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13 maio 2004
Mandato esticado
Prefeitos podem ter mandato de seis anos nas eleições de outubro
Comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (12/5), o relatório à Proprosta de Emenda Constitucional (PEC 3/99) que unifica as eleições municipais, estaduais e federais. A proposta foi relatada pelo deputado Eduardo Sciarra (PFL-PR).
O texto prevê que os mandatos de prefeitos e vereadores eleitos na primeira eleição municipal após a aprovação da PEC terão, excepcionalmente, a duração de seis anos para que coincidam com as eleições gerais.
Assim, se a matéria for aprovada a tempo para a eleição de outubro próximo, os mandatos dos prefeitos e vereadores eleitos vai durar até 2010, quando haverá eleição para presidente, senadores, deputados, governadores — e aí, também, para prefeitos e vereadores.
Desse pleito em diante, serão feitas eleições para todos os cargos na mesma data. Atualmente, o brasileiro tem que comparecer às urnas a cada dois anos. Agora, a proposta será encaminhada ao plenário da Câmara para votação.
Segundo o deputado Eduardo Sciarra, as eleições de 2002 custaram cerca de R$ 800 milhões, que poderiam ser melhor aplicados.
Mas a matéria não é unânime. Para o deputado Rubinelli (PT-SP), a proposta "atenta contra a democracia, porque, em muitos casos, obrigará os cidadãos a conviver por mais tempo com o mau administrador, tornando a vida na cidade insuportável". Rubinelli manifestou sua convicção de que os mandatos devem ser mantidos em quatro anos. (Agência Câmara)
Revista Consultor Jurídico, 13 de maio de 2004
Comentários
Comentários de leitores: 3 comentários
Adao Francisco de Oliveira - Assessor Jurídico ...
concordo com o colega afranio carlos com relaca...
Em tese, a idéia é interessante, mas acho que n...
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