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Porta de saída

Anamatra: juízes trabalhistas decidem retirar-se da AMB.

Cerca de dois mil juízes trabalhistas brasileiros, entre ativos inativos, podem começar uma grande debandada da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB). A decisão pela desvinculação foi tomada nesta terça-feira (4/5) em encontro da Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas (Anamatra), em Campos do Jordão (SP).

Dos 24 presidentes de associações regionais (Amatras), que representam os 3.200 juízes trabalhistas do país, 17 votaram pela saída da AMB e 7 pela continuidade. Os que se manifestaram contra a ruptura (SP, RJ, PR, SC, RS e ES) argumentaram que o momento não é o mais indicado por sugerir eventual divisão na classe, quando se vota a reforma do Judiciário no Congresso. Os favoráveis ao desligamento não se sentem representados pela AMB.

Caso os trabalhistas sigam, individualmente, a decisão das lideranças, a AMB emagrecerá dos atuais 15.800 representados para menos de 14 mil juízes, entre ativos e inativos. As associações regionais que votaram contra a separação não vão recomendar a seus integrantes a desvinculação. O resultado da votação, anunciado na manhã desta quarta-feira, foi precedido de assembléias regionais nos estados.

O presidente da AMB, Cláudio Baldino Maciel, aposta que a maioria dos juízes trabalhistas se manterão ligados na entidade. (Clique aqui para ler a opinião de Maciel sobre o assunto)

Cinco anos atrás, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), adotou a mesma iniciativa. Hoje, dos 1.300 juízes federais associados à entidade, menos de 100 continuam ligados à AMB.

Um fator da divisão é o fato de que a AMB é basicamente composta pela magistratura estadual, cujos representantes somam mais de 12 mil associados. Esse predomínio faz com que, quando há conflito de interesses, prevaleça, naturalmente, a vontade da maioria.

Atualmente, pelo menos 600 juízes trabalhistas não são vinculados à AMB. Dos outros 2.600 sócios efetivos da Anamatra, o presidente da Associação, Grijalbo Coutinho, calcula que 60% marcharão para o desligamento. Segundo Coutinho, mais de 95% da carreira apontam a Anamatra como sua primeira entidade, em termos de representação.

Revista Consultor Jurídico, 5 de maio de 2004, 18h06

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