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Iguais na desigualdade

Polícia do Rio de Janeiro mata três pessoas por dia, aponta relatório.

O Centro Justiça Global, maior ONG de Direitos Humanos do Brasil, divulgou nesta quinta-feira (12/5) seu relatório anual. Em 140 páginas, a ONG é taxativa: aumentou muito a violência no Brasil no último ano --não tão somente pela incúria dos governantes como também pelas perversões do mercado de trabalho, vulgo desemprego em massa. O relatório vem assinado pelo presidente da ONG, o professor de Harvard James Cavallaro, e pela diretora Sandra Carvalho, editora e organizadora do documento.

O documento sustenta que "lidar com tanta expectativa em meio à miséria fez, em 2003, e faz, em 2004, a missão de controlar um Brasil incomodado pela pobreza ainda mais difícil. A violência aumentou. Desde 2001, a CPT, Comissão Pastoral da Terra, não registra um índice tão elevado de assassinato de trabalhadores rurais no campo. Desde 1997 o CMI, Conselho Indigenista Missionário, não contabiliza um número tão grande de índios assassinados".

Segundo o dossiê "na cidade, a polícia mais violenta do país, a do Rio de Janeiro, mata 3,2 pessoas por dia. A de São Paulo mata 2,37 pessoas diariamente. A violência vem aumentando em ritmo alucinante. A taxa nacional de mortalidade por homicídio cresceu, de acordo com o IBGE, 130% entre 1989 e 2000, passando de 11,7 por cada 100 mil habitantes para 27 por 100 mil".

Dados do documento apontam que a Comissão Pastoral da Terra registrou, em 2003, 73 assassinatos de trabalhadores rurais em conflitos no campo, um aumento de 69,8% em relação a 2002, o mais elevado desde 1990, quando 79 camponeses foram assassinados".

No Rio de Janeiro e São Paulo, prossegue a Justiça Global, verificou-se, em 2003, um acréscimo escandaloso no número de civis mortos por policiais em relação a 2002, atingindo números expressivos de 1995 e 868, respectivamente.

Revista Consultor Jurídico, 13 de maio de 2004, 15h56

Comentários de leitores

4 comentários

Nossa! Estou impressionada com a sede de pena...

Sônia Oliveira ()

Nossa! Estou impressionada com a sede de pena de morte, seja ela declarada ou não. Não faço parte de nenhuma ong, mas defendo sim o direito à vida. É lógico que não são todos os policiais que matam por matar, existe a troca de tiros e as pessoas são mortas. Mas é preciso denunciar a matança por si só, e ela existe sim. Como também deve ser denunciada a matança de policiais por traficantes. É uma questão de valorização da vida, seja ela de quem for.

Porque essa ONG de Direitos Humanos do Brasil n...

Itamar Ubaldo de Carvalho (Economista)

Porque essa ONG de Direitos Humanos do Brasil não vão para a frente de batalha, se lhe é dado o salvo conduto para criticar? Deveriam eles participar diretamente dos conflitos, ai eu acreditaria em suas posições humanísticas. Jamais vi alguma reportagem em que esses defensores ausentes da sociedade humana fossem se solidarizarem com as pessoas de bem que sofreram quaisquer agressões de bandidos. A polícia cumpre o seu papel na sociedade, e antes de ser policial o cidadão é um ser humano como qualquer outro. Vá falar agora do exército que está no Rio para tentar minorar o sofrimento desse povo alegre, e confiante em dias melhores na cidade maravilhosa. Sinto asno dessas ONG'S, PRINCIPALMENTE QUANDO SE TEM POLÍTICOS METIDOS NO MEIO, POIS JAMAIS LEVANTARAM A VOZ PARA DEFENDER O CIDADÃO DE BEM AVILTADOS EM SEUS DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE IR E VIR.

E os traficantes matam quantas? E a igreja qu...

Carlos Martins ()

E os traficantes matam quantas? E a igreja quando condena a camisinha e os metodos anticoncepicionais?

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