Luiz Francisco diz que não assina denúncias de terceiros

12/11/2004 16:29Edgard Mondadori (Advogado Autônomo - Empresarial)Caro Consultor Jurídico, Se William Shakespear...
Caro Consultor Jurídico, Se William Shakespeare ressuscitasse e lesse a entrevista do dr. Luiz Francisco, teria à sua frente o protótipo imperfeito para justificar o brocardo, 'está louco, mas há método nessa loucura'. A imperfeição decorre do fato de aqui não haver método algum, apenas o irretocável auto-retrato do que jamais deveria ser uma autoridade pública, um caso clássico para o consultório do doutor Eduardo...Mira y López! Como o grande bardo inglês não vai voltar, fiquemos com o que sem dúvia teria dito o Presidente Jânio Quadros: 'Sem mais, trancafie-se-o imediatamente, antes que êle comece de novo'. Edgard W. Mondadori Filho - Advogado - Porto Alegre, RS.
13/09/2004 19:40Fernando Campos ()Caro Félix Soibelman, Não percebi em seu texto...
Caro Félix Soibelman, Não percebi em seu texto o tal "nível" que o sr. viu ausente no meu. Ao contrário, sua participação apenas revelou de forma bastante cristalina de que lado se posiciona nesse jogo. Acreditar que "o caudal de imoralidades começa muito mais no mau exemplo de órgãos governamentais do que propriamente nos advogados" é demonstrar preocupante indigência intelectual e ignorância política e de história do Brasil para algúem que edita uma enciclopédia jurídica. Afinal, sabemos que advogados defendem - no contexto em que os citei - empresários envolvidos até o pescoço em escândalos de corrupção e, graças a numerosos artifícios jurídicos - todos permitidos pela legislação, aliás, criada pelo poder legislativo onde, lembre-se, advogados são maioria em termos de formação acadêmica -, conseguem que esses Malufs e Rorizes da vida sigam soltos. Generalizações são sempre perigosas, mas não as percebi no meu discurso. Tratei de advogados em contexto bem específico. O sr., ao contrário, referiu-se ao governo de forma bastante apressada, enxergando ali a raiz de males que todos estamos carecas de saber onde começam. O problema deste país é exatamente a existência de um poder que é público apenas no nome, pois não passa de extensão dos interesses estreitos de uma classe dominante, que se vale da dimensão pública para facilitar a consecução de seus projetos particulares. Isso vai desde o roubo puro e simples, em licitações dirigidas, até o uso de instituições públicas como o BNDES para financiar com taxas de mãe seus 'investimentos' privados. Infelizmente, o espaço neste fórum não permite um aprofundamento maior desses temas que são bastante complexos, e temos às vezes que resumí-los a um ponto que pode inclusive denotar ingenuidade, quando é apenas esforço de síntese. Aconselho o sr. a ler mais, e também a aprender a contrapor seus próprios argumentos em vez de julgar açodadamente os alheios. Numa próxima oportunidade, posso recomendar alguns autores. Lamento que o sr. não tenha vontade que este país se torne mais sério. São tão poucos os instrumentos que nos permitem ter alguma esperança de moralização, e os que existem ainda há quem os queira tolher... Mas os membros do Supremo, afortunadamente, têm uma cultura jurídica um pouco mais vasta do que a de alguns de seus críticos, e não se deixará influenciar pelo desespero daqueles que desejam um MP de mãos atadas. Acalme-se, no final deste processo teremos um país melhor para os nossos filhos.
9/09/2004 18:10Felipe Luiz ()Absurdo! Essa foi uma das mais ignóbeis entrevi...
Absurdo! Essa foi uma das mais ignóbeis entrevistas que eu li nos últimos anos. Onde está a Corregedoria do MPF? Aliás, primeiro fica aqui uma observação, a Corregedoria do MPF NUNCA condenou nenhum de seus funcionários, veja bem nem sequer advertência! Ou TODOS os Procuradores são perfeitos OU a Corregedoria é inerte, o Dr. Fontenelles avisou que esta situação iria mudar, estamos esperando. Causa espanto que tal pessoa ainda possa ter o título de Procurador da República, existem dezenas de bacharéis em Direito, por todo o Brasil, tentando passar no concurso para o MPF, será que não é hora de uma reciclagem? Por último fica aqui um raciocínio, a Sociedade paga, através dos tributos, os Procuradores, portanto se a Sociedade quisesse um país Socialista, ela (Sociedade) elegeria membros do Legislativo e Executivo com este perfil, não cabe a um "empregado" da Sociedade decidir o que quiser, do contrário estaremos de volta à Ditadura.
9/09/2004 12:09JA Advogado (Advogado Autônomo)Não ficaria bem a Rainha Elizabeth, em viagem s...
Não ficaria bem a Rainha Elizabeth, em viagem sem o marido pela África, ser flagrada com um preservativo na bolsa. É mais ou menos o que está acontecendo com o procurador LF. Não há nenhum pecado mortal no episódio, mas que é estranho, é. O presidente da maior potência econômica e militar do mundo, Nixon, foi tirado do poder por menos que isso, apenas porque disse que "não sabia" da operação Watergate - quando ficou provado que sabia. Ou seja, caiu pela mentira, e não pela operação em si. Pela leitura do texto e dos comentários, o que se pede ao procurador é que explique a presença do preservativo na bolsa. Nada mais, ao que parece. E que não enrole, que diga a verdade, porque o ato de mentir ou dissimular é absolutamente incompatível com a função de membro do Ministério Público.
