Menor salário no Tribunal de Justiça paulista é de R$ 1.200

29/09/2004 00:38Manuel Sabino (Bacharel - Administrativa)...
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25/09/2004 22:38Edu (Cartorário)AINDA PARA O SR. CURIOSO, e para outros "chocad...
AINDA PARA O SR. CURIOSO, e para outros "chocados" de plantão. TEXTO DO MILLOR FERNANDES - Os Palavrões Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. "Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende? No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio. Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o susto escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
25/09/2004 22:37Edu (Cartorário)Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense...
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no meio do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no meio do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se. Millôr Fernandes
25/09/2004 20:45Edu (Cartorário)E se o Sr. Curioso, ou qualquer outra pessoa, q...
E se o Sr. Curioso, ou qualquer outra pessoa, quiser, meu e-mail está à vossa disposição. (É o envelopinho azul depois do nome, ô!!! Dãããããã.....)
25/09/2004 20:42Edu (Cartorário)Em resposta ao Senhor Curioso, que ficou extrem...
Em resposta ao Senhor Curioso, que ficou extremamente chocado com uma palavra de baixo calão utilizado em uma de minhas manifestações anteriores: Não se preocupe com meus colegas. Eles gostam de mim. Gostam por que eu digo o que penso, e sem meias palavras. Mas também por que sou uma pessoa normalmente justa e conciliadora. Em casos de conflitos, não fico procurando culpados, como todos fizeram no nosso caso: costumo levar todos a buscar uma solução. E, se vc quer saber, digo muitos "foda-se", sim, normalmente. E é exatamente o que estão dizendo muitos de nós, funcionários, que SEMPRE tivemos comprometimento com o serviço dos cartórios, e SEMPRE fomos atrapalhados pelos desencontros de Juízes, Promotores e até da Douta Corregedoria, que sempre que faz uma alteração nas normas para o "aperfeiçoamento" dos serviços, cria um enorme problema e se esquece de oferecer os meios necessários para que se encontrem as soluções. E por que estamos dizendo? Por que cansamos de ver esse exemplo vir de cima. Eu mesmo já ouvi, da boca de Juízes (mais de um), quando questionados ao darem ordens que contrariavam as normas da corregedoria, a mesma expressão por mim escrita. Era assim, exatamente: "Fodam-se as normas. Faça o que eu mandei." E aí? Vai dizer que estou mentindo? Ou é por que a palavra escrita choca mais seus olhos sensíveis? E, nesse ponto, temos até que ressalvar a classe dos advogados. Eles, ao tumultuarem alguns processos, estão utilizando os recursos que possuem para fazer o seu trabalho. E estão certos. Esse é o seu objetivo. Mas eu não consigo entender o que estão fazendo Juízes, Promotores e a própria Corregedoria quando tumultuam os serviços. Por fim, utilizei a chocante, horrível, absurda, e tremendamente impressionante expressão "foda-se", a qual, inclusive, inventei, e nem sei como o Sr. Curioso sabe o que siginifica, para ilustrar exatamente o que está acontecendo: Se nem a Presidência do TJ está muito preocupada com o atraso causado pela greve, preferindo resolver seus problemas de caixa a exigir a compensação das horas para a minimização do atraso, NÓS É QUE VAMOS ESTAR????? Pense, Sr. Curioso. E, só para ficar consignado: Eu escrevi o que penso, com todas as letras e sem meias palavras, e pus aqui o meu nome, o meu cargo e a comarca em que trabalho. E o Sr.? Só isso já o desqualifica completamente.
25/09/2004 19:58Servidor ()CONHEÇA UM POUCO SOBRE O SR. EDISON VIDIGAL ...
