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Bola fora

Anaconda: juíza manda soltar empresário preso por engano.

A juíza federal Kátia Hermínia Matias Lazarano Santos da 2ª Vara de Guarulhos determinou, nesta terça-feira (18/5), a libertação, do engenheiro Hugo Sterman Filho. O empresário passou onze dias preso por engano, acusado de participar do esquema de venda de sentenças judiciais cuja investigação ficou conhecida como “Operação Anaconda”.

O empresário foi confundido pela Polícia Federal com Hugo Carlette. O Ministério Público passou o erro adiante, em denúncia encaminhada ao Judiciário, e Sterman acabou sendo preso. Antes disso, com base nos documentos oficiais, a Folha de S.Paulo e o site Consultor Jurídico divulgaram, indevidamente o nome de Sterman como envolvido no caso.

O esclarecimento do equívoco se deve ao trabalho do advogado Alberto Zacharias Toron e sua equipe que refizeram toda a trajetória do processo para corrigir o erro cometido.

Toron demonstrou que nos relatórios parciais do serviço de inteligência da PF, os atos atribuídos a Hugo Carlette, em determinado momento, passaram a ser atribuídos a Hugo Sterman, sem explicação. A menção ao empresário se deu pelo fato de um aparelho celular, adquirido por sua empresa, foi desviado sem seu conhecimento e utilizado, sem seu conhecimento, em ligações feitas para o telefone de um dos principais envolvidos na Anaconda, o ex-policial federal César Herman.

Confrontados pela juíza, nem o integrante do MP que apresentou a denúncia, nem o serviço de inteligência da PF assumiram a responsabilidade pelo grave erro cometido.

Revista Consultor Jurídico, 18 de maio de 2004, 20h47

Comentários de leitores

15 comentários

É isso mesmo! O cidadão foi denunciado por enga...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

É isso mesmo! O cidadão foi denunciado por engano, a justiça decretou sua prisão "confiando" no órgão todo poderoso e deu nisso, mais uma injustiça para figurar nos anais de nosso judiciário. Explicação? Para quê? ? Afinal foram somente 10 dias que o jurisdicionado ficou preso! Parabéns Toron, voce é craque. Parabéns causadores do malefício...

É impressionante verificar a quantidade de "equ...

Emerson Alexandre Grassano Lopes ()

É impressionante verificar a quantidade de "equívocos" trazidos à lume, decorrentes da investigação denominada "Anaconda". Na mesma quadra do exposto, a "Revista Isto É", de 12 de Maio, Edição n.º 1805, nos informa, acerca de uma das vertentes de referida operação investigatória: "No texto que serve de acusação contra o juiz federal Ali Mazloum, lê-se que numa conversa chamada Márcia, ela teria afirmado que "Ali estaria na sala ao lado". Na verdade, quando se ouve a fita, o nome que Márcia pronuncia dizendo que está na sala ao lado é Mário, e não Ali." Realmente, algo tem que ser feito para ordenar o sistema. Erros como esse não podem se repetir, pena de lançar por terra toda a confiança que ainda resta na Justiça! Há que haver uma coordenação de esforços para se impedir situações que tais. Aliás, cumpre lembrar Platão acerca do tema: "Justiça, diz ele, é ter e fazer o que nos compete".

Me sinto no velho oeste, em uma terra sem lei, ...

Maria Cristina da Costa Silva ()

Me sinto no velho oeste, em uma terra sem lei, um país de bandeira manchada e Constituição rasgada. Só sinto pelos cinco anos que passei na faculdade de direito. Acompanhando a operação anaconda percebi que quase tudo que me ensinaram na prática não funciona, não existe justiça no nosso país, estamos todos a mercê das "vontades" de procuradores, de desembargadores que para virarem "celebridades" destroem bens que deveriam ser por eles protegido como a liberdade e a dignidade da pessoa humana.

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