A melhor de todas as armas para o advogado é a caneta

6/09/2007 14:20Marcus (Advogado Autônomo)Interessante o seu comentário Dr. Luís Guilherm...
Interessante o seu comentário Dr. Luís Guilherme... O senhor abordou os mais diversos e relevantes assuntos para o mundo jurídico, quais sejam, ensino jurídico, princípios éticos... Até elaborou de forma despretensiosa a campanha "BIC já". Acredito que o Ilustre colega, na qualidade de membro do Conselho Nacional de Política Criminal e acima de tudo, advogado criminalista, com certeza deve saber MANEJAR sabiamente uma caneta "Bic" em uma hipotética situação de risco de vida, com uma arma apontada para sua cabeça OU para algum dos seus entes queridos, por algum meliante qualquer... Não é a toa que hoje vivemos um verdadeiro caos em nossa política criminal... O Estado cada vez mais COMPROVA sua ineficiência de gerir as políticas de segurança em nosso país... Ainda mais gastando milhões em uma CAMPANHA DE DESARMAMENTO, imputando ao cidadão comum a CULPA do aumento do número de armas encontradas nas mãos de bandidos... Certamente os AK-47, AR-15, Pistolas .40 , 45 e 9 mm foram adquiridos por cidadãos em lojas de armas... Por favor... parem de insultar nossa inteligência... Basta de tanta hipocrisia... Respeitem os direitos de quem quer portar arma de fogo, LEGALMENTE, para sua segurança. Quem preferir se defender com caneta BIC, Lápis Faber Castell ou qualquer outro instrumento semalhante que o faça, mas sem tolher a liberdade individual e o direito ao mais primário princípio humano, que é a sua autodefesa!
5/09/2007 14:15soli (Funcionário público)Parabéns Sr. Guilherme pela sua sensatez! Quer...
Parabéns Sr. Guilherme pela sua sensatez! Querer justificar o uso de arma de fogo "apenas" por dizer que tem contato com o submundo do crime ou coisa parecida não justifica...equiparar-se com promotores ou outros membros do ministério público é justificativa mais descabida! Agora dizer que os advogados correm os mesmos riscos de um dono de mercadinho de esquina...motorista de táxi...motorista de Ônibus...ou um gerente de banco..isso sim...tem fundamento..pois a criminilidade está em todos os lugares....será que estas outras classes trabalhadoras não tem o mesmo direito dos advogados de andarem com seus "38" na cintura?? ou vamos esperar apenas pela ajuda dos advogados nos balcões das delegacias ou nos julgamentos na frente dos juízes após os fatos ocorridos!...tava esquecendo!!! Meu advogado vai estar armado quando eu sair de um tribunal tenho alguém que garanta a minha segurança e a dele caso ele falhar no processo! Ele estará com sua arma na cintura para proteger-nos!
3/05/2007 03:29Dr. Pereira (Advogado Autônomo)É lamentável o entendimento de alguns ilustres ...
É lamentável o entendimento de alguns ilustres colegas Advogados, sobre o porte de armas que chegam a afirmar que a maior arma do Advogado contra alguém que tente contra sua vida, deve ser sua oratória e seus escritos processuais. Ora, este(s) colegas deveriam ser voluntários para as negociações entabuladas pela polícia com os sequestradores. Gostaria de testar a oratória deles em tais circunstâncias para verificar se continuariam a defender a mesma "tese piada" que agora defendem.
3/05/2007 03:21Dr. Pereira (Advogado Autônomo)Concordo e parabenizo o ilustre colega "Mguima"...
Concordo e parabenizo o ilustre colega "Mguima", ao tempo em que lamento o nível de entendimento de alguns outros, felizmente, poucos, que tentam brincar com assunto tão sério quanto o direito sagrado da legítima defesa. Alguns chegam ao absurdo de insultar colegas assassinados no exercício da profissão, quando dizem: Advogado que se preza não preciza de arma de fogo.
13/12/2004 12:54Mguima ()O uso de arma não é diretamente relacionado com...
