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Primeira Leitura

Primeira Leitura: Dirceu chama notícia de jornal de ofensiva e grosseira.

Bola da vez

O mercado financeiro mundial foi novamente sacudido, ontem, pela certeza de que, por causa do terrorismo e do crescimento das economias chinesa e americana, acabaram os tempos de petróleo barato e de taxa de juros baixa nos Estados Unidos. As economias emergentes foram as que mais sofreram com essa mudança de ventos, especialmente a do Brasil, dada a vulnerabilidade da sua economia.

Os juros vão subir?

Assim, os ajustes nos indicadores seguiram em ritmo ainda mais forte do que na semana passada. No mercado futuro da BM&F, os contratos de juros com vencimento em janeiro tiveram alta de 7,37% e projetaram taxa de 17,03% ao ano, acima da atual taxa básica de juros definida pelo Banco Central, a Selic, que está em 16%.

O Brasil vai crescer?

A aposta do investidor no crescimento do Brasil também segue fortemente abalada. Uma das evidências é o comportamento da Bovespa, que, pelo terceiro dia consecutivo, registrou queda, desta vez de 5,46%.

O câmbio

Por fim, o dólar, também pelo terceiro dia útil consecutivo, teve alta. A moeda fechou cotada a R$ 3,14 (+2,54%). No mercado futuro, nos contratos com vencimento em junho próximo, o dólar teve alta de 3,07%. O cupom cambial, que é a taxa de juros paga pelo Tesouro em títulos com variação cambial, subiu 2 pontos percentuais: de 3,5%, na sexta, para 5,5%, nesta segunda.

A alta de agora, somada à elevação do dólar no mercado à vista e no futuro, deve ser vista como sintoma de que há, de novo, busca por hedge cambial.

Deu no New York Times – 1

O jornal americano The New York Times publicou no domingo um grande artigo que aponta supostos problemas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o consumo de bebidas alcoólicas. O artigo chega a ponto de informar que tornou-se “uma preocupação nacional” no Brasil os hábitos etílicos de Lula.

Deu no New York Times – 2

Segue um trecho da maliciosa reportagem do NYT: “Nos últimos meses, o governo de Da Silva tem sido assaltado por uma crise depois da outra, de escândalos de corrupção ao fracasso de programas sociais cruciais. O presidente tem ficado longe do alcance público nesses casos e tem deixado seus assessores encarregarem-se da maior parte do levantamento de peso. Essa atitude tem levantado especulação sobre se o seu aparente desengajamento e passividade podem de alguma forma estar relacionados a seu apetite por álcool.”

“Ignomínia”

O vice-presidente da República, José Alencar, classificou ontem de “ignomínia” a reportagem NYT. “Nós todos, brasileiros, temos que nos revoltar”, disse. O presidente PT, José Genoino, o texto do NYT “é uma mistura de mau jornalismo, com calúnia e difamação”.

Assim falou... José Dirceu

“Quase não acreditei que era verdade que um jornal com a responsabilidade do The New York Times publicasse uma matéria que é ofensiva ao Brasil e à instituição da Presidência da República. É uma matéria grosseira. Todo brasileiro deveria repudiá-la.”

Do ministro-chefe da Casa Civil, que estuda com o ministro Thomas Bastos (Justiça) a possibilidade de processar o jornal americano.

Lula, o álcool e o New York Times

Poucas coisas são tão aborrecidas e inúteis quanto esse bochicho sobre os hábitos etílicos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Digamos que fosse abstêmio. Mudaria alguma coisa? Não tem jeito: o texto do NYT é uma besteira, que só vai parar no jornal porque ao gosto do puritanismo americano e porque adequado ao atual estágio de deterioração da imagem pública do governo Lula.

Irresistível a tentação de lembrar: George W. Bush era um beberrão irresponsável, ao menos é o que se diz dele em seu próprio país. Para má sorte do mundo, parou de entornar e se ligou a uma versão pervertida do cristianismo, ajoelhando-se no altar da extrema direita religiosa. E faz o que faz. O álcool poderia ter livrado o mundo de Bush.

No porre seco, o homem mentiu para ao mundo para invadir o Iraque e agora mantém um facinoroso como secretário da Defesa. Fosse verdadeira a predileção de Lula pela Pirassunga 51, poderia, dia desses, acordar invocado e despachar algumas caixas para o seu colega americano. Quem sabe a caninha conferisse ao outro algum juízo... No mais, e voltando ao Brasil, fica a dúvida: o governo é mais perigoso quando está sóbrio ou quando, eventualmente, está de fogo?

* A coluna é produzida pelo site Primeira Leitura -- www.primeiraleitura.com.br

Revista Consultor Jurídico, 11 de maio de 2004, 14h27

Comentários de leitores

2 comentários

Se todos os problemas do governo se resumissem ...

Zaira Pernambuco ()

Se todos os problemas do governo se resumissem ao fato do Presidente Lula gostar de "umas e outras", não haveria problemas. Me admira é um jornal supostamente sério como o NYT publicar uma reportagem deste calibre, que resvala para o mexerico puro e simples. Que coisa não, basear-se na coluna do Jornalista Cláudio Humberto (por demais suspeito por nunca haver se preocupado com outros hábitos pouco saudáveis de seu ex-chefe Collor) e na coluna do Mainardi, que é engraçado mas não diz coisa com coisa e de outros jornalistas notoriamente avessos ao governo do PT. Bem, de qualquer forma se a administração estivesse boa, se o país estivesse crescendo e os empregos aumentando, isso seria motivo de piada para os brasileiros, de resto muito pouco puritanos quanto a essas questões, ao contrário de nossos irmãos do norte.

Se existe nesta estória um presidente alccólatr...

da Cruz Gago (Advogado Autônomo - Tributária)

Se existe nesta estória um presidente alccólatra, ele não mora em Brasília, mas sim em Washington, fato público e notório. A parte mais decepcionante desta estória, é assitir a imprensa norte americana, de "rabo preso" a um governo de incompetentes, de moral altamente duvidosa, haja vista o ocorrido no Afeganistão e principalmente no Iraque. Que vergonha devem possuir os jornalistas sérios dos EUA, perante esta situação. Onde mora a imprensa livre dos EUA? Na White House? Enfim, tudo isto na realidade são efeitos colaterais, de um governo americano que se vê confrontado, finalmente, com um governo brasileiro, que não tem o "rabo preso". Como não podem criticar oficialmente o Lula, porque as implicações seriam muito mais danosas do que têm sido até agora, usam-se da imprensa "marron" dos EUA, camuflada de livre e democrata. Segundo parece o jornalista autor da matéria é o correspondente no Brasil do New York Times, creio que também, a sua expulsão do país de forma definitiva, por motivo de ser "persona non grata" seria uma medida adequada de imediato. Como é bom, gostoso e sadio ver a "máscara" da "liberdade" e da "democracia" norte americanas caírem dia a dia. Deveriam os senhores ter aprendido com a história, que nenhum império dura para sempre. Desejo-lhes sinceramente uma salutar e franca descida............ até ao 0 (zero).......

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