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Primeira Leitura

Avaliação positiva do governo caiu 5,2 pontos, diz pesquisa.

Descendo a rampa 1

Segundo a pesquisa CNT-Sensus, de maio para junho, a avaliação positiva do governo caiu 5,2 pontos (de 34,6% para 29,4%), e a negativa cresceu 4,1 pontos (de 20% para 24,1%). A aprovação do desempenho pessoal de Lula caiu 6,1 pontos (60,2% para 54,1%), e a desaprovação subiu 5,2 pontos (32,4% para 37,6%). O quadro é mais do que preocupante.

Descendo a rampa 2

FHC nunca atingiu esse patamar no primeiro mandato (1995-1998). Há cidades, como o Rio, onde a avaliação negativa (25,3%) do governo Lula já supera a avaliação positiva (23,6%). Uma pergunta dá a pista do que vai pela alma dos brasileiros.

Para 70,4% dos entrevistados, a criação de empregos era a principal promessa de Lula. Nada menos de 66,9% continuam achando que esse é o maior problema por resolver.

Brigando com os números

Não custa lembrar que o governo Lula vem trombando com o IBGE, que aponta um índice de desemprego de 13% no país. O Planalto brande os números do Caged, que contestariam a realidade do enorme desemprego. O cadastro está longe de ser um critério científico para avaliar a situação do emprego, mas o governo prefere ficar com números que lhe são satisfatórios.

Não adianta...

Ocorre que propaganda oficial pode conseguir criar esferas de sensação de que tudo está caminhando para o melhor. Mas, de fato, não gera emprego. Por mais que o cidadão comum fique exposto à propaganda, a verdade é que a realidade se impõe.

Vaia

Nos corredores do poder, nesta terça, petistas já tentavam desqualificar como coisa menor as vaias recebidas por Lula no velório de Brizola: “Esperar o que dos brizolistas?”, indagou um deles. Ocorre que gente que vaia sempre será alguma coisa.

Os petistas, por exemplo, vaiavam FHC, não é? De resto, se os que hostilizaram Lula ainda seguiam um último sinal de seu mestre político, é de se supor que o tenham seguido na recomendação do voto a Lula. Logo, brizolistas ou não, os que protestaram nesta terça eram eleitores de... Lula. E estão descontentes, como, de resto, evidencia a pesquisa CNT-Sensus.

Que coisa!

Guido Mantega (Planejamento) não deixa de ser o ministro mais engraçado do governo Lula. Nesta terça, ao falar num fórum de infra-estrutura, lamentou o que seria a má sorte dos governos: as coisas vão caminhando bem, até que chega uma onda ruim e arrasta tudo. Considerando que o ministro não é um filósofo do estoicismo, torna-se logo candidato a ser o rei da tautologia. Na verdade, Mantega quer dizer que tudo vai bem até a hora em que começa a ir mal.

Ora, ora...

Em entrevista ao programa Roda Viva, ao ser confrontado com números que indicam que o governo Lula é ainda mais conservador do que o governo FHC na administração da economia, Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula, disse que isso se deve ao fato de que o atual presidente encontrou a casa desarrumada. E emendou: “É claro que preferíamos ter encontrado tudo certinho”. Pergunta: se tudo estivesse certinho, Lula para quê?

Assim...

Então, é de se concluir que Lula só foi eleito porque a população acreditava haver o que corrigir. Não sabendo como, o PT extremou o conservadorismo que herdou e atribuiu a decisão à herança, aquela mesma que lhe impunha a mudança. É um estupro da lógica.

Assim falou... César Maia

“O século 20 na política terminou com a morte de Brizola.”

Do prefeito do Rio (PFL), referindo-se à morte do líder trabalhista

Tudo é história

Quando voltou do exílio, Brizola ainda acreditava poder unir-se a Lula numa espécie de frente de esquerda (sob a sua liderança, é claro!) para enterrar o regime militar e impor um programa de caráter nacionalista.

Encontrou-se com o então quase ex-sindicalista e já quase futuro político. Decepcionou-se. Viu em Lula um “conservador”, excessivamente preso ao obreirismo e sem visão estratégica para o país. Era o início de uma relação de amor e ódio que jamais se estabilizou. Lula no poder, o gaúcho o viu executar justamente o programa contra o qual ele, Brizola, sempre lutou. Morreu convicto de que estava certo desde o primeiro encontro...

* A coluna Primeira Leitura é produzida pelo site www.primeiraleitura.com.br

Revista Consultor Jurídico, 23 de junho de 2004, 11h13

Comentários de leitores

1 comentário

A avaliação de Lulla caiu? Na Agência Folha pe...

Paulo Calmon Nogueira da Gama (Procurador de Justiça de 2ª. Instância)

A avaliação de Lulla caiu? Na Agência Folha pesquei a notícia abaixo: "Fisiologismo Freire disse à Folha Online estar "incomodado" com a fato de que deputados pró-governo, alguns deles do PPS, tenham mais recursos para emendas. Os 266 deputados federais que votaram favoráveis à proposta do governo de um salário mínimo de R$ 260, no dia 2 de junho, tiveram suas emendas parlamentares empenhadas em valores duas vezes superiores ao destinado ao grupo de 167 deputados que apoiou a proposta de R$ 275, defendida pela oposição. "O partido está muito incomodado com a posição desses deputados [que recebem mais recursos para emendas por votarem favoravelmente ao governo]. Alguns [outros deputados] estão incomodados por estarem assistindo a algumas coisas desagradáveis: a liberação de emendas. Tenho recebido com muita indignação", declarou." A avaliação de Lulla caiu?

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