O uso de arma não é diretamente relacionado com a profissão do advogado, daí que abrir uma cadeira de tiro nos cursos jurídicos é só uma figura de linguagem engraçadinha, mas totalmente desvinculada da minha afirmação. Claro que "advogado" nao precisa aprender tiro na faculdade. Mas o cidadão honrado de qualquer profissão - eventualmente advogado - pode ter interesse em possuir uma arma e necessidade de usa-la. Fico a imaginar se levar uma telha na cabeça pode danificar o discernimento de alguém. Uma coisa não incompatibiliza a outra. Advogado nao é advogado 100% do tempo. Na hora de advogar, use o computador, ou a bic, ou a mont blanc. Saber usar uma arma nao significa abrir mao da caneta ou do computador. Mas na hora em que vier um bandidão violar seu direito de propriedade, v. nao pode ser advogado, dizendo somente "cavalheiro, vejo que o sr. tem pretensão sobre itens meu patrimônio; entretanto, por acreditar ser uma pretensão ilegítima, comunico-lhe que resisto à sua pretensão. Via de consequência, só lhe resta a alternativa de procurar a via judicial para solucionar a lide (isto é, a pretensão resistida) que se desenha entre nós". Na hora que o marginal está lhe assaltando, a caneta não vale de nada para o advogado (a nao ser como instrumento perfurante), o estetoscópio não vale para o médico, a calculadora não vale de nada para o contador. O que conta nesses momentos é o berro que você aponta na cara do vagabundo e lhe da o necessario respaldo para dizer: vai te ---, seu ---, senão vai tomar um tiro nos cornos...
10/12/2004 23:04Roberto Telhada (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)Parceiro, pelo que pude perceber, o próximo pas...
Parceiro, pelo que pude perceber, o próximo passo será a inclusão da cadeira de tiro ao alvo nos cursos de direito. É claro que, por já gozarem da autorização ora pleiteada pela Ordem dos Advogados, magistrados e promotores poderão assumir a cátedra desde logo, dispensado o concurso de provas. Haverá alguma dificuldade para a realização de aulas práticas, nada que não possa ser superado com um pouco de esforço e com a sabedoria dos defensores da idéia. Subscrevo, pedindo permissão ao autor a posteriori, os escritos do Malheiros, simples, direto e brilhante, como sempre. No mais, para finalizar, fica a amarga sensação: parcela ponderável chegou às classes, passou por elas, provavelmente sem perguntar-se a razão e o sentido de um amontoado de opiniões que fragilmente assimilaram e logo trataram de esquecer. Bic neles!
10/12/2004 10:20Mguima ()Colegas, A analogia é falha: faz muitos ano...
Colegas, A analogia é falha: faz muitos anos que o bom advogado deixou de rascunhar seus textos com caneta ou lápis, para, este sim e' o instrumento moderno, digitá-los diretamente no computador! Considero, de todo modo, que o direito de usar uma arma deve ser estendido a todos. Todos têm o direito de usufruir dessa comodidade da civilização, que é a possibilidade de lançar um projétil de chumbo a grandes velocidades, com potencial ofensivo (e principalmente, defensivo). Como dizem tão amplamente, a educação é que é o fundamental, e isso também se aplica em relação às armas. Se as crianças fossem ensinadas a conhecer e lidar com armas de fogo desde a pré-escola, as armas deixariam de ser um tabu! Considero que a caneta, especialmente a Bic com sua ponta de esfera de tungstênio, tem um grande potencial ofensivo. Trata-se de um instrumento perfurante, se bem me lembro das lições de direito penal que recebi. Ninguém nega o potencial ofensivo de uma caneta bic, de uma faca de carne, ou de tantos outros objetos que temos ao nosso alcance diariamente. Nem por isso tais instrumentos são objeto de celeuma. Não deixamos de ir a uma churrascaria, apesar dos garçons circulando livremente com facas e cutelos imensos. O mesmo aconteceria com as armas de fogo, caso deixassem de ser segregadas. Tenho dois filhos, com 5 e 8 anos, e ambos já sabem desmontar e remontar um revólver seguramente, e já atiram razoavelmente bem (com espingarda de chumbinho e carabina 22). Quando ficarem maiores vou ensiná-los a usar outras armas mais pesadas. É lógico que deixo bem claro para eles o potencial ofensivo da arma e que, exatamente por isso, devem ter muita responsabilidade no trato com o armamento.
