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Medalha de ouro

Jus é o site jurídico independente mais visitado por brasileiros

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É na parte mais alta do pódio dos sites independentes de direito (que não fazem parte de nenhum órgão ou entidade) que está o Jus Navigandi. Um dos pioneiros em sua categoria, no ar desde 1996, ele detém a medalha de ouro no ranking dos dez endereços eletrônicos jurídicos brasileiros -- e que não são hospedados em portais, como o Conjur -- mais visitados na Internet. O levantamento é do instituto Alexa, relativo a esta semana.

Apesar de os números da lista variarem com certa freqüência, o Jus Navigandi mantém-se sempre em torno da 39.900ª colocação. Site com mais visitas de usuários combinada à quantidade de páginas vistas por um único visitante (as page views) -- método para elaboração do ranking --, ele conta com um acervo de artigos e monografias jurídicas que ultrapassa hoje a casa dos cinco mil textos.

E é justamente a isso que o editor-chefe e idealizador do endereço eletrônico Paulo Gustavo Sampaio Andrade, de apenas 27 anos e que criou o mais ousado site jurídico, baseado no menor estado brasileiro, o Piauí, atribui o sucesso do Jus. “Procuramos ser seletivos na escolha dos trabalhos publicados para garantir informação de qualidade ao leitor e abordar tanto temas atuais quanto os mais teóricos”, diz.

A prova do nove pode ser tirada ao digitar um tema jurídico no Google: qualquer que seja a palavra, o Jus Navigandi aparece pelo menos uma vez na lista de resultados. Lançado como um catálogo de links jurídicos, quando Andrade ainda era estudante de Direito, e, apesar da estrutura enxuta -- seis pessoas trabalham para atualizar o site diariamente --, ele tornou-se referência na área como fonte de consulta para doutrinas e peças jurídicas.

Dividem o pódio com o site, os endereços eletrônicos DJI - Índice Fundamental de Direito e o Fiscosoft. Eles aparecem na lista do Alexa em 75.903º e 91.126º, respectivamente.

O DJI tem como carros-chefes um banco de dados com legislações de todas as áreas do Direito, jurisprudência e modelos de contratos, petições e procurações. No ar desde 1999, o Fiscosoft traz informações fiscais e tem abrangência estendida, além dos profissionais de Direito, a contadores, empresários e usuários interessados em novidades e consultas sobre a área tributária.

Em quarto lugar, figura o Universo Jurídico, colocado em 136.777º. Ele também traz modelos de petição, contratos, além de notícias e doutrinas do Direito em geral e de atualidades no Brasil, no mundo e nos esportes. “Entendemos que o advogado gosta de saber o que está acontecendo além das notícias jurídicas”, diz Fernanda Nunes de Souza, editora-chefe do site.

Na cola do UJ aparece o Direito Net, onde o visitante encontra editorias de jurisprudência, legislação, doutrina, modelos de peças, notícias jurídicas, entre outros. Colocado em 175.123º, o site é seguido pelo Espaço Vital, em 182.305º.

Em sétimo lugar da lista figura o Escritório Online que possui entre os destaques um eficiente buscador de profissionais de estudantes de direito, com cerca de cinco mil nomes. Traz também notícias do meio jurídico, artigos, legislação, petições -- todas de casos concretos -- enviadas pelos advogados, e outros serviços. O site está no 204.175º do ranking.

Na posição 254.799º aparece o Portal Tributário. O endereço eletrônico oferece artigos, manual de Direito Tributário, modelos de contratos, notícias, legislação, classificação dos tributos, entre outros. Em penúltimo, está o Guia Trabalhista, em 311.998º. Ele trata de assuntos relacionados ao Direito do Trabalho. O último dos dez mais acessados é o Âmbito Jurídico, que aparece em 313.065º lugar.