CONHEÇA UM POUCO SOBRE O SR. EDISON VIDIGAL Matéria exibida na Revista Veja, datada de 02 de junho de 2004, página 48. Vagas abertas. No STJ, ex-nora de Sarney ganhou duas nomeações. O Ministro Edson Vidigal, recentemente empossado na presidência do Superior Tribunal de Justiça(STJ), já bateu um recorde. Em dois meses, fez 39 nomeações de não concursados, que passaram a ganhar salários que variam de 5.300 reais a 7.800 reais. Deles, 28 estão no próprio STJ e onze foram nomeados para o Conselho da Justiça Federal, órgão que exerce uma espécie de controle administrativo sobre os cinco tribunais federais. A cota de nomeações de Vidigal é mais polpuda que a dos antecessores, mas não é uma surpresa. Ao assumir, o novo presidente do STJ encarregou-se até de revogar portaria de dois anos atrás para desbloquear a contratação de não concursados pelo Conselho de Justiça Federal – e, com isso, abriu caminho a suas nomeações. A assessoria do presidente garante que os 39 foram nomeados em virtude de sua vasta experiência profissional, mas, entre eles, há graduados em pedagogia, letras, psicologia e matemática, cursos que não dão habilitação especial para lidar com a burocracia jurídica. Um deles, José Dion, indicado para diretor-geral do STJ, é engenheiro eletrônico, embora o regimento interno determine que o ocupante do cargo seja graduado em direito, administração ou economia. Membro do STJ há dezesseis anos por nomeação do então presidente José Sarney, Vidigal fez questão de retribuir a honraria e nomeou Maria Beatriz Sarney, neta de Sarney, e Lucialice Cordeiro, ex-nora de Sarney. Aliás, o entusiasmo na hora de empregar Lucialice foi tanto que Vidigal chegou a brindá-la com duas nomeações no mesmo dia – uma para o STJ e outra para o conselho, que acabou anulada. E DEPOIS VEM METER O BEDELHO NA GREVE DO JUDICIÁRIO DE SÃO PAULO
25/09/2004 19:30Servidor ()Senhor Curioso Se o senhor fosse um funcionári...
Senhor Curioso Se o senhor fosse um funcionário do TJ, e tivesse sofrido a série de injustiças que temos sofrido por parte da direção do TJ, o senhor certamente estaria proferindo palavras muito piores do o nosso colega Sergio Eduardo. É aquilo.... pimenta nos olhos dos outros não arde....
25/09/2004 19:16Curioso ()Márcia Marins ou seja quem quem for, você é pat...
Márcia Marins ou seja quem quem for, você é patética. MARCIA MARINS (Outra - ESCREVENTE — Ubatuba, SP) — 24/09/04 · 14:37 Maravaiiiiiiiilha. Eu quero é mais; aumento de salario, regalia, benefícios pra não fazer nada. E quando fazer fazer muuuuuuuito mal: destratar advogado chato no balcão, deixar de ajudar os burros que não sabem preencher o formulário...etc. Tratem de pagar mais imposto porque eu preciso de um pouco mais de dinheiro. A maioria de vocês não servem pra mais nada a não ser sustentar o Estado; e a mim também (risos). FUNCIONÁRIOS DO TJ, VOU DAR O TROCO DIREITINHO NOS MEMBROS INÚTEIS DESTA CLASSE QUANDO OS TRBALHOS VOLTAREM AO NORMAL. VAMOS DAR O QUE ELES MERECEM E PEDIRAM PRA TER. FUNCIONARIO QUE TEM ESPIRITO DE VINGANÇA ESTA CONCLAMADO A ADERIR À MINHA ATITUDE. NINGUÉM TEM CULPA SE ELES SÃO INCOMPETENTES, GANHAM POUCO, DEPENDE DE NÓS, E PRECISAM MARCAR PONTO NA PORTA DA CADEIA. Juntos os humilharemos... Obaaaaaaaaaaaa
25/09/2004 19:07Curioso ()Para Sergio Eduardo R. Souza (Funcionário públi...
