TRF-3 parece desconhecer Estatuto da Advocacia

6/12/2005 15:28Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)A culpa é nossa, advogados, que ainda não nos c...
A culpa é nossa, advogados, que ainda não nos concientizamos de que o Poder Judiciário existe por nossa causa. Não conhecemos nossa força e quem nos representa, a OAB, é trampolim eleitoral. Aqueles que se valem do diploma de bachareu em Direito e galgam a magistratura, rasgam o diploma e se esquecem que, graças a ele lá chegaram, ainda que mal e porcamente. Para eles, Juizes, Desembargadores, Ministros, advogados e pó de traque é a mesma coisa.De quem é a culpa? NOSSA, ADVOGADOS!!!
6/12/2005 14:34Mauro Garcia (Advogado Autônomo)Ao que parece ninguém andou pelas bandas das se...
Ao que parece ninguém andou pelas bandas das seções do STJ. Lá a situação é a mesma, advogado em pé. Se quiser sentar, tem subir um andar e se alojar na platéia. O artigo é oportuníssimo. A justiça tem o advogado como verdadeiro corpo estranho, e as vezes importuno nos julgamentos. Prevalece o sentimento de superioridade dos julgadores sobre os patronos, restando aos advogados, no mais das vezes, aceitar a situação sob pena de prejuízos ao cliente. Aqui em Taguatinga DF já ocorreu de advogado sair algemado de audiências por confrontar (verbalmente) o juiz. Neste caso erramos, o ocorrido virou uma sessão de desagravo e ficou nisto. Poderíamos ter marcado a data como uma espécie de dia do arbítrio e comemorá-lo todo ano. Quem sabe com ações assim os julgadores respeitassem mais nós os advogados.
6/12/2005 10:27Simone (Advogado Assalariado - Empresarial)Gostaria de acrescentar que a falta de respeito...
Gostaria de acrescentar que a falta de respeito com os advogados não ocorre apenas em sustentações orais nos Tribunais, já realizei audiência em 1ª Instância literalmente de pé. Estávamos em dois advogados, pois se tratava de duas empresas distintas, na sala de audiência não havia cadeiras suficientes para todos, solicitei ao D. Juiz um assento, o qual me foi negado sob a alegação de que não havia cadeiras disponíveis. Enfim, fui salva pelo colega que defendia a 1ª Reclamada, ele fez um acordo com o autor e me tirou daquela situação constrangedora de ficar de pé ao lado da mesa enquanto era realizada a abertura da instrução.
6/12/2005 00:35Ricardo Adati (Advogado Sócio de Escritório)Muito oportuno esse artigo de lavra do advogado...
Muito oportuno esse artigo de lavra do advogado Paulo Sérgio Leite Fernandes. À propósito dele relatarei um episódio que presenciei hoje (05/12/2005). Pois bem, estava eu a assistir julgamento de uma apelação na 7ª Câmara de Direito Público do TJSP. Após a leitura do relatório, foi dada a palavra para uma nobre causídica que, com distinção e louvor, subiu à Tribuna para muito bem defender os interesses de seu constituinte. Ato contínuo, passada a palavra para o relator, para proferimento de voto, esse simplesmente assestou, verbis: "esse é mais um caso daqueles e ao contrário do que disse a doutora blá, blá, blá, blá, blá ...". Ora, se nem um Desembargador - profisisonal supostamente qualificado pela retidão de caráter, educação refinada e notório saber jurídico -, sabe mais como dispensar tratamento a um profissional, o que dizer dos não letrados, dos incultos, dos ignorantes que são a maioria em nosso País? Como será que se sentiu a ilustre advogada que, certamente, se preparou para, intransigentemente, defender o direito de seu cliente e, em última análise, as instituições democráticas, em face de um desembargador que, ao invés de encarar os desideratos que lhe foram cometidos com seriedade, polidez, educação e cortesia, chacoteia a advogada dizendo que tudo que ela sustentou foi "blá, blá, blá, blá...."? Ora, é por esse e por muitos outros motivos, entre os quais a ausência de oferta de condições mínimas para que o advogado exerça seu mister, que o Judiciário não goza de prestígio e respeitabilidade perante a opinião pública.
5/12/2005 20:32Antonio Gusman (Procurador de Justiça de 2ª. Instância)Ilustre Paulo Sergio. Parabens pela defesa intr...
Ilustre Paulo Sergio. Parabens pela defesa intransigente dos direitos do advogado. Quiça os colegas que tenham coragem de fazer "sustenção oral" se dignem a registrar seu inconformismo, no introito de sua exposição e, por lhes faltar condição de exercer a defesa do cliente, em arena adequada, declare alto e em bom som, o cerceamento de defesa a que se expõe, ( ainda que psiquico), ensejando até mesmo eventual decreto de nulidade, caso o julgamento prossiga ao arrepio do " jus sperniandi advocaticio" claro, via do STF. ensejando, "a fortiori", providencias adminitrativas das autoridades judiciárias, ofertando aos advogados, um minimo de condição de trabalho, pelo menos igual à dos ilustres Desembargadores Federais. Abraços. Antonio Gusman Filho.

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