Uma característica comum a quase todos os dez endereços eletrônicos que figuram na lista dos mais vistos é a oferta de modelos de peças, legislação e doutrinas aos usuários. O serviço, utilizado por estudantes e profissionais de direito como fonte de consulta, funciona como uma alavanca de acesso. A maioria dos sites também conquista a audiência pelo envio de boletins aos internautas.

Competição internacional

Apesar de primeiro colocado, o Jus aparece bem distante de um dos endereços mais famosos entre a Comunidade Jurídica mundial, o americano Find Law, que está em 2.867º lugar.

No entanto, há de se levar em conta a participação das duas populações entre os usuários da rede. Segundo uma pesquisa da Nielson-NetRatings divulgada pela BBC, o Brasil está em sétimo lugar na lista dos países com mais internautas do globo, com 19 milhões de internautas. Nos Estados Unidos, eles são mais de 168 milhões.

Também se comparado aos sites de órgão públicos brasileiros, os sites independentes deixam de ocupar posição tão confortável. No ranking geral do instituto -- onde está disposta a colocação dos endereços eletrônicos mais visitados do mundo -- a versão online do Mistério da Fazenda aparece em 1.661º. O site da Caixa Econômica Federal ocupa o 2.000º lugar; o do Banco do Brasil, o 3.106º; o governo de São Paulo, o 3.307º; o do Rio de Janeiro o 5.229º; e o Dataprev o 7.402º.

Em relação aos sites de tribunais superiores, no entanto, os independentes mostram sua força. O Superior Tribunal de Justiça, por exemplo, o mais bem colocado entre os tribunais superiores, ocupa a 32.851ª. Em segundo lugar figura o endereço eletrônico do Tribunal Superior do Trabalho. Ele fica em 42.338º lugar e já bem atrás do Jus.com. O TST é seguido pelo Supremo Tribunal Federal (52.223º), pelo Tribunal Superior Eleitoral (52.752º) e pelo Superior Tribunal Militar (617.164º).

A revista eletrônica Consultor Jurídico não entra na lista por estar hospedada no UOL e compartilhar da mesma colocação do provedor: a 108ª posição no planeta. Mas pode-se dizer que a ConJur registrou 585 mil visitas de usuários que entraram no site mais de duas vez no mês de maio, por exemplo. Cada internauta só é contado uma vez e são descartados o que só entram uma ou duas vezes no período. A média mensal de páginas acessadas dos últimos três meses é de 7 milhões.

O site Carta Maior, que também é hospedado no UOL não integra a lista pelo mesmo motivo. Os endereços eletrônicos com domínios registrados em ".adv.br" e ".prof.br" também não foram considerados pois não são computados individualmente pelo instituto.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 5 de setembro de 2004, 14h59

Comentários de leitores

7 comentários

Eu já postei um comentário e volto a repetir. N...

Ana Paula ()

Eu já postei um comentário e volto a repetir. Não questiono o 1º lugar do JUS Navigandi, pois ele é realmente muito bom e tradicional. O que questionei foi o método utilizado que excluir outras boas e muito acessadas páginas jurídicas, pelo simples motivo de estarem situadas em outro domínio que não .com.br

Prezados amigos e colagas do direito. Nesse ...

Jonas Lima (Advogado Sócio de Escritório)

