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14 dezembro 2005

Pedido de vista

Ministro considera inadequada quebra de sigilo de Meirelles

O pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa suspendeu o julgamento do Agravo Regimental em Inquérito (INQ 2206), pedido pelo procurador-geral da República contra o indeferimento da extensão na quebra de sigilo bancário de Henrique Meirelles.

O relator do caso, ministro Marco Aurélio manteve a decisão anterior e ressaltou que a extensão do pedido de quebra de sigilo bancário formulado pela PGR que pretende obter “a quebra de sigilo bancário não do indiciado, mas de inúmeros clientes de certo banco” é incomum e inadequada.“O inquérito visa a apurar o envolvimento de certo cidadão em atos passíveis de serem enquadrados como delitos, e com isso, o ato extremo de quebra de sigilo bancário há de ficar a ele limitado”, afirmou Marco Aurélio.

O ministro Eros Grau acompanhou o relator, mas o ministro Barbosa pediu vista do caso justificando ter em seu gabinete a mesma questão em outro Inquérito.

Revista Consultor Jurídico, 14 de dezembro de 2005

Comentários

Comentários de leitores: 2 comentários

26/12/2005 10:36 allmirante (Advogado Autônomo)
Meirelles é apenas um testa-de-ferro de banco a...
Meirelles é apenas um testa-de-ferro de banco americano. Sabe-se lá como foi arranjo que o elegeu, pois de popular nada possui, muito menos de tribuno. É do PSDB e os bancos continuam nas mãos desse partideco de cúpula mercê do acordo para eleger Lula, guardar os esqueletops de FHC e salvaguardar a maior taxa de juros do mundo, nas barbas dos "juristas" tupiniquins. É óbvio que a maracutaia corre solta no Banco Central. É de se lamentar a CPI do Banestado tenha sido sufocada.
15/12/2005 09:37 Mauro Garcia (Advogado Autônomo)
Meirelles representa um caso curioso. Fez uma d...
Meirelles representa um caso curioso. Fez uma das mais brilhantes carreiras no exterior que um brasileiro já experimentou. Largou tudo, pegou este pepino que era o Banco Central na era Lula. O honroso convite já havia sido recusado por 3 eminentes economistas. A situação era tão desesperadora que Lula aceitou um deputado de oposição para o cargo. Ninguém sabia qual iria ser o prestígio que o presidente iria dar ao Bacen, haja vista que passara a vida inteira a criticar juros, lucros dos banco, etc. Pois bem, assumido o pepino, o descascou. Controlou uma inflação que projetava o céu como limite. Depois de todas estas desventuras, hoje é acusado de representante do capital internacional no Bacen; indicação imposta pelo FMI; invasão de divisas (e não evasão, trouxe dinheiro para cá), e por aí vai. As vezes me ocorre a velha frase: " O brasileiro perdoa tudo, menos o sucesso alheio".

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