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19 agosto 2005
Balinha ofensiva
Juiz proíbe menores de assistir ao filme Madagascar
O juiz Alexandre da Rosa, da Vara da Infância e da Juventude de Joinvile, Santa Catarina, proibiu o ingresso de crianças e adolescentes — mesmo que acompanhadas dos pais ou responsáveis — às salas de cinema que exibem o filme Madagascar, mais recente desenho animado da Dreamworks.
Os shoppings da cidade (Mueller, Cidade das Flores e Americanas) e as outras salas de exibição foram informados da decisão e estão sujeitos ao pagamento de multa de R$ 500 por criança ou adolescente que assistir ao filme. Os estabelecimentos devem afixar cópia da decisão na bilheteria.
A decisão atende ao pedido do advogado George Alexandre Rohrbacher, que entrou com representação contra a UIP — United Internacional Pictures Distribuidora de Filmes. Segundo o advogado, o filme apresenta, em diversos momentos e de maneira subliminar, mensagens de estímulo ao consumo de drogas, especificamente o ecstasy.
“A protagonista, ao chegar a uma festa, lamenta a ausência da ‘balinha’ (...) Relembre-se aos mais incautos que ‘balinha’ é sinônimo de ecstasy”, reconheceu o juiz. A informação é da Folha de S.Paulo.
“O importante é que crianças e adolescentes, público alvo da película, não podem continuar submetidos ao filme, cuja apologia naturalizada ao consumo de entorpecentes é acolhida sub-repticiamente”, afirmou o juiz. “Mas não posso proibir o filme, até porque os adultos podem escolher assistir”, observou.
O filme de animação da Dreamworks é exibido em 450 salas no país e conta a história de animais do zoológico do Central Park, em Nova Iorque.
Revista Consultor Jurídico, 19 de agosto de 2005
Comentários
Comentários de leitores: 7 comentários
Este Calazans faz mesmo de tudo para vender o l...
Uma lástima estes abusos impunes. O tema da ...
O tema da publicidade subliminar exige pesquisa...
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