Procurador acusa colegas de omissão para obter liminar

30/06/2004 22:01Silvia F. Tomacchini ()Presto minha solidariedade ao procurador Valois...
Presto minha solidariedade ao procurador Valois de Souza e ao juiz Mazloum pelo que vêm passando, tudo porque queriam apenas que supostos crimes de grampos ilegais de policiais fossem investigados.
30/06/2004 21:37Robson Reis ()Esquadrão da Morte, é exatamente esta "má" lemb...
Esquadrão da Morte, é exatamente esta "má" lembrança que vem a cabeça enquanto acompanho o desenrolar desta Operação Anaconda. Enquanto o "esquadrão" tratava de eliminar seus desafetos e quem fosse contra o esquema então instalado, hoje, temos uma "cobra-brasiliense" que com seu veneno e sua fúria está conseguindo, através de um "esquadrão" do MPF, desestabilizar o próprio MPF, tenta enfraquecer o Judiciário, coloca as policias em situações constrangedoras, acusam inocentes e culpados ao mesmo tempo sem se preocuparem com a dignidade, com a família e com o direito. A grande imprensa, desta vez, fez o papel de investigadora, que deveria ter sido feito pelo órgão competente, mas parece que foi incompetente. Agora só resta ao Judiciário reverter esta situação com dignidade e coragem, restaurando assim o direito e a dignidade.
30/06/2004 16:23Eduardo Rocha ()Achei interessante a matéria do site Debate Jur...
Achei interessante a matéria do site Debate Jurídico, que disseca a Anaconda cega. Ei-la, em resumo, pois este espaço de comentários suporta apenas 2.500 caracteres. DJ 29/06/04 Anaconda Juízes Mazloum não venderam sentença, admite procuradora Ao Jornal da Tarde, a procuradora Janice Ascari descartou venda de sentença pelos juízes Ali e Casem Mazloum Uma matéria que ocupou meia página do Jornal da Tarde (23/6, Caderno A 12) foi o suficiente para a repórter Rita Magalhães desvendar mais uma faceta da famosa Operação Anaconda, uma investigação da Polícia Federal, com participação do Ministério Público Federal, que resultou em rumoroso processo criminal movido pelas procuradoras regionais da República Janice Agostinho Barreto Ascari e Ana Lúcia Amaral contra juízes federais, advogados, delegados e empresários. . Em seu depoimento à desembargadora Therezinha Cazerta, o policial revelou que as conversas interceptadas não foram checadas “para não atrapalhar o sigilo da operação”. Revelações - Ao ser questionado se os investigadores da Operação Anaconda colheram alguma prova de que os juízes Casem e Ali Mazloum receberam dinheiro ou favor em troca de decisão favorável, a resposta do policial Antonio Pereira da Solidade foi clara, direta e seca: não. Limitando-se a afirmar que os juízes Mazloum “aproveitam-se da função jurisdicional para proteger os interesses ilícitos da quadrilha”, a verdade é que a denúncia do MPF, segundo observado pela reportagem do JT, não discrimina quais vantagens ou favores ilícitos os magistrados obtiveram pela suposta ligação com a alegada quadrilha. Questionada também a respeito pelo Jornal da Tarde, a procuradora regional Janice Ascari reconheceu que os juízes Mazloum não venderam sentença. Mais revelações - O Ministério Público Federal acusou o juiz Ali Mazloum de ameaçar o policial Wendel Benevides Matos, que trabalhou nas investigações envolvendo Ari Natalino. Para que alguém seja processado por crime de ameaça, a lei exige o pedido da vitima neste sentido. Isto, no entanto, não aconteceu. Ao ser ouvido no TRF, o policial Wendel esclareceu: “Não, não pedi ‘eu quero processar o doutor Ali Mazloum’, não. (...) Não pedi processo para ninguém”. Foi também o próprio Wendel que afirmou à desembargadora Therezinha Cazerta que “achava justa” a exigência do juiz Ali Mazloum.
30/06/2004 16:20Marco A. Oliveira ()Quem lê algumas manifestações, especialmente co...
