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30 dias

TJ decreta prisão temporária de juiz acusado de matar colega no ES

O juiz Antônio Leopoldo Teixeira deve cumprir prisão temporária de 30 dias. Ele é acusado de ser o mandante do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, morto a tiros em 24 de março de 2003 na Praia de Itapõa, em Vila Velha (Espírito Santo). A informação é do site Espaço Vital.

Leopoldo Teixeira saiu do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, na sexta-feira (1º/4), direto para o quartel da Polícia Militar no bairro de Maruípe, na capital Vitória. A prisão foi pedida pelo Ministério Público do estado e acatada pelo relator do Tribunal de Justiça capixaba, Pedro Valls Feu Rosa. O juiz foi ao TJ-ES para prestar seu segundo depoimento.

De acordo com a investigação, a causa do assassinato teria sido as denúncias feitas por Alexandre Martins contra Leopoldo Teixeira. O juiz acusava o ex-titular da Vara de Execuções Penais de Vitória de venda de sentenças, facilitação na progressão de regimes, tráfico de influência, retirada irregular de presos e coação de técnicos da Justiça.

Leopoldo Teixeira também é acusado de facilitar o cumprimento de penas de pistoleiros condenados, que eram encaminhados para a Penitenciária Agrícola de Viana. Na segunda-feira (28/3), ele foi afastado preventivamente de suas funções pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Espírito Santo. A Corte também decidiu pela abertura de inquérito administrativo.

No mesmo quartel para onde o juiz foi mandado já está preso o coronel reformado da PM Walter Gomes Ferreira, outro suspeito de ser o mandante do mesmo crime.

Revista Consultor Jurídico, 4 de abril de 2005, 11h37

Comentários de leitores

1 comentário

A sociedade capixaba está acompanhando estarrec...

LUÍS  (Advogado Sócio de Escritório)

A sociedade capixaba está acompanhando estarrecida tal acontecimento. Muitas perguntas estão no ar. Primeiro: porque o juiz (ou juízes) vinham sendo investigados a dois anos, e somente após o segundo "aniversário" é que o processo foi remetido ao Tribunal de Justiça? Segundo: se o juiz era suspeito desde aquela época, como dizem as autoridades, e se os supostos indícios foram verificados após o trágico e cruel homicídio, o que justifica a prisão antes do devido processo legal? Lamentavelmente, para a sociedade, ficou parecendo que, completados dois anos com a sensação de impunidade, decidiram trabalhar com os supostos indícios colhidos àquela época, e que não são seriam suficientes para condenar ninguém pelo fato. Vale lembrar que o povo somente ficou sabendo da suspeita quando o Secretário de Segurança foi à imprensa e falou que havia um juiz envolvido, somente após isto o sigilo foi quebrado a pedido da própria associação dos magistrados, cujo Presidente é justamente o Desembargador relator do processo que mandou prender o juiz suspeito. Ficou parecendo, assim, que a polícia se livrou do problema jogando a responsabilidade para o poder judiciário, que ficou com a batata quente na mão de condenar ou não o juiz. Na verdade, as autoridades mantiveram o sigilo do processo e somente divulgam as partes que lhes interessam, e a sociedade acompanha os confusos acontecimentos.

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