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Tim-tim por tim-tim

Advogado desmente acusação de negociação de HC no STJ

O advogado Narciso Fuser, preso em operação deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da cidade de São José do Rio Preto, interior paulista, desmentiu, em depoimento, as notícias de que tentou negociar a venda de Habeas Corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça. Fuser, advogado do traficante Jair Carlos de Souza, o Jajá, teve a prisão revogada na semana passada.

Segundo o STJ, o delegado Waldomiro Bueno Filho, diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter), encaminhou ao gabinete da presidência da Corte a cópia do depoimento do advogado e o CD-Rom com o grampo telefônico que teria gerado as acusações.

O presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, disse que, diante das explicações apresentadas, considera o caso encerrado. O ministro Vidigal solicitou as informações com base no que foi publicado nos jornais, uma vez que envolvia o nome do Tribunal que preside.

No ofício, o delegado Bueno Filho explica que não partiu dos integrantes da Polícia Civil de São José do Rio Preto qualquer afirmação que atribuísse a ministro do STJ a "negociação de Habeas Corpus".

Anexo ao ofício, consta o depoimento do advogado Fuser tomado no dia 31 de agosto de 2004 no Centro de Detenção Provisória (CDP), em São José do Rio Preto. O advogado disse que foi Maurício Tonon quem o teria procurado para defender Maurício Tonon Filho num inquérito. Mais adiante, explicou que recebeu, em 2003, cópia do processo no qual Jajá era condenado.

Fuser informou que, após analisar o caso, apenas ingressou com pedido de Habeas Corpus no STJ e aguarda julgamento desse caso. "Nunca fez nenhum comentário com Jair a respeito de valores que pudessem ser repassados a ministros ou assessores de ministros para ‘facilitar’ a apreciação da causa", registra o texto extraído do depoimento prestado pelo advogado perante os delegados de polícia Silas José dos Santos e Airton Douglas Honório.

O ofício do diretor do Deinter informa: "Cumpre informar que a matéria jornalística veiculada nos meios de comunicação noticiando suposta negociação de Habeas Corpus não foi liberada por integrantes da Polícia Civil de São José do Rio Preto sob o nosso comando, uma vez que, desde o início da operação, esta força policial primou pelo sigilo, base do êxito operacional, e preservação de direitos, principalmente com relação ao direito de imagem das pessoas envolvidas, exatamente em cumprimento aos preceitos constitucionais, sendo o sigilo ratificado nos autos e subseqüentes deslindes investigatórios".

Revista Consultor Jurídico, 9 de setembro de 2004, 21h17

Comentários de leitores

2 comentários

Pois é, senhores cidadãos brasileiros, temos aí...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Pois é, senhores cidadãos brasileiros, temos aí mais um caso onde um profissional do direito foi humilhado e fatalmente destruído em sua auto estima e conceito de terceiros. Hoje em dia decreta-se a prisão de alguém com a maior naturalidade, situação cômoda e egoista, já que se a vontade da imprensa não for atendida o juiz cai em desgraça e, entre o desgraçado do jurisdicionado e o juiz, claro que o primeiro que se dane. EM ASSIM SENDO, COLEGAS ADVOGADOS, NÃO PODEMOS PERDER A OPORTUNIDADE IMPAR PROMOVIDA PELA OAB PROGRAMADA PARA O PRÓXIMO DIA 22 PARA TODO O PAÍS, 'AS 10:OO HORAS DE BRASÍLIA, PELA INTERNET -WWW.OAB.ORG.BR -, DATA ELEITA PARA ENCONTROS ESTADUAIS DE DEFESA E VALORIZAÇÃO DA ADVOCACIA. Os abusos praticados contra os advogados já chegaram no limite e a hora é de dar um basta. Somente coesos conseguiremos fazer com que respeitem nosso papel constitucional. O futuro da advocacia está em nossas mãos e sem luta não conseguiremos nada. Colegas, não se iludam: juiz, promotor e jornalista não gostam de advogado. Diria mais: é melhor que nãos gostem mesmo, porque, assim, a pleiteada prestação jurisdicional, se espera, será isenta, evitando que julguem desfavorável a nosso cliente, só para que terceiros não pensem que nos estão favorecendo. EXIGIMOS JUSTIÇA, E QUEM DELA SE APARTE É MAIS CORRUPTO QUE O VENAL DA GAVETA.

O colega teve sua prisão revogada. Ao que parec...

Gilwer João Epprecht (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

O colega teve sua prisão revogada. Ao que parece, a polícia o prendeu por advogar para um marginal, alegando grampo telefônico que, ao ver deles policiais, o marginal não merece defesa. Portanto, quem o defende é integrante do crime. Em outro comentário, disse eu, que pagaria para ver a tal gravação comprometedora. Salvei o meu dinheiro, visto que esta tão profalada gravação NÃO EXISTE. E veem agora os policiais dizer que nunca disseram isto. Ora, será que ninguem sabe ainda qual a forma de agir destes elementos. Cabe agora ao MP, que tanto quer comandar e ao Ilustre Presidente do Egrégio Tribunal, salvaguardar o bom direito e determinar as devidas apurações, processando e punindo os responsáveis, digo irresponsáveis travestidos de policiais. Quanto ao advogado, que não conheço e nem tenho procuração para defendê-lo, deve a nossa OAB promover o competente desagravo. Há, cabe ainda um indenização pelos danos morais por ele sofridos. É bom lembrar aos ilustres representantes do MP e nossa tão honrada Magistratura, o artigo 133, da C.F.

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