3/12/2004 15:46Marcio Gesteira Palma (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)Não há como discordar das exposições trazidas p...
Não há como discordar das exposições trazidas pelo Luís Guilherme acerca do porte automático de armas por advogados. Confesso, porém, que não foram propriamente estas acertadas opiniões que me motivaram a escrever este comentário, mas a surpresa com os argumentos que, de pronto e agressivamente, se levantaram contra elas. Grande parte deles se pautam na falsa premissa de que, armados, poderemos nos "defender" e gritam que o mesmo Estado que não nos protege, não nos quer deixar fazer isso por conta própria. Ora, aí está uma inversão absoluta de funções e, sem ser psicólogo, me parece que ocorre uma certa crise de identidade. Somos advogados, não policiais! Ao invés de — como operadores do direito — cobrarmos do poder público o cumprimento de suas obrigações, muitos advogam por exercer funções policialescas. Talvez não tenham descoberto sua verdadeira vocação profissional, mas sempre é tempo... A título de exemplo, o critério que utilizo para contratar estagiários para o escritório, nunca foi — nem vai ser, adianto logo, caso algum cliente leia estas linhas — o grau que ele obteve no seu último exame de faixas na academia de judô, tampouco os submeto à prova de tiros, ao revés, costumo verificar o coeficiente de rendimento da faculdade e aplico uma prova escrita, quando é avaliada sua capacidade de argumentação e conhecimentos jurídicos. A prova é feita com Bic, azul ou preta. Parafraseando o velho poeta Mário Quintana, cada um pensa como pode.... Chega de bang-bang ! Advogados, escolham suas armas! Bic já !
2/12/2004 15:12Adriano Wesley Soares Oliveira ()Arma???? Prá que ter uma arma... Seria ingênuo...
Arma???? Prá que ter uma arma... Seria ingênuo demais acreditar que sem armas ninguém morreria atoa... éh, talvez precisamos mesmo, é de um pouco de sensibilidade com os outros e menos formas de nos defendermos... Um concurso público, não é sinônimo de idoneidade, motivo pelo qual, nem aqueles deveriam ter armas... Aliás, o ser que tem uma arma em casa, já pensou na possibilidade de que ELE, O DONO DA ARMA PODE SER MORTO POR ELA, A ARMA?!!!! Será que é sinônimo de poder ter uma arma???? Será que o diálogo não é melhor que uma arma, ou que ainda, a inteligência não é melhor que esta??? Sei não, eu nunca terei uma arma em casa... Isso é somente um desabafo, e aquele que quiser compartilhar desse pensamento, que nos ajude a convencer àqueles que tem armas a exterminá-las, tal como elas fazem conosco...
1/12/2004 21:52Antonio ()Caros colegas Regis e Observador atento. Eu ...
Caros colegas Regis e Observador atento. Eu de modo algum quis justificar qualquer violência contra advogados, mas temos que admitir que o risco de quem se envolve com pessoas violentas é bem maior. Quanto as críticas à minha posição de que ele sabe que está recebendo dinheiro proveniente de atividades criminosas. Deixa eu explicar melhor. Ninguém vai pedir a origem do dinheiro de todo mundo. Agora uma coisa é receber sem saber; outra coisa é saber que tem origem criminosa e aceitar assim mesmo.
1/12/2004 10:12Maria Thereza Rocha de Assis Moura ()Fantástica a idéia lançada por Luís Guilherme. ...
