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Greve no Judiciário

Menor salário no Tribunal de Justiça paulista é de R$ 1.200

Com orçamento anual de cerca de R$ 2,2 bilhões, o Tribunal de Justiça de São Paulo gasta R$ 2,1 bilhões com salários de funcionários e magistrados. Ou seja, nada menos que 94,5% da verba orçamentária. Assim, falta dinheiro para contratar funcionários e instalar varas.

Com os braços cruzados há 87 dias, os servidores decidiram manter a greve na quarta-feira (22/9). Eles reclamam reajuste de 26,39% sobre seus salários. O TJ paulista oferece 14,58%. O menor salário no TJ-SP é o de auxiliar judiciário I -- R$ 1.131,35.

Um diretor técnico de Departamento do Tribunal de Justiça de São Paulo ganha, atualmente, R$ 5.778,46. Se tiver aumento proposto pelo TJ paulista de 14,58%, essa remuneração mensal sobe para R$ 6,6 mil.

O Tribunal de Justiça paulista tem em seus quadros 49.686 funcionários, dos quais 8.383 são inativos. São 1.699 magistrados (juízes de desembargadores).

Há cerca de 12 milhões de processos que estão em tramitação na primeira instância do Judiciário de São Paulo. Existem 194.354 processos aguardando a distribuição, que leva em média três anos.

O TJ-SP referendou proposta para elevar em 14,58%, em média, os salários dos funcionários. Segundo os grevistas, no entanto, a reposição deveria ser, no mínimo, de 17,43%.

Conheça alguns dos salários dos servidores

Auxiliar Judiciário I -- R$ 1.131,35

Auxiliar Judiciário VI -- R$ 1.207,75

Escrevente Técnico Judiciário -- R$ 1.963,39

Oficial de Justiça -- R$ 2.222,48

Assessor Técnico de Gabinete -- R$ 4.100,91

Diretor Técnico de Departamento -- R$ 5.778,46

Diretor Técnico de Divisão -- R$ 5.132,00

Fontes: Tribunal de Justiça, Diário Oficial – Poder Judiciário, Revista Serventuário de Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 23 de setembro de 2004, 18h47

Comentários de leitores

145 comentários

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Manuel Sabino (Bacharel - Administrativa)

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AINDA PARA O SR. CURIOSO, e para outros "chocad...

Edu (Cartorário)

AINDA PARA O SR. CURIOSO, e para outros "chocados" de plantão. TEXTO DO MILLOR FERNANDES - Os Palavrões Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. "Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende? No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio. Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o susto escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense...

Edu (Cartorário)

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no meio do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no meio do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se. Millôr Fernandes

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