9/09/2004 10:17Fernando Campos ()Garanto que 99,9% da população brasileira, se f...
Garanto que 99,9% da população brasileira, se fosse feito um plebiscito, votaria pela manutenção da competência do MP para investigar. E até pela ampliação dos seus poderes. Muito ao contrário dessa minoria barulhenta que só tem interesse na manutenção da impunidade dos engravatados neste país. Parabéns, Luiz Francisco, e a todos os procuradores que vêm lutando quixotescamente contra essa bagunça, contra a corrupção e contra o direito dos ricos de roubarem o dinheiro público à vontade e nunca serem condenados, e, mesmo processados, jamais devolverem o produto de seus roubos. Os únicos favoráveis à imposição de restrições ao MP são os ladrões de sempre e seus comparsas - advogados na maioria. É tudo gente que, como se sabe, não tem o menor compromisso com a ética ou com a dignidade. Mas a causa deles é moralmente indefensável, ainda mais num país como o Brasil, que só ainda não é rico porque tem suas riquezas roubadas por essa turma de pilantras e picaretas, num consórico ignóbil que envolve políticos, empresários, e seus bem pagos advogados, que os ajudam a livrarem-se do xadrez. Nós, os brasileiros, preferimos mil vezes mais os eventuais excessos do MP do que os cotidianos, históricos, velhos e conhecidos excessos dessa gente que não ama seu país, e só se serve dele para roubar, roubar e roubar. Viva o MP! Viva LF!
9/09/2004 09:13Julio Marques ()Do Santoro não ouvi falar. E do outro colega do...
Do Santoro não ouvi falar. E do outro colega do Luiz Francisco, o GUILHERME SCHELB, alguém ouviu falar? Li na Folha On Line, de 17/8/2004: "Uma sindicância do Ministério Público Federal irá apurar suspeita de que o procurador regional da República no Distrito Federal GUILHERME SCHELB cometeu irregularidades ao tentar captar, para um projeto que ele criou, recursos de empresas ou entidades que podem ter sido beneficiadas por investigações de que ele participou”. Alguém sabe o resultado?
9/09/2004 08:04LUÍS (Advogado Sócio de Escritório)Incrível esta entrevista! Luiz Francisco confes...
Incrível esta entrevista! Luiz Francisco confessando que, nas diversas vezes que atuou, forneceu as matérias à imprensa previamente, inclusive diz que está arrependido... Todo jurista sabe que não há difamação ou injúria somente na discussão dentro dos autos. Quem divulga, entretanto, está sujeito às penalidades. Logo, como a responsabilidade da União é objetiva, vai chover indenização em cima da União por causa disto. Outra questão interessante: ele reconhece que, após quebrar o sigilo do Banestado, foi o responsável pela distribuição dos dados. Se vasou, então, a responsabilidade pode ser dele, por culpa in vigilando ou in eligendo. O sigilo bancário não pode ser divulgado fora dos autos. O agente público não pode ser socialista ou capitalista, ele é servo da lei, da impessoalidade. O bem comum é atingido mediante a obediência da lei, e não se desviando da mesma. MP não é partido político. O Procurador não consegue justificar o seu arquivo ter a paternidade do inimigo do denunciado. Por falar nisto, alguém ouviu falar no colega do Luiz Francisco, o tal do Santoro? Será que também vai ficar por isto mesmo? Esta conversa do Márcio com o Luiz Francisco eu vou copiar, vou juntar nas ações que mover contra a União pedindo indenização que mover... Ela desmascara o método de agir desses Procuradores.
9/09/2004 00:15Alguem ()O indivíduo já fez sua parte para eleger o Lula...
O indivíduo já fez sua parte para eleger o Lula e seus amigos do PT e PC do B. Já não é o bastante para dar-lhe uma "aposentadoria" no STJ para que fique lá, ignorado e esquecido e dar paz à sociedade e ao MPF??
8/09/2004 23:59Raimundo Pereira ()Dessa ofegante e fragmentada entrevista ficam a...
Dessa ofegante e fragmentada entrevista ficam alguns tópicos que merecem realce: 1) O que move o procurador Luiz Francisco são seus princípios socialistas (confissão dele na entrevista), e portanto o ódio ou repulsa ao capital. Não recordo se o MPF fez algum concurso para procurador com essa finalidade. Isso teria que ter constado do Edital (filtro ideológico, pelo princípio constitucional da legalidade, art. 37-CF). 2) Se ele é, como diz, o único membro do MPF que não usa programas pirateados em seu computador, é muito estranho que não tenha ainda acionado todos os seus demais colegas pela "improbidade cibernética". 3) A pergunta: aceitaria o dr. LF ser submetido a um detector de mentiras, que logicamente teríamos que tomar emprestado de algum país amigo ? (pode ser de Cuba).

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