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Farol da Colina

Pelo menos 14 presos pela Operação Farol da Colina já foram soltos

Mais quatro presos pela Operação Farol da Colina tiveram suas prisões temporárias revogadas. O desembargador federal Tadaaqui Hirose, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, concedeu, na noite desta terça-feira (31/8), Habeas Corpus em favor de Agnaldo Castoeira, Fernanda Aznar Alesso Castoeira, Fernando Vigani Alesso e Margarita Aznar Campoy.

Ele acolheu pedido impetrado pelos advogados Alberto Zacharias Toron e Edson Junji Torihara. O principal fundamento da decisão é o de que, como as diligências de busca e apreensão já foram realizadas, não há necessidade para a manutenção das prisões.

Também nesta terça-feira, o desembargador Élcio Pinheiro de Castro revogou a prisão preventiva de dois ex-funcionários do doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona.

"Padecendo de certeza quanto à competência, evidencia-se prudente que seja revogada a decisão que decretou a custódia preventiva dos pacientes", afirmou o desembargador federal, ao se referir aos mandados de prisão expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

Os ex-funcionários do doleiro foram representados pelos advogados Zacharias Toron e Carla Domenico. Na sexta-feira (27/8), eles já tinham conseguido revogar a prisão temporária de dois empresários no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Até o momento, pelo menos 14 presos na esteira da Operação Farol da Colina já tiveram suas prisões temporárias revogadas pelo TRF-4.

A Operação Farol da Colina mobilizou cerca de 800 policiais federais em sete estados brasileiros, no dia 17 de agosto. A Polícia Federal conseguiu apreender computadores e livros contábeis de todos os 147 suspeitos de lavagem de dinheiro. Foram expedidos 123 mandados de prisão. De 53 mandados em São Paulo, apenas 23 foram executados.

HC 2004.04.01.038.239-7

Revista Consultor Jurídico, 1 de setembro de 2004, 17h08

Comentários de leitores

1 comentário

Sr. Eduardo Câmara, concordo com algumas ressal...

Ageu de Holanda Alves de Brito (Professor Universitário - Empresarial)

Sr. Eduardo Câmara, concordo com algumas ressalvas: a impunidade geralmente está ligada ao despreparo das polícias, do MP e do próprio judiciário, que assodadamente tomam decisões que não lhes competem, ou, quando as investigações são apenas uma resposta para a mídia. Assim, ficam enormes lacunas nos inquéritos políciais e consequentemente nas denúncias.

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