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Mudança de quadro

Segundo MP, nos últimos três anos 24 moradores foram mortos.

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O Ministério Público de São Paulo divulgou, nesta quarta-feira (22/9), levantamento bombástico sobre as agressões contra moradores de rua em São Paulo. Obtido com exclusividade pela revista Consultor Jurídico, o estudo mostra que nos últimos três anos ocorreram 58 casos iguais aos 15 casos registrados em 2004 (com sete mortes), sendo que 24 pessoas morreram.

O levantamento foi coordenado pelo promotor Carlos Cardozo, da diretoria-geral do MP paulista. Ele conta que dos 58 casos, 25 ocorreram no centro velho de São Paulo e 15 deles foram registrados no Primeiro DP da Praça da Sé, centro de São Paulo.

"O padrão desses 58 ataques com 24 mortes, desses três anos, é igual ao dos 15 casos com 7 mortes registrados em 2004: uso de objetos contundentes, pauladas, marretadas".

Cardozo não faz especulações sobre o uso político das mortes ocorridas em 2004 e que foram inicialmente atribuídas a membros da Guarda Civil Metropolitana, ligada à Prefeitura de São Paulo. Mas dá um pitaco na Secretaria de Segurança Pública paulista.

"Deveriam ter sido mais firmes e ter ampliado o policiamento para proteger esses 10,3 mil moradores de rua de São Paulo, conforme dados da Fipe", diz Cardozo.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 22 de setembro de 2004, 15h54

Comentários de leitores

3 comentários

Nas matérias veiculadas sobre homicídios cont...

Juliana Novaes Mancuso ()

Nas matérias veiculadas sobre homicídios contra pessoas em situação de rua, alguns jornais insistem na expressão "mendigo". O termo é pejorativo, desequilibrando o conteúdo sério da notícia e do jornalista que a subscreve. Em suas raízes, a palavra traz a noção do esmolar.Ocorre que grande parte deles trabalha para garantir o mínimo de sobrevivência. Ademais, não é difícil associar " mendigo" à antiga noção de mendicância como contravenção penal. Assim, "mendigos" seriam identificados no imaginário coletivo como contraventores, criminosos por natureza. Em recente encontro com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto-MTST , na Faculdade de Direito do Lgo. São Francisco, presentes a Pastoral do Povo de Rua, Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese, Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana, deputado Greenhalg, Movimento Nacional de Direitos Humanos, Fala Preta! Organização de Mulheres Negras, Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Rabino Sobel, advogados e estudantes, reunidos para discutir " o papel do advogado nos movimentos sociais", reforçou-se a necessidade de revertermos o quadro de preconceito instalado em nossa cidade e país, começando pela linguagem e pelo vocabulário. Evidente a pertinência da proposta, afinal "a linguagem constrói realidades". Patente o dever dos veículos de informação em buscar expressões que imprimam maior grau de dignidade sobre as pessoas enfocadas.

Com a palavra o Secretário da Segurança Pública...

Marco A. Oliveira ()

Com a palavra o Secretário da Segurança Pública. A sociedade não pode permitir a existência de "esquadrões da morte" dos mais humildes. E o envolvimento da polícia com estes crimes não pode ficar impune.

De se estranhar que essas mortes venham ocorren...

Fábia Caetano ()

De se estranhar que essas mortes venham ocorrendo há três anos e somente agora a população saiba! Somente agora em ano eleitoral... Curioso...

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