Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Ponto de vista

Leitores da revista ConJur opinam sobre expulsão de jornalista

O assunto que movimentou o país durante toda esta quarta-feira (12/5) foi também alvo de comentários de leitores da revista Consultor Jurídico. O governo brasileiro determinou o cancelamento do visto temporário do jornalista norte-americano William Larry Rohter Junior, correspondente no Rio de Janeiro do jornal The New York Times. A questão dividiu leitores da revista.

Rohter fez uma reportagem em que acusa o presidente de ter costume de abusar de bebidas alcoólicas em público.

Em nota oficial à imprensa, o Ministério da Justiça classificou a reportagem escrita por Larry Rohter de “leviana, mentirosa e ofensiva à honra do Presidente da República Federativa do Brasil, com grave prejuízo à imagem do país no exterior”.

Leia alguns comentários dos leitores:

Por favor, algum especialista me responda: quer dizer que sob a proteção da Liberdade de Imprensa pode-se tudo. Ofender a instituição Presidência da República não é crime? E se fosse o contrário, algum jornalista brasileiro dizendo a mesma coisa do presidente Bush?

Sergio Luiz Rocha Duque (Taboão da Serra, SP)

Se vai se falar sobre leviandade...acho interesse falarmos de Taxas de Juros, Desemprego, FMI, Bingos, Waldomiro Diniz, CPI dos Bingos, Nomeações para Cargos Públicos; Celso Daniel.

Gesiel de Souza Rodrigues (Araraquara, SP)

Talvez fosse melhor atribuir isso a eventual "porre" de algumas autoridades que simplesmente à "burrice" ou "estupidez", pois estas não têm desculpas...

Ivan Cesar Moretti (Empresarial/Diversos - Advogado — Curitiba, PR)

Mas essa história de matar o carteiro pq traz notícia ruim beira o patético.

Paulo Calmon Nogueira da Gama (Belo Horizonte, MG)

No Estado Democrático de Direito, as opiniões, por mais desagradáveis que sejam, não podem resultar na imposição de silêncio ao manifestante, jornalista ou não jornalista.

Plinio Gustavo Prado Garcia (São Paulo, SP)

Este jornalista deveria ir pro Iraque cobrir as sessões de torturas que seus compatriotas e demais amigos estão fazendo com o povo iraquiano.

Renato (Presidente Prudente, SP)

O Presidente foi de uma burrice atroz cancelando o visto do tal jornalista, cuja matéria, por outro lado, foi de uma cretinice atroz.

Zaira Pernambuco (São Paulo, SP)

O tal do jornalista Willian Larry que vá criticar os torturadores confessos e os criminosos de guerra do seu "democrático" país.

Luiz Fernando T. de Siqueira (Palmas, PR)

Repudio a atitude da OAB, da ANAMATRA e da AJUFE.

Apóio o Presidente.

Jefferson Barbosa (Curitiba, PR)

Creio que o repórter foi infeliz. Com tanta verdade ruim e triste, ateve-se a amenidades. Que pague portanto. Foi ameno.

Victor Saeta de Aguiar (São Paulo, SP)

Revista Consultor Jurídico, 12 de maio de 2004, 20h47

Comentários de leitores

19 comentários

Não nos esqueçamos que, antes que esse desclass...

Marcelo Mazzei ()

Não nos esqueçamos que, antes que esse desclassificado, ao qual, infelizmente, temos que nos referir de "nosso presidente", resolvesse retirar a tentativa de revogação do visto do repórter americano, o STJ já havia concedido liminar, suspendo os efeitos daquele ato arbitrário e ditatorial, o que já indicava um deslinde de mérito, ao final, contrário ao ato emanado do Executivo. Ainda temos na JUSTIÇA a única porta a bater contra os atentados constantes às leis, à segurança jurídica, à ordem pública, e, principalmente , aos direitos fundamentais expressos em nossa Constituição. Justiça essa que os governantes petistas tentam enfraquecer, dia a dia, com campanhas "contra privilégios",ou pela "reforma do Judiciário" e seu "controle externo" pois os ditadores mais facínoras não conseguem conviver com a existência de outros poderes, a muitas vezes atrapalhar seus planos. Querem e precisam do poder absoluto e totalitário. É hora de todos os brasileiros acordarem e vislumbrarem o que realmente está por trás dessa campanha descabida em face do Judiciário e de outras instituições, e a população entender, que a independência dos juízes, em seu sentido mais amplo, é o que assegura a nós, cidadãos, a proteção contra as constantes ilegalidades - a grande maioria, infelizmente, advinda do próprio Governo - que lotam nossos Juízos e Tribunais, as quais, em face de leis processuais retrógradas, tornam, por consequencia, a Justiça morosa, e, por vezes, ineficaz.

“Cassar o visto do jornalista do NYT foi a solu...

Dr Eraldo Dantas Assunção (Advogado Autônomo)

“Cassar o visto do jornalista do NYT foi a solução adequada”, afirma Dallari Acessar em : http://www2.usp.br/canalacontece/frame.php?canal=../canalacontece/&conteudo=../artigo.php?id=611

Truculenta, antidemocrática e perigosa a atitud...

Luciane D (Outros)

Truculenta, antidemocrática e perigosa a atitude do governo brasileiro - que se diz democrático - em cancelar o visto de permanência provisória e expulsar do país o correspondente do New York Times. Se toda vez que o governo se sentir insatisfeito com alguma notícia, pronunciamento, crítica ou informação, e vir adotar condutas extremas de censura, realmente o país corre um grave risco de ter comprometida a sua liberdade de imprensa e o direito de livre manifestação, o que, obviamente, seria um retrocesso. Será que nos governos petistas só cabem elogios e estaria proibida a divulgação de desagrados? Existem formas mais democráticas de se combater leviandades. Será que estou sentindo um cheirinho de ''fidelização'' neste governo? Luiz Inácio já fez pouco caso da entidade ''Jornalistas sem Fronteiras'', quando esteve em Cuba, lembram-se? Sr. Luiz Inácio, pare de agir com o fígado e aja com diplomacia, próprio de um estadista e não de um ditadorzinho latino-americano. A reação ressentida e extremada é digna de republiqueta. Como se já não bastassem as besteiras e gafes que somos obrigados a ouvir o sr. dizer (ou fazer), quando resolve falar de improviso...

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 20/05/2004.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.