Para Sergio Eduardo R. Souza (Funcionário público - Escrevente Técnico-Judiciário — José Bonifácio, SP) — Li o comentário abaixo e fiquei imaginando como o Sr. atende as pessoas no balcão e trata os seus colegas de trabalho! Credo!!!É melhor passar sabão na boa. Sergio Eduardo R. Souza (Funcionário público - Escrevente Técnico-Judiciário — José Bonifácio, SP) — 25/09/04 · 00:21 Ah: Quanto à preocupação do TJ com a população, os advogados e o serviço prestado: Sequer querem a presidência ou o pleno colocarem em discussão a forma de pagamento dessas horas. Achou-se a saída que, para o TJ, é MARAVILHOSA: Serão compensadas contabilmente, com os créditos que os funcionários têm, em pecúnia, de férias e licenças-prêmio, alguns com mais de 4 anos de aquisição. Trabalhar a mais para por o serviço em dia, pra quê? Quem quer saber do serviço é o povo e os advogados. O TJ quer DINHEIRO. Inclusive, isso vem de encontro ao interesse de muitos dos que aqui se manifestaram: TEM É QUE DESCONTAR. Então boa. Só eu vou perder aí uns 8.000 na brincadeira. Mas não vou precisar trabalhar nem um minuto a mais, aliás, coisa que sempre fiz e nunca cobrei por isso. Agora, foda-se. É das 9:00 às 17:30 e, depois, tchau, Dr. Se quiser o serviço pronto, volta amanhã. E depois somos nós que não estamos nem aí para a sociedade.
25/09/2004 16:41Lucia ()Quero só dizer a "doutora" e ao robson que ambo...
Quero só dizer a "doutora" e ao robson que ambos se tiverem capacidade e competência, podem fazer concurso público (que é aberto a todos), muitas vezes mais concorridos que muito vestibular de algumas faculdades de direito e, podem correr o risco de serem aprovados (se fosse fácil, já teriam conseguido) e aí sim estariam ganhando o nosso salário, comprando seus equipamentos pessoais (além de computadores, cadeiras e mesas para não virem a sofrer doenças profissionais) e quem sabes felizes engrossariam os 15% que não aderiram ao movimento, mas ficaram fazendo contas para ver qual seria o seu novo salário. Tentem no próximo concurso , existem muitos cursinhos por aí , é só ter capacidade!!!!!
25/09/2004 16:18Lucia ()Estou curiosa para saber porque da tabela acima...
Estou curiosa para saber porque da tabela acima não constam os vencimentos dos juízes, desembargadores, presidente do tribunal, inclusive com seus auxílios gravata e etc... porque não foi divulgado quanto é gasto com os lanchinhos dos desembargadores, seus carrões, etc.,etc.... Nunca dissemos que somos miseráveis, mas lembrem-se bem que se conseguimos equipar e informatizar nossos locais de trabalho é porque um dia tivemos condições para isto, mas os anos se passaram e nossos vencimentos foram congelados, por 3 longos anos (após a greve de 2001), esperamos a boa vontade do tribunal em repor as perdas e nem ao menos foi feita previsão orçamentária para tal. Precisou a greve. E eu pergunto se podia atualizar o salário em 14,5%, porque esperou 86 dias para propor? Pensem nisto e depois avaliem e raciocinem se não há muita coisa podre daquele lado do palácio.
25/09/2004 16:14Valeska ()Srs. por que, continuam a atacar uns aos outros...
Srs. por que, continuam a atacar uns aos outros(Funcionários do JudiciárioXAdvogados e Outros)? Seria mais coerente e justo, se unirem e cobrarem dos que realmente tem culpa nessa angustiante greve,o TJ SP e o Gov. Estadual.Aposto que, se estivessem unidos, essa greve já teria acabado faz muito tempo, e os Funcionários, Advogados e Cidadãos estariam todos satisfeitos, nenhum lado seria sacrificado.Mas queria saber, por que, ninguém fala um "A" do TJ, e doGov. Estadual?Será que eles estão sempre certos? Pensem, segunda-feira é a chance de acabar com isso, e com as futuras greves que poderão vir.Estamos lutando contra pessoas erradas.ACORDEM PARA A VIDA!!! NÃO PODEMOS CONTINUAR ACEITANDO ISSO!!!ABRAÇOS Á TODOS.FUNCIONÁRIOS DO JUDICIÁRIO, ADVOGADOS E CIDADÃOS, UNIDOS VENCEREMOS!!!
25/09/2004 11:56Rodrigo de Oliveira ()Caro Sr. Paulo. Em primeiro lugar, as pergunta...
