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8 março 2004

Raio-X

Jornalista acusa Presidência de vasculhar sua vida financeira

O jornalista Mino Pedrosa, dono da agência de comunicação Free Press, acusou a Presidência da República de vasculhar sua vida financeira após o caso Waldomiro Diniz. Pedrosa faz parte da lista da Polícia Civil da Brasília de suspeitos de participação na divulgação da fita que mostra o momento em que Diniz recebia uma propina no aeroporto da capital.

O jornalista afirma que descobriu uma consulta feita pela Presidência em seu cadastro pessoal ao pedir dados para anexar a um contrato de aluguel. No documento obtido por Pedrosa, aparece o nome da Casa Militar da Presidência, hoje Gabinete de Segurança Institucional, chefiado pelo general Jorge Felix e que tem sob sua responsabilidade a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A consulta foi feita no dia 20 de fevereiro, uma semana depois da divulgação das fitas pela revista Época. O Gabinete Institucional afirmou que vai investigar quem ordenou que a vida do jornalista fosse vasculhada em nome da Presidência e garantiu que não há nenhuma investigação oficial contra Pedrosa.

Fonte: Correio Braziliense

Revista Consultor Jurídico, 8 de março de 2004

Comentários

Comentários de leitores: 3 comentários

9/03/2004 11:33 Rozemberg (Juiz Estadual de 1ª. Instância)
Isso é inaceitável num País que prega o Estado ...
Isso é inaceitável num País que prega o Estado Democrático de Direito e a defesa das garantias individuais.
9/03/2004 02:23 Gilberto Jacão ()
Nem o mais pessimista dos anti-petistas consegu...
Nem o mais pessimista dos anti-petistas conseguiu imaginar que um dia iria ler uma notícia dessas ou que veria o pt fazendo maracutáias nas duas casas do congresso para impedir um CPI. CPI nessa cambada! Giba
8/03/2004 21:01 Joaquim (Outros)
Eis aí o elemento que faltava para a instauraçã...
Eis aí o elemento que faltava para a instauração da CPI do WD. Isso revela, mais uma vez, o comportamento autoritário dos líderes petistas, conduta típica de agentes da KGB. Contra esta, só há uma remédio: Constituição neles!

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