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Sem responsabilidade

Banco não é responsável por saque indevido com cartão magnético

O banco não tem responsabilidade por saques indevidos feitos com cartão magnético. O entendimento é da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Brasília, que considerou que a prática não se caracteriza ato ilícito da relação banco-cliente. A Justiça negou pedido de reparação de correntista em ação contra Caixa Econômica Federal. As informações são da Turma Recursal.

De acordo com o relator do processo, juiz Federal Alexandre Vidigal de Oliveira, a prática está circunscrita na relação cliente-terceiros. Para ele, a reparação só seria possível se provada, ou ao menos demonstrada, a ausência de serviço adequado ou a participação da instituição bancária no ato.

Segundo Vidigal de Oliveira, a responsabilidade pelo ato ilícito observada na relação cliente/terceiros não pode ultrapassar seus próprios limites. Para o juiz, na relação de consumo entre tomador e prestador de serviço, “o instituto processual de inversão do ônus da prova, não autoriza a solução teleológica de se provar o improvável, o impossível, caracterizando-se tal absurdo, na hipótese, em se exigir do Banco provar que o cliente não se apropriou ou não se beneficiou do montante sacado”.

Recurso 2004.34.00.701619-7

Revista Consultor Jurídico, 5 de abril de 2005, 19h25

Comentários de leitores

9 comentários

Andrade Filho (Advogado Autônomo 11/01/2006 - 2...

Andrade Filho (Advogado Autônomo)

Andrade Filho (Advogado Autônomo 11/01/2006 - 23:45 Só com indenizaçoes, especialmente as mais elevadas, para os saques indevidos, com cartões magnéticos, sim, como é o caso das condenaçoes contra a CEF, Bradesco, entre outros, e também para as contas abertas com documentos falsos é que o melhor do direito dará maior eficácia nos sistemas de segurança e retirará do mercado os gerentes com tendências indignas. antonio.jose101@terra.com.br

Ora, Sr. Juiz, se o banco não tem condições de ...

Florencio (Advogado Autônomo)

Ora, Sr. Juiz, se o banco não tem condições de suportar a inversão do ônus da prova, com toda a sua tecnologia, muito menos o cliente, que não tem acesso a tecnologia nenhuma. Se ele recebe um cartão e algum espertinho, quem sabe, do próprio banco, se utiliza de alguma fraude, como pode o coitado do consumidor oferecer alguma prova. Evidentemente que esse é um caso clássico de inversão do ônus da prova. Ao cliente cabe recorrer dessa decisão absuda.

Como bem observou o Sr. Pedro Paulo Reinaldin, ...

Adriano A Bruno (Bancário)

Como bem observou o Sr. Pedro Paulo Reinaldin, a notícia omite detalhes do caso, o que impede comentários e conclusões apressadas.

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