Justiça dos EUA decide pela licitude do chá do Santo Daime

2/12/2004 20:46LUÍS (Advogado Sócio de Escritório)Precisamos de debatedores como o DR. PAULO CESA...
Precisamos de debatedores como o DR. PAULO CESAR RODRIGUES, é isto que é o bom deste site, pessoas com tal gabarito para discussão.
24/11/2004 14:38Ismerino José Mendes Junior ()Esse chá deve ser bom mesmo até a Maité Proença...
Esse chá deve ser bom mesmo até a Maité Proença foi nesse Santo Daime ou sei la o que. Devemos ter mais informações sobre esta seita.
23/11/2004 22:44LUÍS (Advogado Sócio de Escritório)Com todo respeito ao leitor Paulo César, a visã...
Com todo respeito ao leitor Paulo César, a visão dele é um tanto quanto radical, ao acreditar que toda religião visa lucro e lesão a pessoas humildes e ingênuas. Será que está se referindo a Igreja Católica, Evangélica, e outras também? Há também que se distinguir drogas alucinógenas de cocaína e heroína. Como já falei antes, há muito preconceito e desconhecimento. Vá à Bolívia e ao Peru, e se verá que a folha de coca é mascada, e nem por isto há viciados. No Iêmen se usa fumo que é droga nas hora do almoço, e nem por isto há viciados. Na União do Vegetal as pessoas se reunem uma, duas vezes por semana, e não há viciados. A cafeína, a nicotina e o álcool, estão aí. O que é droga? O cigarro mata e dá prejuízo à saúde pública como nada neste mundo. O álcool, além desses males, é associado aos crimes. A maconha, ao contrário, é difícil associá-la a crimes violentos, ao contrário do álcool... Enfim, a generalização é um mal. Se o álcool e o cigarro são liberados, porque não liberar algo inofensivo como o chá da União do Vegetal? A sociedade precisa respeitar os indivíduos. Desde que não te prejudiquem, como de fato não o fazem, ninguém possui o direito de cercear o direito alheio. Quem quiser fumar, beber, cheirar, que o faça, desde que não prejudique os outros. O uso de droga é algo ancestral, e faz parte da experiência humana. O tráfico só existe porque há proibição. A lei seca nos EUA foi um exemplo. Punir viciados com cadeia, isto é o verdadeiro absurdo, somos uma sociedade ridiculamente atrasada. Ao invés de tratarmos viciados, os colocamos na cadeia, escola da marginalidade. Sou radicalmente contra isto.
23/11/2004 11:04Célio Montezuma C. Munhoz ()Sou discípulo no Centro Espírita Beneficente Un...
Sou discípulo no Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (UDV), em Estimados leitores desta Revista: Dirijo-me às pessoas felizes que tiveram o privilégio de comungar o chá mais que uma, duas, três vezes ou mais. E compreendo a desinformação, o comentário ríspido, natural de pessoas que desconhecem as religiões da selva. No entanto, testemunho que tenho 51 anos, vivi 10 anos em Rondônia e lá aprendi que não se vive só aqui. Conheci o sagrado chá que clareia (e não alucina ninguém) e fortalece, em 1978, e o comungo desde 1999, na União do Vegetal, em Brasília. Participando desta religião da selva, sinto uma grande transformação na minha vida e na de alguns filhos. A UDV é uma sociedade religiosa que muito tem contribuído para o desenvolvimento humano, com o aprimoramento de suas qualidades intelectuais,virtudes morais e espirituais, sem distinção de cor, credo ou nacionalidade. Quem viu e vê o benefício que a hoasca (ou ahyuasca), o chá produzido pela infusão do cipó mariri (ou jagube) com a folha da chacrona (ou rainha) sabe distinguir muito bem o real e a fuga. Vivo na realidade, a realidade divina. Meus filhos e milhares de amigos também. Muito me honra ser seguidor do seringueiro José Gabriel da Costa e ter e mim a Força do Superior deste Universo. Montezuma Cruz, jornalista (32 anos de profissão) Editor de Economia de O Diário do Norte em Maringá (PR)
23/11/2004 11:03Célio Montezuma C. Munhoz ()Sou discípulo no Centro Espírita Beneficente Un...
Sou discípulo no Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (UDV), em Estimados leitores desta Revista: Dirijo-me às pessoas felizes que tiveram o privilégio de comungar o chá mais que uma, duas, três vezes ou mais. E compreendo a desinformação, o comentário ríspido, natural de pessoas que desconhecem as religiões da selva. No entanto, testemunho que tenho 51 anos, vivi 10 anos em Rondônia e lá aprendi que não se vive só aqui. Conheci o sagrado chá que clareia (e não alucina ninguém) e fortalece, em 1978, e o comungo desde 1999, na União do Vegetal, em Brasília. Participando desta religião da selva, sinto uma grande transformação na minha vida e na de alguns filhos. A UDV é uma sociedade religiosa que muito tem contribuído para o desenvolvimento humano, com o aprimoramento de suas qualidades intelectuais,virtudes morais e espirituais, sem distinção de cor, credo ou nacionalidade. Quem viu e vê o benefício que a hoasca (ou ahyuasca), o chá produzido pela infusão do cipó mariri (ou jagube) com a folha da chacrona (ou rainha) sabe distinguir muito bem o real e a fuga. Vivo na realidade, a realidade divina. Meus filhos e milhares de amigos também. Muito me honra ser seguidor do seringueiro José Gabriel da Costa e ter e mim a Força do Superior deste Universo. Montezuma Cruz, jornalista (32 anos de profissão) Editor de Economia de O Diário do Norte em Maringá (PR)
23/11/2004 09:22Paulo E. Gomes ()E os EUA se curvam ao Brasil onde o chá nunca f...
E os EUA se curvam ao Brasil onde o chá nunca foi ilegal no contexto dos rituais. As religiões e seitas deveriam obviamente pagar impostos.
22/11/2004 20:20LUÍS (Advogado Sócio de Escritório)Embora eu seja profissional do direito, me inte...
Embora eu seja profissional do direito, me interesso pelo estudo de campo de antropologia. Em uma oportunidade, em uma de minhas viagens de pesquisas, estive reunido com descendentes de índios, experimentei o referido chá, um composto de das plantas amazônicas, chamadas mariri e chacrona, pela seita União do Vegetal. Foi uma experiência terrível do ponto de vista pessoal, em virtude do mal estar que passei. Mas, culturalmente, aprendi muito sobre drogas, e fiquei impressionado com a percepção e sensação das mesmas. Naturalmente, tudo se passou em meio a um ambiente religioso, diferente do caso de alguém que se dirige a um bar para tomar uma pinga. A minha convicção sobre o assunto é que seria absurdo proibir o uso de drogas que não viciam em experiência religiosas. Também passei a compreender porque certas pessoas se viciam em drogas, como alternativa a uma realidade desagradável. Enfim, hoje sou a favor da descriminalização das drogas. Drogas que não viciam, jamais devem ser proibidas. A seita União do Vegetal, por exemplo, já curou muitos viciados em drogas pesadas através da religião. E usuários de drogas, quaisquer sejam, jamais devem ser colocados na prisão. O Estado deve recuperar os viciados, para isto, é preciso despir-se do preconceito em primeiro lugar.

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