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Crime virtual

Preso mais um membro de grupo que desviava dinheiro pela internet

Apontado pela polícia como um dos principais fraudadores de sistemas bancários do Sul do país, Rodines Miranda Peres, foi preso em Florianópolis. Com ele, já são 14 os integrantes de uma quadrilha de hackers presos desde o início de agosto pela prática de golpes pela internet.

Com base em Santa Catarina, o grupo desviava dinheiro de contas-correntes de todo o Brasil a partir de diversas cidades do estado, do Paraná e de São Paulo. O esquema foi desbaratado pela força-tarefa formada pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Civil, Militar e pela Diretoria de Investigações Criminais de Balneário Camboriú.

Natural de Ascurra, Peres estava foragido e já acumulava dois mandados de prisão preventiva expedidos pelo Judiciário em Florianópolis e Balneário Camboriú, além de um mandado de prisão por condenação, em Blumenau, pelos crimes de estelionato e furto.

De acordo com a força-tarefa, que investiga a quadrilha há seis meses, desde 1997 Peres era procurado em todo o país por fraude em instituições bancárias. Foram apreendidos com ele três aparelhos de telefone celular, cartões bancários variados, documentos e uma agenda com anotações de informações bancárias, como números de contas e senhas de diversas pessoas.

Segundo os investigadores, Peres mantinha residências em Florianópolis, Itajaí e São Paulo. A polícia também apreendeu uma CPU de computador e alguns documentos em seu apartamento na capital catarinense.

Peres se hospedava em hotéis de luxo em Santa Catarina, Paraná e São Paulo e instalava um programa nos computadores disponíveis aos clientes. Quando os hóspedes acessavam sites de bancos, o programa abria páginas falsas e enviava os dados digitados (número de conta e senha) para o e-mail do estelionatário. O sistema é usualmente chamado de "Trojan".

Segundo a força-tarefa, o grupo do qual Peres faz parte é a segunda maior quadrilha de hackers presa no Brasil. Até o momento foi concluído que seus integrantes tinham base em Florianópolis, Joinville, Jaraguá do Sul, Itajaí e Balneário Camboriú, Castro, Curitiba e na capital paulista. Os investigadores ainda estão apurando o montante que teria sido desviado nestas operações.

Revista Consultor Jurídico, 7 de setembro de 2004, 13h44

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