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Número de reprovados no exame da OAB de SC bate recorde

O número de aprovados no último exame de Ordem da OAB de Santa Catarina é o mais baixo de toda a história da entidade no estado. Dos 1.809 bacharéis em Direito que se inscreveram no teste, apenas 231 conseguiram ser aprovados – o correspondente a 12,77% dos candidatos.

O percentual de aprovados, na opinião do presidente da Comissão de Exame de Ordem da OAB-SC, André Opilhar, segue a tendência que vem se registrando nos demais estados brasileiros e que ilustra a baixa qualidade dos cursos jurídicos.

"Esses números são um dado alarmante, que comprova a justa preocupação da OAB em alertar a sociedade e os poderes competentes para que se adotem critérios mais rígidos para a criação de novos cursos no país", diz Opilhar.

Nos últimos dez anos, o número de faculdades de Direito no Brasil saltou de 270 para mais de 700. O índice de reprovação em Santa Catarina -- de 87,23% -- superou a média de 74% registrada nos outros estados.

O exame de Ordem da OAB-SC é realizado duas vezes por ano e é composto de duas etapas: uma objetiva, com 80 questões, e outra prática, em que o inscrito opta para qual área do Direito deseja realizar a prova. O teste foi realizado pela Seccional de Santa Catarina nos dias 8 e 9 de maio, com provas aplicadas nas cidades de Florianópolis, Chapecó, Criciúma e Joinville.

De acordo com a Comissão de Exame de Ordem da OAB-SC, o resultado final do exame ainda pode ser um pouco alterado, uma vez que o prazo de apresentação de recursos à Comissão de Exame de Ordem começa hoje e se encerra no dia 9 de junho.

Revista Consultor Jurídico, 7 de junho de 2004, 16h18

Comentários de leitores

8 comentários

Obs: no meu texto acima coloquei que sou Bachar...

Marco Aurélio da Silva ()

Obs: no meu texto acima coloquei que sou Bacharél, isso porque já passei em tudo.O que quis dizer com formar, é a entrega do diploma e a festa de formatura.

Me formo agora em julho, e irei fazer a prova e...

Marco Aurélio da Silva ()

Me formo agora em julho, e irei fazer a prova em Florianópolis(SC) , pois, sou natural daqui e também resido aqui nesta cidade. O que tenho a dizer é que a falha não está nas Universidades de Ciências Jurídicas e sim nos alunos, que estudam muito pouco fora da sala de aula, pelo menos eu e os que eu conheço são assim. Eu por exemplo, acho que deveria ter estudado muito mais fora da sala de aula, já que dentro da sala de aula,me considero um excelente aluno e tenho certeza que os professores também, sendo que, alguns já fizeram esse comentário. Só que isso só não basta, é preciso também estudar em casa. Se eu não passar, a culpa é só minha e tenho que assumir isso, ao invés de culpar a instituição, que no meu caso é particular. É claro que existem falhas, mas cabe a mim, procurar a solução. A única desculpa esfarrapada que posso dar é que fiquei doze anos sem estudar e então não tinha o hábito do estudo em casa, e como já relatei, na sala de aula sempre fui um excelente aluno. Me sinto imensamente realizado por me tornar Baicharél e sei que vou conseguir os meus objetivos. O que mais me deixa entusiasmado é que já adquiri todo uma técnica de raciocínio jurídico na universidade e então só me resta relembrar a matéria e intensificar minhas leituras. Tenho absoluta certeza que meus cinco anos de faculdade não foram em vão, já que obtive conhecimentos, exercitei minha inteligência e me tornei um melhor cidadão.

Com relação a matéria "Número de reprovados no ...

Floriano Peixoto ()

Com relação a matéria "Número de reprovados no exame da OAB de SC bate recorde", fora a hipocrisia reinante, algumas observações devem ser feitas: 1. É clara e notória a intenção da entidade em ter o monopólio da abertura e fechamento de cursos de direito, agora com o apoio do ministro da educação Sr. Tarso Genro. 2. Um curso que é reconhecido pelo Ministério da Educação deveria formar profissionais advogados e não apenas bacharéis, já que não existe no Brasil a profissão de bacharel em direito. 3. A aplicação de tal exame não priva a sociedade dos maus profissionais, em que o próprio mercado faz a seleção. 4. Em algumas seccionais os bachereis reprovados foram alunos nas faculdades, de seus próprios avaliadores. 5. A preocupação da entidade deveria estar sim na proliferação dos cursinhos preparatórios para exame da OAB, que vem enriquecendo muita gente nesse mercado. 6. O lamentável nessa história toda é a omissão dos dirigentes das faculdades de direito.

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