Caro Sr. Paulo. Em primeiro lugar, as perguntas que fiz ao senhor não obtiveram respostas. Portanto, continuo, como dantes, contrário ao movimento de greve. Em segundo, muito se engana o senhor ao dizer que sequer lhe daria um OI na rua caso não fosse meu cliente. Cumprimento todos os cartorários que encontro pelos fóruns, óbvio, aqueles que evidentemente que me tratam com respeito e dignidade, devolvendo o tratamento que a eles dispensei. Em terceiro, se a greve tem data para acabar, acho que o senhor deveria voltar suas angústias aos representantes de suas associações de servidores, que não foram hábeis o suficiente para encerrar a negociação de forma que todos perdessem o mínimo possível, inclusive sua valorosa classe. E, finalizando, acredito que o senhor seja uma grata exceção neste mar de cartorários grossos, mal educados e preguiçosos. Espero de fato vê-lo do outro lado do balcão desenvolvendo suas funções fielmente, devolvendo com respeito e decência o tratamento assim também dispensado ao senhor pelos advogados e demais usuários da justiça. E, quanto a cara de tonto e de débil mental, se já tem muuuuuuiiiiiita gente fazendo isso, parece que é porque é a única maneira de sermos tratados com o mínimo de respeito. Não leve tudo isso de forma pessoal, Sr. Paulo, em momento algum questionei a sua conduta como servidor do judiciário, até porque não lhe conheço. Mas, vamos e venhamos, e cá entre nós, todos sabemos e sabíamos que existiam outros caminhos além da greve.
25/09/2004 03:29Jose Carlos Moreira ()Olha o exemplo: http://www.sinpojud.org.br/b...
Olha o exemplo: http://www.sinpojud.org.br/boletins/info016p01.htm
25/09/2004 03:03Paulo Giovanni de Carvalho (Cartorário)Ainda para Rodrigo de Oliveira: Por favor, s...
Ainda para Rodrigo de Oliveira: Por favor, suplico-lhe. Quando falar em POPULAÇÃO, em SOCIEDADE, não exclua desse contexto a figura do SERVIDOR. Falam que causamos problemas à sociedade. Por acaso, NÓS não integramos a sociedade? Não somos cidadãos? Quando há greve de condutores de ônibus e metrô, nós também sofremos. Quando há greve de INSS, nós também sofremos. Quando há greve de bancários, nós também sofremos. Então, quando NÓS fazemos greves, algumas pessoas vão sofrer. infelizmente. Um acordo célere com o governo, impediria tantas perdas. Nunca pedimos NADA A MAIS que o reconhecimento de direitos constitucionais. Percebo então, por que o senhor nos exclui quando fala em SOCIEDADE. Nós, servidores, não temos reconhecidos nossos direitos constitucionais (reajuste salarial e direito de greve, por exemplo). Se a Constituição não nos abriga, logo, não somos cidadãos, ou somos cidadãos de segunda classe. Assim, o senhor entende por bem nos excluir do contexto de sociedade. Entendi seu raciocínio?
25/09/2004 03:02Paulo Giovanni de Carvalho (Cartorário)Em resposta a Rodrigo de Oliveira O colega...
Em resposta a Rodrigo de Oliveira O colega questiona-me sobre um ponto crucial, que divide advogados e servidores. Deveria responder-lhe por que os MEUS direitos são mais importantes do que os SEUS direitos e os direitos da POPULAÇÃO. Não é fácil responder. Devolvo-lhe a pergunta: porque SEUS direitos são mais importantes que os meus? No seu cotidiano, são SUAS próprias dívidas que vê acumulando sobre a mesa. O Sr. não sabe, nems e interessa pelas minhas. A menos que fosse SEU cliente, pagando-lhe honorários para cuidar dos meus problemas, o Sr. sequer me daria um Oi na rua. Natural. É necessário cada um cuidar dos seus problemas. Eu estou cuidando dos meus, por isso, optei pela greve. Não quis aderir de começo, mas depois refleti que seria a única forma de pressão. Ora, sabemos que a greve causou problemas à sociedade. Mas não fomos nós que causamos a greve. Tem muito mais nos bastidores, e o Sr. nem deve imaginar. Mas não se aflija mais. Nós, que acompanhamos diariamente os movimentos nesse tabuleiro de xadrez, já sabemos que a greve tem data certa pra terminar. Ela não mais interessa. As mãos poderosas vibraram seus cajados sobre as cabeças de nossas lideranças e determinaram o regresso ao trabalho a partir de terça-feira. Essa é a herança do Estado totalitário: quem pode, manda; quem tem juízo, obedece. Compre pipocas e abra seu guaraná preferido. No noticiário vespertino de segunda-feira, o Sr. verá, decerto muito contente, que os servidores judiciários vão votar pelo fim da greve em assembléia pública. Muitos aqui, certamente terão orgasmos com a notícia e será realmente insuportável aguentar seus sorrisos sarcásticos nos corredores dos fóruns. Todavia, creiam-me: muita coisa mudou nessa greve. A sociedade e a classe dos advogados sentirão isso, pois os cidadãos de segunda classe vão voltar ao trabalho, mas NADA SATISFEITOS. Servidores conscientes como eu saberão distinguir uma coisa da outra. Mas muita gente vai estar voltando apenas com um terrível gosto do rancor na garganta. Estarei lá, à sua disposição, atrás do balcão, cumprindo meu dever fielmente, como sempre. Mas por favor, não venha me fazer cara de bobo ou de débil mental, porque já tem muuuuuita gente fazendo isso... Seja original!
