Ele tinha uma agilidade felina”. A definição é feita pelo advogado Paulo José da Costa Júnior, autor do livro “O incrível Meneghetti”, que pode ser transformado em filme. O produtor Aníbal Massaini e o advogado estão em fase de negociação.

Segundo Costa Júnior, houve interesse anterior de uma produtora, mas as negociações não foram para frente por falta de patrocínio. O advogado conta que pesquisa apontou o ator Nuno Leal Maia como o preferido para o papel do “ladrão romântico”.

Mas o nome do ator que viverá as peripécias de Meneghetti ainda não está definido, apesar da torcida do advogado. “Ele é ideal para interpretar o personagem”, considera.

Meneghetti ficou conhecido no país por seus assaltos em casas e suas fugas mirabolantes por telhados, o que lhe rendeu o apelido de “gato de telhado”. Tão conhecido que o seu sobrenome se transformou em sinônimo de ladrão.

Costa Júnior se diverte ao lembrar do italiano a quem dá várias qualificações. “Era um Robin Hood. Roubava e dava aos pobres. Nunca matou ninguém e tinha uma personalidade marcante”, diz. Ele ri ao dizer que desde criança Meneghetti já furtava iscas do avô nas pescarias.

O advogado conta também como foi escolhido para se tornar representante legal do ladrão. Meneghetti foi acusado de assaltar uma casa no bairro Jabaquara e estava preso, em São Paulo. O advogado trabalhava para um joalheiro que estava na mesma cela de Meneghetti e foi solto depois. “Um dia ele me chamou e disse: O senhor ganhou bastante dinheiro com esse joalheiro. Agora, me defenda de graça”. Costa Júnior pegou o caso, conseguiu redução de pena e o “Robin Hood” foi colocado em liberdade.

Ele lembra ainda de quando o então chefe de Polícia Roberto Moreira prometeu, em uma coletiva, prender Meneghetti em 48 horas. Posteriormente, Roberto Moreira encontrou um bilhete em sua mesa em que Meneghetti dizia que estava presente na coletiva e ironizava o fato de não ter sido preso ali na mesma hora.

Depois de um tempo, o ladrão resolveu matá-lo, segundo Costa Júnior. Entrou na casa do chefe de Polícia e ficou dois dias escondido no sótão só para aguardar uma oportunidade. Mas desistiu quando viu Roberto Moreira afagando os cabelos da netinha. “Era ou não um homem de boa índole?”, questiona Costa Júnior.

 é editora da revista Consultor Jurídico e colunista da revista Exame PME.

Revista Consultor Jurídico, 12 de fevereiro de 2005, 15h41

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