Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Sem desculpa

The New York Times nega que tenha se retratado e reafirma reportagem

Em nota oficial, o jornal The New York Times garantiu que não fez nem um pedido de desculpas nem uma retratação ao solicitar a reconsideração do cancelamento do visto de seu correspondente no Brasil, Larry Rohter. E reafirmou os termos da reportagem, lamentando apenas os constrangimentos políticos por ela provocados. A nota é assinada pelo diretor de relações públicas do jornal, Toby Usnik.

Leia a integra da Nota do NYT:

“Nós estamos muito satisfeitos com o fato de que o governo do Brasil tenha cancelado a revogação do visto do Sr. Rohter. Estamos contentes por ser permitido ao Sr. Rohter viajar livremente para dentro e fora do país. Ambos, o Brasil e o The New York Times se beneficiam de terem um correspondente do Times cobrindo este país tão importante.

Nós continuamos sustentando que nossa reportagem é precisa e justa, como sempre dissemos ao longo da semana. Ao mesmo tempo em que lamentamos a controvérsia política que a reportagem provocou, afirmamos que nossa solicitação ao governo não contém nem um pedido de desculpa, nem uma retratação”

Toby Usnik

Diretor de Relações Públicas

The New York Times Company

Confira o texto original da manifestação do jornal

"Statement from The New York Times:

We are very pleased that the Government of Brazil has reversed its revocation of Mr. Rohter's visa. We are happy that Mr. Rohter will be allowed to travel freely in and out of the country. Both, Brazil and The New York Times benefit from having a Times correspondent covering this important country.

We continue to maintain that our story was accurate and fair, as we have throughout the week. While we expressed our regrets at the political controversy that the story generated, our petition to the government contained neither an apology nor a retraction."

Toby Usnik

Director of Public Relations

The New York Times Company

Revista Consultor Jurídico, 14 de maio de 2004, 20h19

Comentários de leitores

41 comentários

Este eposódio da matéria feita pelo jo...

Hélio Contreiras ()

Este eposódio da matéria feita pelo jornalista americano Larry Rohter em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é apresentado como se fosse um alcoólatra foi lamentável. O presidente, eleito com mais de sessenta milhões de votos, em um dos momentos mais importantes da democracia no Brasil,foi ofendido grosseiramente. Faltou à matéria de Rohter a precisão tão levada a sério por jornalistas americanos. A imprensa americana é referência do jornalismo de boa qualidade e independente. Mas faltou a Rohter o cuidado que os jornalistas americanos tiveram na cobertura do caso Watergate, que provocou a queda do presidente Richard NIxon. Como jornalista não tenho o direito de assumir a função de correspondente em Washington e caluniar o presidente dos Estados Unidos, ou o presidente da Suprema Corte ou do Congresso dos Estados Unidos, os três mais importantes cargos da Nação Americana. Claro que a liberdade de imprensa é fundamental, mas no exercício desta liberdade não tenho o direito de abusar dela, de ultrapassar os limites da ética. Ao tomar conhecimento da matéria de Rohter fiz um comentário para Adenir Moreira Simões, uma pessoa que conhece Direito, com uma frase: "Lamentável que este tipo de coisa tenha a assinatura de um jornalista americano". Mas como em uma democracia todos têm o direito de errar, acredito que Rohter deve ter o direito de continuar a exercer a profissão no Brasil. Ele vai ter a oportunidade de conhecer melhor o Brasil, os políticos brasileiros e a gente brasileira. Afinal, ele vem de um País onde a liberdade de imprensa faz parte de uma tradição e os abusos da liberdade são julgados, partam de onde partirem, até do presidente da República. Não acredito que Rohter tenha feito o seu artigo com má fé. Nós, jornalistas, também erramos, e quando erramos devemos reconhecer o erro.Nós, jornalistas, crescemos quando nos ameaçam, quando nos cerceiam ou quando tiram a nossa vida, como foi o caso do amigo Tim Lopes.

É verdade, nos beneficiamos bastante em ter um ...

Marcos (Advogado Assalariado - Empresarial)

É verdade, nos beneficiamos bastante em ter um correspondente do New York Times no Brasil! Sem ele, quem seria piada nesta última semana???? Além da piada, será que alguém pode explicar o benefício em ter aquele idiota no país?

Que novidade!!!! Até parece que os "Donos" do ...

Francisco Angeli Serra (Advogado Autônomo - Consumidor)

Que novidade!!!! Até parece que os "Donos" do mundo iriam pedir desculpas a alguem ou até a algum pais...nem mesmo se retratar..Donos não erram...não cometem enganos....apenas mandam. É uma pena ver o nosso pais que é tão rico estar nessa situação....culpa de todos nós.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 22/05/2004.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.