25/09/2004 01:53Rodrigo de Oliveira ()Não poderia deixar de responder aos comentários...
Não poderia deixar de responder aos comentários feitos pelo Sr. Paulo Giovani de Carvalho, escrevente técnico de Itu, sobre seu ponto de vista a respeito do direito de greve. Para tanto, peço vênia para reproduzir parte de seu escrito postado hoje neste fórum: "Somos trabalhadores, cidadãos. Somos gente. Nossa greve é justa, como reconheceram proeminentes figuras públicas, como o próprio Presidente do TJ. Lutamos pelos nossos direitos, pelo direito de nossos cônjuges, filhos e dependentes de levarem uma vida digna. Que luta é mais honesta e pura que esta? Então, porque nossa luta não é respeitada e apoiada?" Senhor Paulo, serei doravante o maior e mais fervoroso defensor de seu questionável direito de greve se o senhor me responder convincentemente a seguinte pergunta:por que o SEU direito, o direito de SEU cônjuge, de SEUS filhos e de SEUS dependentes é maior, ou mais importante que os os direitos da POPULAÇÃO, os mesmo que os MEUS direitos? Se o senhor tem contas para pagar, eu também tenho. Aliás, dê-se por satisfeito se o senhor tiver prestação do carro para pagar, pois isso, eu sequer tenho. Pretendia ter, caso não estivesse com quase R$ 10 mil referente a honorários de sucumbência represados, posto que seus colegas de trabalho sequer me dão acesso ao processo, já que só atendem medidas urgentes. Com isso, a MINHA prestação do carro terá que esperar um pouco. Reponda-me também, Sr. Paulo (caso consiga), onde ficam os direitos dos locadores que nada podem fazer contra seus inquilinos inadimplentes? Só para vosso conhecimento, tenho um cliente que é locador e está nesta situação. E sabe qual a profissão do inquilino? Advinha. Bingo: escrevente técnico judiciário. (Não, Sr. Paulo, não é o senhor). Pois bem, meu cliente entrou em contato com seu inquilino, e o mesmo assim o respondeu: "aguarde a nossa boa vontade de retornarmos ao trabalho. E lhe aviso: no que depender de mim, vou ficar mais um ano sem pagar aluguel." Ainda, senhor Paulo, responda-me se puder. Por que sou tão mal tratado por seus convivas de serviço público? Posso lhe afirmnar que nunca, NUNCA MESMO, destratei ou desrespeitei qualquer cartorário. Muitas vezes tenho que fazer papel de bobo, dar uma de "tonto", de inocente, tipo débil mental, para ser atendido com o mínimo, (eu disse O MÍNIMO) de respeito e cordialidade. A greve dos serventuários não conta com o apoio da população porque é um movimento, antes de tudo, antipático, feito da pior maneira possível. Pensem a respeito.
25/09/2004 01:51Rodrigo de Oliveira ()Não poderia deixar de responder aos comentários...
