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A todo vapor

Ex-vendedor do Vaporetto ganha indenização de 7 milhões

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O empresário João Zangrandi Neto – aquele que trouxe para o Brasil o Vaporetto, eletrodoméstico que virou febre entre as donas de casa – ganhou na Justiça paulista o direito de receber cerca de R$ 7 milhões, a título de haveres sociais (açôes da empresa a que tinha direito). A condenação recaiu sobre a Polti do Brasil Comercial Ltda, que, em maio de 1998, afastou o empresário do seu quadro social.

A quantia equivale a 40% do patrimônio líquido da empresa, na época da exclusão de Zangrandi do quadro societário. A Polti do Brasil ainda foi condenada a pagar R$ 20,7 mil ao empresário de pró-labore, referente ao período de 28 dias em maio de 1998 em que João Zangrandi Neto prestou serviço para ele mesmo. A decisão é do juiz José Antonio Lavouras Haicki, da 8ª Vara Cível Central da Capital paulista.

A Justiça julgou improcedente a ação de indenização por má-gestão empresarial e descumprimento da lei e do contrato social proposta pela Polti do Brasil. A empresa reclamou indenização no valor de R$ 10,939 milhões, alegando que Zangrandi administrou a empresa com irresponsabilidade, inclusive desviando parte de sua receita em proveito próprio e de sua família.

O empresário foi defendido pelo advogado João Batista de Souza, do escritório Advocacia Mesquita e Souza.

O Vaporetto é um aparelho que se assemelha a um aspirador de pó, mas que, na verdade, ao invés de chupar o ar, expele, em alta pressão, um jato de vapor de água a uma teperatura de 120 graus centígrados.

Zangrandi começou sua carreira vendendo o produto de porta em porta. Em menos de cinco anos, foi do céu ao inferno. A partir de 1993, conheceu o sucesso, quando as vendas do Vaporetto iam de vento em popa, no Brasil. Chegou a faturar perto de US$ 250 milhões por ano. Entre 1992 e 1997, o empresário vendeu 1 milhão de unidade no país. Em maio de 1998, sentiu o amargor da derrota quando perdeu a representação do Vaporetto. O motivo foi a briga com Franco Polti, controlador da marca italiana que resolveu retomar o comando dos negócios no Brasil.

Hoje, Zangrandi vive o paraíso. Além da vitória conquistada na Justiça contra seus inimigos, o empresário voltou a saborear o sucesso com as vendas de máquinas de café. Em 2002, fechou uma parceria com a italiana Saeco para trazer ao Brasil máquinas de café expresso. O acordo prevê a distribuição dos eletrodomésticos da marca no país. O carro-chefe são as máquinas de café.

Antes de ingressar no ramo de máquinas de café expresso, João Zangrandi Neto teve uma experiência com a fabricação de marcarrão, Em 1998, com a ajuda do governo italiano conseguiu montar, em Araras (SP) a fábrica de macarrão Granzani. A fábrica produz macarrões de “marca própria” para grandes redes de supermercados.


 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 26 de abril de 2005, 16h57

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