Fantástica a idéia lançada por Luís Guilherme. A grande arma do Advogado é a argumentação e seguindo os ensinamentos dos velhos advogados o melhor é deixar lançados todos os argumentos com a caneta. De que adiantará ao advogado ter porte automático de arma? Só para se equiparar a juízes e promotores? Que tipo de vantagem a medida trará ao Advogado o porte de arma? Parabéns a Luís Guilherme, mais uma vez, pela criatividade. Maria Thereza Assis Moura, advogada em São Paulo
1/12/2004 09:46Vicente Borges da Silva Neto (Advogado Associado a Escritório - Civil)Quanta ignorância! Se tivesse um jeito de vo...
Quanta ignorância! Se tivesse um jeito de voltar ao tempo, voltaria ao último dia 28 (28/11/2004) e colocaria o autor do texto do lado do passageiro do meu carro. Em determinado momento, dirigindo devagar para que o farol apontasse verde e não precisasse parar, ainda com os vidros fechados, chega um cidadão e diz: "-Aí, mano! Abre o vidro senão estouro, sacô!" Diante do TAURUS 38, não tive outra alternativa (ou será que o articulista iria usar a BIC neste momento?). "-Muito bem bacana! Vou guardar a arma pra nêgo não vê. Quero só a grana. Passa rápido pois se eu pegar a bicha de novo, tú já era meu, vai! vai!". Passo-lhe, então, R$ 430,00 que carregava comigo (se o articulista estivesse do lado, sua grana e talvez a BIC fosse também). "-Valeu bacana! Te manda! Não olha pra mim que não gosto!" Fui embora, sem minha grana. POR SORTE, ELE NÃO VIU MINHA MONT BRANC, que ganhei de presente no dia do Advogado, de um antigo cliente. Chega de besteirol! Numa situação semelhante a relatada acima, quando o malandro pediu a minha carteira (e já havia guardado a arma), PUXEI MINHA 380 E GRITEI PARA O MESMO: SERVE ESTA! Nunca tinha visto um bandido chorar tanto! Ordenei que o mesmo corresse, sentido lateral ao meu veículo sem olhar para trás. Fui embora, sem nenhum prejuízo, sem nenhum disparo e sem nada do f.d.p. E aí! O que me dizem? Só num ponto concordo como autor do texto: "Portanto, ter e poder portar armas (claro, com licença do Estado) ou não ter arma deveria ser algo sujeito, tão-só, à vontade de cada cidadão, independentemente dele ser advogado ou não." Gostaria de ver o articulista se defendendo com uma BIC, numa situação como estanpada acima. Só se fosse sua alma... Santo Deus! Em tempo, para portar arma, FIZ CURSOS DE TIRO ("data venia", sou bom de mira); de DIREÇÃO DEFENSIVA e treino mais do que a maioria dos policiais. Sei qual o momento em que posso usá-la (a arma). Mesmo com arma, qualquer cidadão poderá ser assaltado. Com uma arma apontada, NÃO EXISTE MÁGICA! NÃO EXISTE RAPIDEZ! Antes de escrever besteira, seria melhor que as pessoas se informassem sobre A REALIDADE DA VIDA. www.borgesbarbosa.adv.br
1/12/2004 07:30Lourenço Neto (Advogado Assalariado - Administrativa)Nisto tudo, a questão de fundo não é se advogad...
Nisto tudo, a questão de fundo não é se advogados podem ou não ter o porte automático de armas de fogo; trata-se sim, de discutir o absurdo cerceamento, de todo e qualquer cidadão de ter os meios próprios para prover a sua defesa! É comprovado estatísticamente que em todos os lugares onde houveram proibição de porte e confisco ou indenização de armas legais, os índices de criminalidade subiram absurdamente, como na Inglaterra e Austrália. Há mais de 40 anos é proibido o porte e a fabricação de armas de fogo na Jamaica, e este país, tem um dos mais altos índices de homicídio e violência. O uso responsável de armas, por pessoas de bem não é causa da violência que estamos passando. O estatuto do desarmamento, é a bancarrota da segurança pública, é o reconhecimento da ineficiência do Estado para desarmar bandidos, e faz pirotecnia tentando nos convencer, pais de família, pagadores de tributos, que nós é que somos causadores da violência. E o bandido, quando será desarmado? Quando serão vigiadas as fronteiras convenientemente?