Não poderia deixar de responder aos comentários feitos pelo Sr. Paulo Giovani de Carvalho, escrevente técnico de Itu, sobre seu ponto de vista a respeito do direito de greve. Para tanto, peço vênia para reproduzir parte de seu escrito postado hoje neste fórum: "Somos trabalhadores, cidadãos. Somos gente. Nossa greve é justa, como reconheceram proeminentes figuras públicas, como o próprio Presidente do TJ. Lutamos pelos nossos direitos, pelo direito de nossos cônjuges, filhos e dependentes de levarem uma vida digna. Que luta é mais honesta e pura que esta? Então, porque nossa luta não é respeitada e apoiada?" Senhor Paulo, serei doravante o maior e mais fervoroso defensor de seu questionável direito de greve se o senhor me responder convincentemente a seguinte pergunta:por que o SEU direito, o direito de SEU cônjuge, de SEUS filhos e de SEUS dependentes é maior, ou mais importante que os os direitos da POPULAÇÃO, os mesmo que os MEUS direitos? Se o senhor tem contas para pagar, eu também tenho. Aliás, dê-se por satisfeito se o senhor tiver prestação do carro para pagar, pois isso, eu sequer tenho. Pretendia ter, caso não estivesse com quase R$ 10 mil referente a honorários de sucumbência represados, posto que seus colegas de trabalho sequer me dão acesso ao processo, já que só atendem medidas urgentes. Com isso, a MINHA prestação do carro terá que esperar um pouco. Reponda-me também, Sr. Paulo (caso consiga), onde ficam os direitos dos locadores que nada podem fazer contra seus inquilinos inadimplentes? Só para vosso conhecimento, tenho um cliente que é locador e está nesta situação. E sabe qual a profissão do inquilino? Advinha. Bingo: escrevente técnico judiciário. (Não, Sr. Paulo, não é o senhor). Pois bem, meu cliente entrou em contato com seu inquilino, e o mesmo assim o respondeu: "aguarde a nossa boa vontade de retornarmos ao trabalho. E lhe aviso: no que depender de mim, vou ficar mais um ano sem pagar aluguel." Ainda, senhor Paulo, responda-me se puder. Por que sou tão mal tratado por seus convivas de serviço público? Posso lhe afirmnar que nunca, NUNCA MESMO, destratei ou desrespeitei qualquer cartorário. Muitas vezes tenho que fazer papel de bobo, dar uma de "tonto", de inocente, tipo débil mental, para ser atendido com o mínimo, (eu disse O MÍNIMO) de respeito e cordialidade. Reitero o que eu disse anteriormente: o direito de SUA categoria não pode passar por cima do direito dos jurisdicionados. Há outros caminhos além da greve.
25/09/2004 01:21Francano ()1.Cara "doutora" (assumo mais uma vez a minúscu...
1.Cara "doutora" (assumo mais uma vez a minúscula). 2.Espero que a sr.a me perdoe, mas mesmo sendo citado pela sr.a em um dos seus "textos" não vou lhe responder. 3.Por favor, não se chateie, é apenas uma questão de princípios. 4.Um abraço. 5.Roberto Silveira, Oficial de Justiça.
25/09/2004 00:21Edu (Cartorário)Ah: Quanto à preocupação do TJ com a população,...
Ah: Quanto à preocupação do TJ com a população, os advogados e o serviço prestado: Sequer querem a presidência ou o pleno colocarem em discussão a forma de pagamento dessas horas. Achou-se a saída que, para o TJ, é MARAVILHOSA: Serão compensadas contabilmente, com os créditos que os funcionários têm, em pecúnia, de férias e licenças-prêmio, alguns com mais de 4 anos de aquisição. Trabalhar a mais para por o serviço em dia, pra quê? Quem quer saber do serviço é o povo e os advogados. O TJ quer DINHEIRO. Inclusive, isso vem de encontro ao interesse de muitos dos que aqui se manifestaram: TEM É QUE DESCONTAR. Então boa. Só eu vou perder aí uns 8.000 na brincadeira. Mas não vou precisar trabalhar nem um minuto a mais, aliás, coisa que sempre fiz e nunca cobrei por isso. Agora, foda-se. É das 9:00 às 17:30 e, depois, tchau, Dr. Se quiser o serviço pronto, volta amanhã. E depois somos nós que não estamos nem aí para a sociedade.

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