Quem lê algumas manifestações, especialmente contra a chamada Operação Anaconda, tida como "desmascarada", "farsa", etc...vai pensar que não houve o RECEBIMENTO DA DENÚNCIA CONTRA VÁRIOS RÉUS, por um órgão colegiado do Poder Judiciário, estando vários deles presos, após análises de diversos HCs junto ao STJ e STF. Por estes comentários, parece que tudo não passou de manobras da Polícia Federal e MPF para prejudicar algumas pessoas - será que inventaram as conversas interceptadas (algumas gravíssimas)? Será que se passaram pelos investigados, para comprometê-los? O fato é que indícios de autoria e materialidade foram colhidos e, se não forem comprovados em Juízo, haverá a absolvição (a despeito das pressões, ainda temos Judiciário). Se foram cometidos excessos, igualmente as "vítimas" deverão se socorrer da lei. O que não se pode é, de antemão, e sabe-se lá por quais motivos, tentar desacreditar toda uma investigação que gerou frutos inegáveis.
30/06/2004 15:32Willians Duarte de Moura () Ora, ora. Este é o Ministério Público que qu...
Ora, ora. Este é o Ministério Público que quer ter o direito a perpetrar investigações... Parte interessada que é, apenas as investigações que lhe favorecem devem ser feitas. Outras apurações, contra os seus interesses, devem ser "engavetadas"!!! Obstinados a sustentar a qualquer custo a denúncia da desmascarada "Operação Anaconda", os Procuradores, pelo visto, empenham-se, até, em "esquecer" possíveis crimes. O que se quer esconder?
30/06/2004 15:23Samira F Huris () Na semana passada, participei do simpósio na...
Na semana passada, participei do simpósio nacional sobre prerrogativas profissionais dos advogados e tive o privilégio de ouvir, dentre outros, os mestres Miguel Reale e Ariel Dotti. O primeiro, sobre investigação criminal, frisou que o MP quer apenas o poder, pois muitas vezes, a atuação de seus membros é exercida para não apurar fatos, de acordo com interesses. Outras vezes, a atuação do MP não é dirigida para apurar a verdade, mas para obter condenações a qualquer custo. O professor René Ariel Dotti condenou distorções promovidas por membros do MP nas investigações, aliado com parte da imprensa, com a conivência, às vezes, do próprio Judiciário. Chama essa atuação de "esquadrões de justiciamento sumário". A matéria veiculado pelo Consultor demonstra a veracidade das sábias palavras daqueles dois grandes conferencistas. Essa é a realidade nua e crua do que está ocorrendo hoje. O MP quer ser hoje o único poder e vem ocupando todos os espaços vazios deixados pela total ausência e omissão do Poder Judiciário. Quem ousa contrariar esses "esquadrões" é perseguido. Isso fica claro quanto ao juiz Mazlom e procurador Valois, citados na matéria. A Ordem dos Advogados do Brasil, o Congresso Nacional, as entidades de direitos humanos, a sociedade organizada, devem agir, imediatamente, para impedir o avanço desse Estado Totalitário. Volto a repetir que passou da hora de se instalar a CPI do Ministério Público. É preciso aprovar, urgentemente, o controle externo do MP e do Judiciário. O Supremo Tribunal Federal, por outro lado, não pode mais se omitir. Se os demais tribunais deste país se curvaram, cabe a esta Corte mostrar ao povo brasileiro, ao Executivo e, especialmente ao MP, que ainda existe Constituição, leis e homens sérios neste País.
30/06/2004 14:47Claudia Corrêa ()Fica claro que a mesma armação que fizeram cont...
Fica claro que a mesma armação que fizeram contra o juiz Ali Mazloum, porque quiz esclarecimentos sobre crimes praticados por policiais federais, agora estão fazendo contra um Procurador que estava querendo apurar o mesmo fato. Um Poder Judiciário independente poderia dar um basta a estas perseguições.
30/06/2004 13:56Paulo Alcantara R. Machado ()O juiz Ali Mazloum apurou a existência de gramp...
O juiz Ali Mazloum apurou a existência de grampos ilegais e vazamento de informações sigilosas. Quis apurar a autoria e acabou sendo processado e afastado do cargo. Agora um valente Procurador da República, Cristiano Valois, chegou à conclusão que o juiz tinha razão. Quis também apurar quem é o autor dos grampos ilegais e vazamento de informações sigilosas. Também agora está recebendo essa carga violenta de perseguição... Quem os Procuradores Regionais querem proteger? Porque essa extremada preocupação em barrar as investigações? E a justiça federal, dócil, deixando a injustiça rolar...

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