Professor compara Exames de Ordem de seis estados

20/02/2008 16:46Patricia Garrote (Bacharel)Ademais, imperioso se faz julgar o Exame da Ord...
Ademais, imperioso se faz julgar o Exame da Ordem sob outra ótica: A OAB não se preocupa em aferir se o candidato aprovado conseguiu obter média em cada área do Direito exigida no Edital, cobrando acerto apenas de 50 questões para aprovação na prova objetiva. Urge ressaltar que a aprovação no Exame da Ordem concede ao bacharel título de advogado que lhe confere poder de advogar em qualquer área do Direito, mesmo que, das 50 questões acertadas, não tenha conseguido média em nenhuma das diversas áreas exigidas no Edital. Até o presente momento não existe registro de candidato que tenha tirado a nota máxima no certame. Portanto, à OAB cabe dedicar atenção não à razão do insucesso no índice de aprovação no Exame da Ordem e sim à meticulosa investigação acerca da real capacidade de o certame atingir sua única e precípua finalidade, qual seja, de aferir a aptidão do futuro advogado para exercer de forma plena a sublime profissão abraçada. Infelizmente, o Exame da Ordem, equivocadamente, se transformou em um concurso com o único e evidente objetivo de aprovar número mínimo de candidatos, o que se traduz em reserva ilegal de mercado. A intenção não deveria ser REPROVAR, e sim MEDIR A CAPACIDADE. O Exame parece concurso para Delegado, Promotor, Defensor, Juiz... a diferença é que o candidato aprovado no Exame da Ordem não tem direito a ingressar em cargo público efetivo com salário idem! O bacharel só quer exercer sua profissão livremente, como garantido na Carta Magna de 1988! O resultado do Exame deveria ser, na realidade, a média da soma das duas provas! Ordem no Exame da Ordem!
20/02/2008 16:31Patricia Garrote (Bacharel)Ouso discordar de alguns pontos desse artigo. P...
Ouso discordar de alguns pontos desse artigo. Primeiramente, é digna de registro a nota mais alta do último Exame da OAB em Brasília: 86.00, o que merece imediata e aprofundada análise. Qualquer profissional da Educação sabe que quem detém o poder de aprovar ou reprovar o candidato é o elaborador da prova: se a intenção é aprovar, medir conhecimento, elabora prova de acordo com o real nível dos candidatos. Se, ao contrário, a intenção é reprovar o maior número possível de candidatos, faz uma prova difícil, cheia de peguinhas, em nível altíssimo. A OAB tem usado o certame para impedir a livre concorrência ao realizar provas impraticáveis, exageradamente difíceis, confusas, como essa última, que teve mais de 20 questões de caráter duvidoso. Recursos foram expostos ao público em sites de conhecidos cursinhos, três questões foram anuladas pela OAB, o que ratifica o que todo mundo sabe: a prova exige mesmo é decorebas e macetes de cursinhos caça-níqueis! O Exame da Ordem atual não mede o conhecimento nem a capacidade de o bacharel exercer a profissão de advogado adequadamente. Não é porque recebe a Carteira de Advogado que saberá postular em qualquer causa, será ético e excelente profissional. A OAB não mede isso. NÃO CONCORDO com a justificativa fácil engatilhada de que as faculdades brasileiras são culpadas pelo baixo índice de aprovação no certame, até porque não há uma pesquisa científica acerca do assunto. NÃO CONCORDO coma resposta rápida e na ponta da língua de que a imensa parte dos bacharéis está despreparada para exercer o ofício de advogado, até porque a maioria dos que não passam no exame é estagiário inscrito na OAB. Para mim, isso é mais uma artimanha para esconder o real objetivo do Exame da Ordem. www.patriciagarrote.adv.br
30/08/2005 19:56Funabashi (Engenheiro)Prezados Gostaria de parabenizar o Dr. Aleks...
Prezados Gostaria de parabenizar o Dr. Aleksander Mendes Zakimi pela pesquisa. Acredito que exista uma maneira simples de resolver essa disparidade nestes diferentes Brasis, sob a mesma constituição. Fazer provas iguais em todos os Estados da Federação, aí poderemos sim avaliar estatisticamente a real situação de ensino em cada estado. Cordialmente, Luiz Antonio Funabashi Bacharel Direito
29/08/2005 11:15ebritto (Bacharel - Tributária)Caros Srs., Concordo plenamente com a necessid...
Caros Srs., Concordo plenamente com a necessidade do exame de ordem como instrumento de seleção dos bachareis pelo Brasil afora. Entretanto, necessita-se sobretudo de uma atuação ilesa da OAB em todo processo de seleção. Especificamente, refiro-me a atuação das Comissões de Estágio e Exame de Ordem que, em alguns Estados, vêm simplesmente decepando o direito de recurso conferido pelo Provimento OAB 81/96 aos Examinados, sem sequer conhecer do mérito dos recursos, através de decisão padronizada. Assim, erros grotescos na correção subjetiva não podem ser sanados em virtude da impossibilidade da via recursal abordar o mérito das questões, imposta por alguns dos membros das referidas Comissões. Enquanto isto, outros relatores da mesma Comissão, racionalmente, conhecem dos recursos, julgando procedente aqueles que merecem. Roga-se pelo atendimento aos princípios do devido processo legal, igualdade, contraditório, isonomia, entre outros defendidos historicamente pela OAB.
15/08/2005 10:47Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)Será que a secção paulista da OAB entenderá, ag...
Será que a secção paulista da OAB entenderá, agora, as razões da inadequação das questões submetidas aos novos e recém formados advogados de São Paulo? Pretendem selecionar os melhores quando o objetivo é aproveitar a potencialidade racional de pessoas que ainda não tiveram oportunidade para aplicação prática da doutrina aprendida na faculdade. O exemplo citado pelo ilustre professor é suficiente para colocar sérias dúvidas com realação à objetividade e o sentido do nosso "Exame". Este sentido não é, evidentemente, o de derrubar candidatos mas o de selecionar aqueles que têm um mínimo de condições para operar o Direito.

Comentários encerrados em 22/08/2005

A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.