Prezados amigos e colagas do direito. Nesse salutar debate é importante destacar que uma coisa é absolutamente certa. na matéria. Realmente, os 4.408 domínios "ADV.BR", ou seja, todos os sites do Brasil com essa terminação, foram computados juntos (somados) pelo Alexa e nem assim superaram a estatística do JUS. E se fizermos uma pesquisa no Alexa comparando o www.jus.com.br com todos os sites dos grandes tribunais brasileiros veremos como ele supera, sozinho, muitos desses sites. Portanto, pedindo licença, com o devido respeito aos colegas, e sem adentrar aqui na discussão do mecanismo de como o Alexa capta os dados estatísticos, uma coisa é certa: a matéria do Conjur tem bastante mérito porque estudou muito bem, de forma inédita e comparativa, essa realidade e o comportamento dos sites jurídicos independentes brasileiros e deu um resultado muito interessante, demonstrando o que realmente é a verdade. Não é por acaso que o JUS, em oito anos, acumulou um cadastro de mais de 160.000 (cento e sessenta mil) usuários de seu boletim informativo. Isso é muito difícil de conseguir. Sou leitor do JUS desde 1997 e por isso posso testemunhar. Também tenho um site jurídico, o www.escritorioonline.com, e de forma bastante árdua, em cinco anos, estou perto de chegar aos 50.000 usuários em meu boletim informativo. E os resultados para o meu site também oscilam, para mais ou para menos, de acordo com as atualizações, publicação de novos artigos, etc.. isso eu acompanho e por essa razão vejo que o Alexa realmente funciona. Portanto, eu ressalto, mais uma vez, que apenas estou destacando a realidade e a confiabilidade dos resultados apresentados. Resultados são resultados, e esse é o fato em questão na matéria. A propósito, uma vez iniciada a discussão sobre o tema da privacidade na ferramenta de captação de dados do Alexa, isso poderia ensejar uma discussão até em artigo próprio. Embora não se possa duvidar dos resultados apresentados nessa matéria, que podem ser conferidos por qualquer pessoa, com uma rápida consulta ao www.alexa.com, pode-se discutir o assunto sobre a ótica do direito. E aqui fica a minha sugestão aos colegas. Obrigado a todos. Jonas Lima Editor do Escritório Online www.escritorioonline.com

Com o devido respeito, aos amigos e colegas da ...

Jonas Lima (Advogado Sócio de Escritório)

Com o devido respeito, aos amigos e colegas da área jurídica que ainda não conhecem bem o serviço do Alexa, quero dizer que também conheço e acompanho o serviço há uns dois anos e que é fácil consultar o hanking de qualquer página de internet do planeta, e esse serviço funciona mesmo. Por exemplo, para tirar a prova, consultei hoje o endereço www.yahoo.com e ele apareceu como o 1º colocado no hanking mundial, ou seja, é mesmo a página mais acessada (como já se sabia e era de esperar), especialmente, pela quantidade de internautas americanos e os tantos serviços que ele oferece. E todos devem ver que isso também funciona para os sites dos tribunais brasileiros, tudo realmente de acordo com o que já era de conhecimento público, por exemplo, que uma das páginas mais visitadas (dos tribunais) é do Superior Tribunal de Justiça, perdendo apenas para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que abrange diversos Estados, ou seja, conta também as diversas seções judiciárias a ele vinculadas. Outra prova é a pesquisa pelo hanking do site da receita federal, que o coloca muito acima, ou seja, tudo mundo quer ver a sua restituição do imposto de renda e consultar outras informações. E esse tráfego é percebido no Alexa. E quanto aos domínios "ADV.BR" e "PRO.BR", realmente, o Alexa, pos ser um serviço internacional, ainda está medindo como se todos os sites desses domínios fossem contados juntos, mas nem assim, por exemplo, todos os sites "ADV.BR" juntos chegam a superar a posição do www.jus.com.br. Já os domínios "PRO.BR", destinados a professores brasileiros de todo e qualquer tipo de área, especialidade, etc...(não somente da área de direito), e contando que os professores sempre os utilizam para colocar material para seus alunos, isso mostra que todos juntos "PRO.BR" (medidos como um só), realmente, possuem resultado significativo, mas ainda assim, bem próximo do hanking individual do www.jus.com.br. Portanto, pelo licença para manifestar minha opinião sobre a realidade da ferramenta de hanking mundial do Alexa, que, inclusive, demonstra mesmo quando os sites estão ou não subindo nas estatísticas, ou seja, mostra o lado bom e ruim, tudo atualizado constantemente. A matéria publicada pela Revista Consultor Jurídico, portanto, tem base em dados reais da semana passada. É isenta e não é tendendiosa, mas sim reveladora do mérito do site www.jus.com.br, que todos sabem que já existe há oito anos e conhecem o seu trabalho.

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