Informação premiada

ConJur recebe Prêmio AMB de Jornalismo nesta quarta-feira

A Associação dos Magistrados Brasileiros, principal entidade de juízes do país, premia nesta quarta-feira (14/12) os melhores do jornalismo jurídico nacional. Entre os premiados estão os jornalistas Rodrigo Haidar e Maria Fernanda Erdelyi, da revista eletrônica Consultor Jurídico. A ConJur foi a única publicação a ser contemplada com duas premiações.

O editor Rodrigo Haidar ganhou o primeiro prêmio com a reportagem “Na forma da lei — Excesso de formalismo jurídico torna Justiça injusta”. O terceiro lugar da categoria ficou com a repórter Maria Fernanda Erdelyi que levou o prêmio pela reportagem “Ultraje a rigor — Uso de algemas pela PF levanta clamores na sociedade”, reportagem enaltecida em editorial do jornal O Estado de S. Paulo quando foi publicada.

Em sua segunda edição, o Prêmio AMB de Jornalismo distribuirá troféus e R$ 140 mil nas categorias Jornal, Revista, Internet, TV e Rádio. Nesta edição, também atribuiu prêmios regionais e para associações ligadas à magistratura. Concorreram 186 trabalhos nas diversas categorias.

A comissão julgadora foi composta pelos jornalistas Luiz Orlando Carneiro, o decano da cobertura judicial em Brasília e precursor da análise do Poder Judiciário na Capital Federal; Simone Caldas, coordenadora de atendimento da In Press Porter Novelli em Brasília (DF); os juízes Gervásio dos Santos Júnior, assessor da Presidência da AMB, e Andréa Pachá, vice-presidente de Comunicação Social da AMB.

Rodrigo e Maria Fernanda dedicam-se em tempo integral ao jornalismo jurídico. Os dois são responsáveis por boa parcela dos mais de 40 mil textos publicados no site. Para aprimorar o domínio técnico da matéria-prima com que trabalham, os dois matricularam-se este ano em um escola de Direito que passam a cursar no ano que vem.

Rodrigo Haidar, 29 anos, jornalista há oito, foi repórter da revista CartaCapital e é colaborador da revista Update da Câmara Americana de Comércio. Estreou no jornalismo na ConJur, em janeiro de 1998, onde trabalhou até maio de 2000. Viveu dois anos na Suiça e retornou à revista em setembro de 2004. “A reportagem mostra como, muitas vezes, por excesso de zelo, o julgador se aferra à letra da lei e acaba deturpando seu papel de fazer Justiça”, fala sobre seu trabalho.

Maria Fernanda Erdelyi, 24 anos, formada em jornalismo pela Universidade Mackenzie, cuidou da promoção cultural e edição de publicações no Memorial da América Latina e foi repórter da Folha de S.Paulo. Está na reportagem da Consultor Jurídico desde janeiro de 2004. Como poeta, participou de duas coletâneas da série "Poetas da Mário de Andrade", lançadas pela Bibliotexa Mário de Andrade de São Paulo.

Trabalho reconhecido

A premiação teve o reconhecimento da comunidade jurídica, que se manifestou através de telefonemas, mensagens eletrônicas e cartas. O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso afirmou que a reportagem de Haidar “contribui muito para a agilização dos procedimentos jurídicos”. Sobre o trabalho de Maria Fernanda, afirmou que o prêmio é uma “justa homenagem” e que a Ordem “manifestou-se veemente contra a maneira ‘espetacular’ com que a PF agiu em certas ocasiões”.

A direção do Cesa — Centro de Estudos das Sociedades de Advogados também enviou correspondência cumprimentando a redação pelo prêmio. O presidente da Aasp, José Diogo Bastos Neto, afirmou que “os juízes finalmente descobriram o que os advogados já sabiam desde muito. A qualidade e importância da Consultor Jurídico”.

Para o desembargador Augusto Francisco Mota Ferraz de Arruda, do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi premiada “a divulgação e a crítica honesta e fundada do Judiciário”, que “são retas formas de exercer de fato uma democracia adulta para mudar o que deve ser mudado”.

Nas palavras do advogado criminalista Luís Guilherme Vieira, “a premiação, por demais merecida, nada mais é do que reconhecimento de um jornalismo sério e comprometido com os ideais garantistas da Carta da República”. O advogado da Rede Globo na área civil, Luiz de Camargo Aranha Neto, disse que, quando soube do prêmio, havia acabado de indicar a “ConJur como o melhor e mais lido site jurídico”.

Antes mesmo da premiação, a revista vinha tendo seu trabalho reconhecido. No dia 18 de outubro, a seccional paraibana da OAB aprovou proposição de congratulações apresentada pelo conselheiro Marcos dos Anjos Pires Bezerra “em razão dos relevantes serviços prestados pela revista”.

Também em outubro, o site foi homenageado, como “veículo de relevante importância”, pela Assembléia Legislativa de São Paulo. Antes, a publicação foi agraciada com a Ordem do Mérito Judiciário do TST.




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