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Direitos e deveres

Jornal do Brasil tem direito de demitir Alberto Dines

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Chegando aqui na revista Consultor Jurídico atrás de coisas para minha filha, também jornalista, encontrei a matéria do jornalista Alberto Dines e comentários.

Reparei que os advogados são menos imprecisos que os jornalistas, pelo menos separam alhos e bugalhos. Não confundem muito a liberdade de imprensa com os direitos e deveres de empregados e empregadores.

Dines, que não é empregado, é colunista, publicou no Observatório matéria criticando o Jornal do Brasil. Não precisaria nem ser jornalista para fazer isso -- embora seja há décadas um dos melhores do país.

Mas o JB tem o direito de demitir o colunista por ter feito críticas -- que não se restringem à cobertura da rebelião. Chama de pilantragem o patrocínio de um caderno ligado ao seminário de segurança. Evento que é feito por empresa do grupo e não pelo jornal. Pode ou não ter cabimento, mas pilantragem é depreciativo, para dizer o mínimo.

Entra em méritos, como o tamanho da chamada da matéria, que ele acha pequena na primeira página. Colunista não tem que passar por cima do pessoal da redação para decisão sobre fechamento de primeira página.

Nem é tão descabida assim uma chamada pequena na capa de um jornalão, que circula no dia seguinte dos fatos, tratados à exaustão pelo noticiário eletrônico da noite anterior, e antes disso "coberto" pelos datenas da vida na boca da noite, com motolinks, helicópteros, câmeras e microfones na cara de parentes de presos.

As críticas mais equivocadas, ufanistas, vêm especialmente dos estudantes de jornalismo e dos jornalistas ideologicamente mais gasosos, achando que não temos liberdade de imprensa no país e ladainhas adjacentes.

Não reparam que Dines não foi processado. Foi desligado do emprego, e pode ter sido sem justa causa, tanto faz, o que também não compromete a liberdade de expressão.

Se alguém sai perdendo é o JB. E Dines, o que não acredito, pois ele é muito competente e vivo, sabe direitinho o que anda fazendo. Soube da fofocagem do site Comunique-se que ele teve o fee abaixado em dois terços, informação do editor dele lá num bate boca nos comentários da matéria.

 é jornalista

Revista Consultor Jurídico, 14 de junho de 2004, 19h59

Comentários de leitores

11 comentários

fique sossegado, professor. jamais repetiria a ...

Juca Kfouri ()

fique sossegado, professor. jamais repetiria a mesma observação.

Apresso-me em retificar " colunista" em vez de...

Marco Aurélio Moreira Bortowski ()

Apresso-me em retificar " colunista" em vez de "colulista", antes que a pena do jornalista Juca o faça. a) Marco Aurélio M. Bortowski

O ilustre jornalista e colunista Juca, pessoa q...

Marco Aurélio Moreira Bortowski ()

O ilustre jornalista e colunista Juca, pessoa que não tive a honra de conhecer pessoalmente, tem humor fino, mas a sua pena é, lastimosamente, provocante e inquieta. Desta feita, respondo: dei o assunto por encerrado, pois creio, firmemente, que esse debate é, a esta altura e pelo rumo que se está a palmilhar, estéril e inútil. O colunista em apreço não me convenceu que sua tese tem suporte científico e, sobretudo, na vida. Apenas, a minha irresignação tem fulcro no desencontro de posições que tivemos acerca do tema. Continuo a pensar que o emérito colulista e periodista não tinha nenhuma necessidade de escarnear, com nítido tom de desprezo , a posição que eu e outro comentarista adotamos a respeito do episódio em pauta. Não vou mais responder, tampouco tocar no assunto, em respeito próprio e dos demais comentadores desse prestigioso veículo de comunicação. Se essa atitude é demonstração de radicalismo e negação de a minha condição de defender e aceitas as opiniões alheias, não há nada o que fazer... a) Marco Aurélio Moreira Bortowski.

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