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Pérolas processuais

Pérolas: Mesmo brigados, desejam continuar morando juntos.

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“Certifico e dou fé que deixei de fazer a formal separação de corpos, com a retirada da mulher da residência do casal, porque tanto ela, quanto o cônjuge me afirmaram que, mesmo estando brigados, desejam continuar morando juntos na mesma casa, embora em quartos separados, pois estão em dificuldades financeiras e um dos dois não têm para onde ir”. (De uma certidão de oficial de justiça, em ação de separação de corpos, em Porto Alegre)

Conciliação inconciliada

“As partes conciliaram da seguinte forma: pelo conciliador foi dito que, proposta a conciliação, não conciliaram”. (Do termo de uma audiência no Juizado Especial Cível de Igrejinha/RS)

Cavaleiro fujão

“O veículo, durante o acidente, teve amassamento no pára-choques e nos pára-lamas dianteiros, sendo quem não pudemos colher melhores dados, devido à vítima haver fugido a galope”. (De um boletim de ocorrência da Polícia Rodoviária Federal, sobre um abalroamento automóvel x cavalo, em Sarandi/RS)

O carro enguiçou e a petição inicial também

“Foi várias tentativas junto à requerida que vendeu o carro, e sempre a mesma conversa, ou seja a mesma enrrolação, e nunca uma solução, vale ressaltar que o tempo de garantia foi por 20 mil KM, o carro praticamente não andou, agora mesmo a requerente queria aproveitar as férias mas não conseguiu, porque o carro não está em condições de viajar, a requerente tentou de várias formas para solucionar o problema, mas não foi possível, restou esta alternativa entrar em juízo, para tentar remediar esta situação, porque viu-se ludibriada na sua boa fé, comprando um carro todo detonado, que era para ser combustível a gasolina, e no entanto é a álcool, encontra-se fazendo um esforço danado para pagar o financiamento do carro, e não pode utilizar o carro para o seu laser com a sua família, também para salvaguardar o seu direito conforme em anexo, ingressou com uma reclamação no DEPOP - DECON/DEIC”. (De uma ação de indenização do JEC Cível - proc. nº 001/3050135697-3 - em que há uma frase, em 12 longas linhas, com uma só pontuação).

*Pérolas Processuais são publicadas no site Espaço Vital

 é advogado, editor do site Espaço Vital e articulista da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 15 de abril de 2005, 10h33

Comentários de leitores

7 comentários

Linguagem rebuscada não é sinônimo de cultura. ...

Kao (Outros)

Linguagem rebuscada não é sinônimo de cultura. Não é nada demais se expressar em palavras de uso coloquial, que o povo entenda, uso uma linguagem clara e simples. O que se quer é aproximar a Justiça do povo, o que se quer é que o povo entenda as decisões judiciais. Muitas vezes a linguagem rebuscadas e o uso de palavras difíceis e o uso de expressões em latim podem esconder a falta de conteúdo, é possível falar asneira em latim!!!!!!. Em segundo lugar: Direito não é ciência, isso é um mito arraigado na cultura jurídica, todo mundo quer pegar uma carona no prestígio da ciência. Até a Teologia com suas especulações metafísicas se diz ciência. A Ciência de verdade estuda o mundo natural através de uma metodologia e precisa provar o que afirma, as afirmações da ciência precisam ser demonstradas, têm de estar sujeita à verificação. Os princípios do Direito são criados pelo homem, o Direito é uma convenção, não uma ciência. Mesmo na ciência se está criando uma conscientização de que é preciso se expressar em linguagem de fácil compreensão, quem não se lembra da série Cosmos de Carl Sagan, outros cientista de renome, como por exemplo Richard Dawkins na área da Evolução Biológica procuram escrever livros em linguagem mais simples.

Caro Sérgio Niemeyer, gostaria de me acostar à ...

Renê Lopes (Estudante de Direito)

Caro Sérgio Niemeyer, gostaria de me acostar à teu primeiro comentário acerca da importância do uso da linguagem rebuscada em nosso meio jurídico, bem como da tua réplica no debate com o "Antonio" Fernando M. de Oliveira. Na minha humilde opinião de simples estudante do Direito, talvez a ciência mais fascinante e intrigante das ciências, eu vejo o uso da boa linguagem escrita e falada, antes de uma característica intrínseca deste ramo científico, um dever inerente à todos os seus operadores, e toda e qualquer manifestação de diminuição de sua importância deve ser repudiada.

Ilmo. Dr. Antonio Fernando Medeiros de Oliveira...

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Ilmo. Dr. Antonio Fernando Medeiros de Oliveira, Seria bom participar de um debate com um colega que dispusesse de uma bagagem mais qualificada de argumentos do que V.Sa. apresenta em seus patéticos comentários. Já me manifestei alhures, o debate é engrandecedor quando os participantes mantêm o nível mínimo de respeito entre si. E esse respeito decorre de dois fatores: o primeiro, a educação que ostentam; o segundo, o fato de saberem que o conhecimento pessoal de cada qual se distingue dos demais debatedores, no mínimo porque se tratam de pessoas diferentes, com experiências de vida diferentes, e percepções da vida igualmente distintas. É sob essa perspectiva que se consegue galgar alguns degraus no amadurecimento das idéias. As críticas, do mesmo modo, quando os debatedores são honestos, dirigem-se ao pensamento, e não ao debatedor. No entanto, pessoas como V.Sa., que não sabe sequer escrever português, escrevendo o próprio nome “Antonio”, sem acento, donde, a julgar pelas regras de ortoépia regentes da língua portuguesa, deve ser pronunciado “Antonío”, que mesmo lendo o meu nome mais de uma vez, ainda assim o escreve erroneamente — é Niemeyer, com “e”, e não Niemayer —, e ainda demonstrando não saber consultar um dicionário para apreender as diversas acepções da palavra aculturar, à guisa de compreendê-la em seu sentido semântico preciso, tal como lançada no meu comentário, não são dignas da minha atenção, a não ser por estas poucas palavras em que procuro deixar claro o quanto desprezo sua crítica pífia e insignificante. Para manter um debate V.Sa. deverá, antes de tudo, aprender a não desferir ataques gratuitos às pessoas com quem quer debater, mormente quando as não conhece. Agora, se o meu comentário o atingiu, saiba que não foi intencional, não o conheço e nunca ouvi falar de sua patética existência. Mas uma coisa me parece evidente: V.Sa. vestiu a carapuça das críticas que lancei em meu comentário, e quanto a isso, sinto muito, mas não há nada que eu possa fazer senão aconselhá-lo a fazer um curso de português e outro de lógica por correspondência. Se tiver boa vontade, disciplina e dedicação, talvez algum dia V.Sa. consiga entender o bem que esta réplica lhe terá trazido. (a) Sérgio Niemeyer

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