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Novo recorde

Exame da OAB paranaense registra 86% de reprovação dos candidatos

De 2.366 inscritos, apenas 335 candidatos foram aprovados no mais recente Exame de Ordem da seccional paranaense da OAB. O índice de reprovação é de 86%, pior percentual registrado desde que o teste foi oficializado no Paraná, há oito anos.

O presidente da seccional do Paraná, Manoel Antonio de Oliveira Franco, comunicou o resultado nesta quinta-feira (6/5) ao presidente nacional da OAB, Roberto Busato. Para Manoel Franco, o baixo índice de aprovação é reflexo direto das deficiências de parte dos 61 cursos jurídicos existentes no Estado.

"Muitas faculdades têm características meramente mercantis, não oferecem qualquer condição de preparar o aluno para uma prova como essa ou para concursos em que a concorrência é grande”, afirmou.

A OAB paranaense realiza três exames por ano (cada um composto de duas etapas), nos meses de abril, agosto e dezembro. Dos inscritos no último exame, 58,79% passaram na primeira etapa, que tinha questões objetivas, e somente 14,16% obtiveram aprovação na segunda fase, de avaliação prática, e vão receber a carteira de advogado. Em 2003 a média de aprovados neste mesmo exame ficou em 24%. Nos anos anteriores, variou entre 40% e 50%.

De acordo com as estatísticas da seccional, cinco cursos concentram o maior número de aprovações, o da Faculdade de Curitiba - líder no total de candidatos aprovados - da Universidade Federal do Paraná, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Essas cinco faculdades paranaenses estão entre os 60 cursos de Direito que obtiveram o selo de qualidade da OAB e que, por essa razão, figuram no "OAB Recomenda". Além dessas cinco faculdades, também recebeu o selo de qualidade da OAB no Paraná a Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro, em Jacarezinho.

O altíssimo índice de reprovação no último exame de Ordem do Paraná supera de longe os percentuais divulgados até o momento por outros Estados. Em Tocantins, a média de reprovação na última edição do exame foi de 79%. Em Goiás e no Pará a média foi de 75,68% e 70%, respectivamente. (OAB)

Revista Consultor Jurídico, 6 de maio de 2004, 9h44

Comentários de leitores

3 comentários

Ser reprovado no exame de Ordem, não impede o B...

Alvaro Benedito de Oliveira (Advogado Autônomo)

Ser reprovado no exame de Ordem, não impede o Bacharel em Direito de exercer outra função ligada ao direito ou mesmo prestar concurso para o Ministério Publico ou Delegado de Policia, assim sendo deverão os Srs. bachareis se atualizarem e optarem por carreiras a que se adaptem mais facilmente, ou então se especializarem tentando nova inscrição junto a OAB.

Particularmente, no Estado da Bahia, até 2001 e...

Dr. Eraldo Tadeu da Silva (Advogado Assalariado)

Particularmente, no Estado da Bahia, até 2001 existiam apenas duas Universidades: A Católica e a Federal que juntas ofereciam 80 vagas/ano no curso de Direito. Até ai a OAB, cuja postura não se discute, não organizava nacionalmente provas, cujos índice de reprovação em São Paulo, Goiania, Tocantis, etc, chegam a aproximadamente 80%. Isto porque, salvo melhor juizo, não interferia nos interesses da classe dominante de plantão - oriunda de colégios com alto padrão de qualidade de ensino - ocupavam de logo as 80 vagas - ficando os descamisados, como dizia o então Presidente Fernando Collor de Mello, examatamente como estão hoje os desempregados no Brasil - expostos à exclusão cultural e social. Se efetivamente há interesses da Ordem em moralizar o ensino jurídico no País - que atue junto ao Ministério da Educação - para que possibilite uma fiscalização efetiva do corpo docente das Universidades de Direito - (verificando conteudo programático das matérias, os títulos dos professores, etc),que hoje democraticamente - abrem às portas para os descamizados, e justamente são condenados à morte - por alegação de alguns timoneiros de aguas turvas - de colocarem muitos operadores de direito no mercado - ensejando, dessarte, uma concorrência acirrada.

O regime de disputa não é esse. É Saber qual o ...

kako (Estudante de Direito - Ambiental)

O regime de disputa não é esse. É Saber qual o estado possui o pior ensino jurídico do país.

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