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Regime fechado

Justiça Federal condena Toninho Barcelona a 9 anos de prisão

A 2a Vara Federal Criminal de Curitiba condenou, nesta sexta-feira (11/2), Antônio Oliveira Claramut, conhecido como Toninho Barcelona, a nove anos de prisão em regime inicial fechado e multa de 7,5 mil salários mínimos pelo crime de gestão fraudulenta de instituição financeira previsto no artigo 4º da Lei nº 7.492/86. Cabe recurso.

Toninho Barcelona foi um dos doleiros presos pela Polícia Federal durante a Operação Farol da Colina e está detido desde agosto de 2004. A operação Farol da Colina foi gerada a partir da base de dados fornecida pela CPI Mista do Banestado, que investiga a remessa ilegal de pelo menos US$ 100 bilhões do Brasil para o exterior pelo Banestado de Foz do Iguaçu.

Toninho da Barcelona é acusado de ser um dos responsáveis pelas sub-contas "Lisco Overseas" e "Miro", com movimentação de cerca de US$ 196 milhões entre os anos de 1997 e 1999. As contas eram utilizadas para fazer operações de câmbio à margem do sistema oficial, com compra e venda de dólares não-autorizada, seja em espécie, seja através de sistema de compensação.

Segundo a sentença, ficou provado que o acusado era operador no mercado de câmbio paralelo, fazendo operações financeiras ilegais e à margem do sistema financeiro nacional. Para tanto, servia-se de contas titularizadas por off-shores e que eram mantidas na casa bancária Beacon Hill em Nova York. A movimentação do acusado, por meio de apenas uma das contas, teria atingido cerca de US$ 191.697.604,92.

Foi reconhecido também que o acusado fez operações de câmbio ilegais com o doleiro paranaense Alberto Youssef. Tais operações chegaram a US$ 121.754.219,93 e envolviam a utilização de rede de contas abertas em nome de laranjas e depósitos em contas CC5.

Revista Consultor Jurídico, 11 de fevereiro de 2005, 15h31

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