1/12/2004 00:09Érick Micheletti Felicio (Advogado Autônomo - Criminal)Concordo com o Dr. Luiz Guilherme, acrescentand...
Concordo com o Dr. Luiz Guilherme, acrescentando apenas que os promotores e juízes devem ser desarmados, para que a paridade de canetas seja realidade. Ou melhor, devemos lançar a campanha paralela "Mount Blanc Já" a fim de que não haja desculpa para a falta de adesão de alguns destes, caso não dispensem a soberba (quanto ao aspecto da soberba, reclamem de CARNELUTTI, pois ele fez a correlação famosa). Afinal, se eles precisam ser desarmados, devemos dirigir-lhes uma parcela da campanha! Promotores, Juízes e Advogados devem usar do argumento, da retórica, da oratória, da escrita e do vernáculo. Palavra escrita e falada. Eis as "armas" inerentes aos juristas!!!!!!!! Devemos concentrar nossas forças contra a "legislação de terror" e contra violações ao direito de defesa e contraditório. Vamos dar o exemplo: enquanto alguns, mesmo em seus gabinetes, precisam de armas, nós - profissionais conscientes - precisamos de canetas, papel, computadores e impressoras, que aliados ao estudo e competência individualmente e subjetivamente considerados, produzem melhores frutos para as pessoas. Vamos deixar as armas para a polícia e para os militares. População e meio forense armados, jamais! Desarmamento do Judiciário e do MP já!!!!!!!
30/11/2004 23:51Érick Micheletti Felicio (Advogado Autônomo - Criminal)Concordo com o Dr.Luiz Guilherme, acrescentando...
Concordo com o Dr.Luiz Guilherme, acrescentando apenas que os promotores e juízes devem ser desarmados, para que a paridade de canetas seja realidade. Ou melhor, devemos lançar a campanha paralela "Mount Blanc Já" a fim de que não haja desculpa para a falta de adesão de alguns destes, caso não dispensem a soberba (quanto aos aspecto da soberba, reclamem de CARNELUTTI, pois ele fez a correlação famosa). Afinal, se eles precisam ser desarmados, devemos dirigir-lhes uma parcela da campanha! Promotores, Juízes e Advogados devem usar do argumento, da retórica, da oratória, da escrita e do vernáculo. Palavra escrita e falada, eis as "armas" inerentes aos juristas!!!!!!!!
30/11/2004 21:35Carlos (Advogado Sócio de Escritório)Igualdade para os operadores do direito. Ou ...
Igualdade para os operadores do direito. Ou o Juiz e o Promotor de Justiça deixam de ter o porte automático, ou o Advogado também tem este direito. O Juiz e o Promotor, para quem não sabe, não é mais nem menos que o Advogado. Carlos
30/11/2004 18:26Jose Ruela ()Sou da opinião que em última instancia ainda pr...
Sou da opinião que em última instancia ainda prevalece a força. Um homem armado não está mais seguro que um homem desarmado, mas por outro lado, não podemos imaginar que uma caneta vai disuadir um homem armado disposto a fazer justiça com as próprias mãos.
30/11/2004 18:04Arnaldo Malheiros Filho (Advogado Assalariado - Criminal)Não tenho dúvida de que o Luís Guilherme está c...
Não tenho dúvida de que o Luís Guilherme está certo. Arma é coisa de bandido, meganha e milico; nosso negócio é mesmo a caneta. E a igualdade se alcançará quando se acabar com essa bobagem de dar porte de arma por lei para juízes e promotores. Eles são tão da caneta quanto nós e as armas fazem tão mal a eles e aos que os rodeiam quanto a nós e aos que nos rodeiam. Igualdade já: Nada de juiz, promotor ou advogado armado. E vamos ao texto!
30/11/2004 17:49Luis Frazao ()Custei a acreditar ao ser alertado para a polêm...
