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14 dezembro 2005

Denúncia aceita

Justiça aceita denúncia e abre processo contra dona da Daslu

A juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara de Justiça Federal de Guarulhos, aceitou nesta quarta-feira (13/12) a denúncia do Ministério Público Federal e abriu processo contra a dona da Daslu, Eliana Tranchesi, e mais seis pessoas.

Eliana Tranchesi é acusada de formação de quadrilha, contrabando, e falsidade ideológica e, caso seja condenada, pode pegar 21 anos de prisão.

No começo do mês, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia por crime de formação de quadrilha contra a dona da megabutique Daslu, Eliana Tranchesi, seu irmão, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, e mais cinco pessoas. Eles também são acusados de descaminho aéreo consumado, descaminho aéreo tentado (fraude em importações) e falsidade ideológica.

A denúncia foi apresentada à Justiça Federal em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, e é assinada pelos procuradores da República Matheus Baraldi Magnani e Jefferson Aparecido Dias. O MPF sustenta que é necessário que as penas sejam somadas porque os crimes teriam ocorrido de forma habitual.

A dona de megabutique foi alvo de uma operação da Polícia Federal batizada de Narciso. Na ocasião, Eliana Tranchesi, de 47 anos, foi presa e levada à Superintendência da PF em São Paulo para prestar depoimentos.


Revista Consultor Jurídico, 14 de dezembro de 2005

Comentários

Comentários de leitores: 4 comentários

15/12/2005 10:56 Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)
José Eduardo Ribeiro de Camargo (Administrativa...
José Eduardo Ribeiro de Camargo (Administrativa - - ) A revolta leiga, provocada pelo noticiário ignorante e/ou mal intencionado, é justa. A necessidade de fragilização do Judiciário é antigo sonho do poder político demagógico e do poder econômico protegido por um Legislativo fisiológico que legisla para proteger aqueles que financiam suas campanhas. Quem opera na área do Direito, porém, não pode ignorar que o Legislativo é que fabrica a ferramenta com a qual o juiz irá trabalhar: a Lei. As leis processuais, como anota nosso outro colega "Advogado de Guarulhos", estão prenhes de lacunas que visam possibilitar que os poderosos possam procrastinar suas obrigações "ad infinitum", até que o credor, cansado, aceite acordos espoliantes. Há recursos nos tribunais superiores que dormitam nos escaninhos há anos, como o da vigência da Lei de Proteção ao Consumidor relativamente aos contratos bancários. Anote-se que o julgamento já iniciado está 2 x 0 contra os bancos. O advogado militante que pede ação do juiz para superar tais obstáculos está pedindo, consciente ou inconscientemente, arbítrio e negação do devido processo legal. Seria melhor que pensasse bem antes de votar nos seus candidatos a legislador.
15/12/2005 10:11 José Eduardo R. de Camargo (Professor)
Esse processo dará em nada "como sempre". Mas s...
Esse processo dará em nada "como sempre". Mas se os bens fossem imediatamente bloqueados teríamos um vislumbre de justiça. E é só! A justiça brasileira, e todos sabemos disso, tem o rabo preso com o "andar de cima", principalmente devido a cada vez mais desqualificada classe dos magistrados. A justiça praticada nas cortes, inferiores ou superiores, está nas mãos do mercado e seus agentes. Assim, caso ainda não tenham percebido, isso já é a barbárie, caros senhores!
15/12/2005 08:16 Advogado de Guarulhos-SP (Advogado Autônomo)
Será que a Justiça vencerá o Loby? Penso que...
Será que a Justiça vencerá o Loby? Penso que este processo tramitará por LONGOS ANOS e a impunidade vencerá! Acredito até em uma condenação, pois há autoria e materialidade comprovadas, contudo até que os Tribunais apreciem TODOS OS RECURSOS e a pena comece a ser cumprida pelos réus, estes estarão bem velhinhos. Espero que o MPF solicite o bloqueio dos bens dos réus, pois seria uma chance do erário público reaver no futuro o dinheiro que perdeu, vez que o patrimônio dos réus já devem estar em franca transferência para terceiros.

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