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Caso Banestado

CPI mista investiga desvio de reservas brasileiras via Banestado

Uma bomba investigativa é prenunciada na CPI mista que apura a lavagem de dinheiro a partir do Banestado de Foz do Iguaçu: reservas brasileiras da ordem de bilhões teriam entrado na dança de lavagem de dinheiro. “Estamos investigando a aplicação dessas reservas brasileiras casadas com investimentos no Brasil onde a diferença de juros recebidos e de juros pagos é muito, muito grande mesmo”, disse à revista Consultor Jurídico o relator da CPI, deputado federal José Mentor.

Investigações promovidas pela CPI mista revelaram que em 4 anos, até 1999, teriam sido lavados a partir do Banestado de Foz do Iguaçu US$ 32 bilhões. Mas outras investigações, após 1999, tocadas pelo delegado federal José Castilho Netto, indicam que o montante lavado é da casa de US$ 140 bilhões.

Na próxima terça-feira (15/6), adianta o deputado José Mentor, a CPI se reúne em Brasília para “arredondar questões e a aprovar o novo calendário das investigações”. Isso compreende deliberar visitas-surpresa dos membros da CPI nas seguintes cidades: Manaus, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Fortaleza.

“O sentimento da CPI é que os valores ainda continuam saindo irregularmente e entrando regularmente no Brasil, revestidos de legalidade, como empréstimos e compra de imóveis. Há ainda várias outras formas sendo investigadas, em importações, exportações, sub-preços, aplicação de reservas brasileiras, uso de trading companies, empresas de factoring. Vamos muito logo sugerir alterações na legislação para coibir essas novas formas de lavagem de dinheiro”, diz José Mentor.

Revista Consultor Jurídico, 11 de junho de 2004, 16h10

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