Custei a acreditar ao ser alertado para a polêmica que se travava no site. Mais ainda ao observar nos comentários o tom agressivo com que depreciam o autor, em prol de outro ponto de vista. A vantagem da Internet é facilitar a troca de idéias, e contribui para isso o fato de que presentes estão apenas elas, as idéias, ressalvando, por óbvio, as qualificações que se extraem de estilo e redação. Acusar o articulista de ser um sonhador, porque não conheceria a "barra pesada" de uma delegacia, seria desviar do tema, não fosse uma inverdade, mas isso só se pode afirmar com conhecimento de causa, então que não se acuse. O que está em discussão não é saber se os advogados "merecem" ter uma arma. Merecedores todos nós somos, o que bem o sabem aqueles que já estiveram diante de perigo concreto, quando ter uma arma teria feito a diferença. Mas mesmo estes sabemos que da palavra à ação há uma distância enorme, e que sem o devido preparo aquele que porta uma arma oferece perigo para si mesmo. Assim, voltemos ao tema que me parece levou o articulista à provocação do "Bic já!". O advogado não precisa de uma arma para estar "em pé de igualdade" com juízes e promotores, afinal, não me consta que se pretenda incluir na competência (exclusiva ou não) de advogados a possibilidade de duelar !!! Juízes e promotores personificam o Estado, portanto deste também podem assumir outras funções, como o uso da arma pressupõe. Mas daí a generalizar... O que dizer dos médicos em plantões noturnos? Ou nas emergencias de qualquer cidade grande? E os diretores de escolas públicas? Basta de tiros a esmo, bastam os AR-15 que já circulam, as granadas nos bolsos de vigias de boca de fumo, as bazucas nos "bondes" de traficantes. Contra isso, lamento senhores, mas não bastarão pistolas ou beretas prateadas em bolsos de destemidos advogados, ainda que zelosos do instituto da legítima defesa. Melhor uso farão de sua educada agressividade se se puserem a "sacar da lei", senão contra os marginais, que delam não mais temem, então contra os agentes públicos omissos, aqueles que outorgados do poder para dar solução aos problemas de todos conhecidos, se tornam sua causa e origem. Imaginem: se advogados hoje são alvos em potencial, o "porte de arma funcional" criaria o álibi perfeito. Já podemos imaginar o texto padrão em inquéritos e na imprensa: "o policial, vendo o advogado levar a mão ao bolso do paletó, imaginou que ali havia uma arma, e o fuzilou" quanta ironia, "em legítima defesa".
30/11/2004 17:31Valdecir Trindade (Advogado Autônomo - Trabalhista)Não concordo com a tese do ilustre colega. Aliá...
Não concordo com a tese do ilustre colega. Aliás, com a devida venia, vejo-a como acaciana. Primeiro, sendo ele om professor universitário, não poderia defender tese que contrasta com o princípio de que não há hierarquia entre juizes, promotores e advogados. Logo, não havendo hierarquia, e tendo os juizes e promotores o direito ao porte funcional, sem dúvida verifica-se uma violação ao artigo 6º da Lei 8.906, de 04/07/1994. De outra forma, o fato concreto é que o advogado de modo geral administra conflitos diários, os quais em certas situações podem perfeitamente sair da esfera da civilidade e resvalar para a da violência. E daí? O que fazer?!! Ficar esperando o Estado enviar suas forças de segurança? Na verdade só concordo com um ponto do artigo, qual seja, o que defenestra o Estatuto do Desarmamento. Concluo dizendo que na minha opinião todos os cidadãos de bem tem o direito de portar armas. Cercear esse direito é violência do Estado, com a qual os homens de bem não podem concordar. Afinal de contas o cidadão não precisa de tutela, pois não é incapaz. Digo e repito, que portar arma é um direito natural que deve ser normatizado, mas não suprimido pelo direito positivo. Tenho dito mais, que quando o cidadão outorgou mandato ao Estado para cuidar da segurança pública, não abdicou do seu direito natural a legítima defesa.

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