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Vida em risco

Juiz de TO é ameaçado de morte e anda com proteção policial

Há quatro dias, o juiz da 2ª Vara Cível de Porto Nacional (TO) José Maria Lima anda 24 horas acompanhado de policiais militares. A precaução foi tomada na última sexta-feira (6/4), quando a polícia de Tocantins interceptou conversa telefônica que tratava da contratação de três pistoleiros para matar Lima. Desde então, ele passou a receber proteção pessoal.

Não que ameaças como essa sejam novidade para o juiz. No estado desde 1996, ele já recebeu outros avisos de que sua cabeça estava a prêmio. A diferença é que as intimidações anteriores não eram tão explícitas nem foram levadas adiante. “É a primeira vez que eles chegam perto do finalmente”, disse Lima à revista Consultor Jurídico. Até por isso, o fato nunca foi investigado pela Polícia local.

Agora, ao que parece, o fato está sendo levado mais a sério. “Ao que me consta tanto a Polícia Civil quanto a Federal estão apurando o caso”, diz. Até agora, no entanto, não se sabe ao certo quem são os mandantes das ameaças nem qual a causa dela. “Certamente tem a ver com a minha função, mas ainda não há nada de seguro. Por enquanto, há somente suspeitas”.

O caso de Lima não é o único que se tem notícia. Em Ponta Porá, em Mato Grosso do Sul, o juiz federal Odilon de Oliveira anda escoltado por policiais desde 1998. Segundo reportagem do jornal O Globo, a cabeça dele vale R$ 280 mil entre os traficantes brasileiros que vivem no Paraguai. Oliveira é um dos responsáveis pelo fim do domínio da família Morel no narcotráfico da região.

Revista Consultor Jurídico, 12 de abril de 2005, 19h30

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