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Imposto de Renda

Governo fixa redutor para Imposto de Renda de Pessoa Física de 2004

Um acordo estabelecido entre o governo federal e centrais sindicais, nesta terça-feira (1º/6), estabeleceu um redutor para a tabela do Imposto de Renda de Pessoas Físicas de 2004, que está congelada desde 2002.

Ficou acertada a adoção de redutor da base de cálculo do IR retido na Fonte no valor de R$ 100 mensais, a vigorar de agosto a dezembro, mais o décimo-terceiro salário. A faixa de isenção incluirá salários de até R$ 1.158.

Os demais contribuintes terão o mesmo redutor de R$ 100, independentemente da faixa salarial. Assim, quem ganha R$ 1.200, será tributado sobre R$ 1.100. O valor descontado cai, assim, de R$ 21,30 para R$ 6,30. A correção diminui na mesma proporção que aumenta o salário. O objetivo é beneficiar os contribuintes com renda próxima da faixa de isenção.

Na reunião, feita na residência oficial do presidente da Câmara João Paulo Cunha, o governo se comprometeu a encaminhar ao Congresso uma proposta de correção na tabela do Imposto de Renda para 2005.

Revista Consultor Jurídico, 1 de junho de 2004, 21h20

Comentários de leitores

8 comentários

É uma imoralidade não corrigir a tabela (estamo...

JA Advogado (Advogado Autônomo)

É uma imoralidade não corrigir a tabela (estamos falando em corrigir e não aumentar o valor). A voracidade estatal não tem limites. Exemplo clássico dessa fome fiscal é a tributação indireta sobre o ensino, quando nos limitam a descontar apenas R$ 160,00 mensais por dependente com educação, quando todos sabem que a mensalidade média das Universidades particulares no Brasil está em torno de R$ 800,00 (média, porque há escolas cobrando R$ 3.200,00 mensais nos cursos de Medicina). Logicamente a diferença entre um valor e outro é tributação indireta sobre o ensino.

Respondendo ao sr. F. Lima: os profissionais li...

O Martini (Outros - Civil)

Respondendo ao sr. F. Lima: os profissionais liberais, principalmente os advogados. PL em elaboração prevê que nas procurações apresentadas em juizo, o sejam em duas vias, uma sendo encaminhada para a RECEITA FEDERAL. Da procuração deverá constar os valores contratados - sobre o que incidirá o IR por estimativa, na alíquota máxima. Além, é obvio, do recolhimento na Fonte, também pela alíquota máxima, quando cliente for pessoa jurídica. Satisfeito?

Não se deixem enganar: a notícia pode não repre...

Célio Diniz ()

Não se deixem enganar: a notícia pode não representar redução no imposto. Se o governo apenas criar um redutor na base de cálculo do imposto retido na fonte, mas não mexer na tabela de descontos ou nas alíquotas, a soma total anual do imposto continuará sendo a mesma; aquilo que o contribuinte deixar de pagar na fonte, será apurado e pago na tabela de ajuste. Assim, o governo não está sendo "bonzinho", mas continua com sua política implacável de tributar ao máximo o trabalhador. Olho no projeto de lei: o governo não vai abrir mão dessa receita, vai apenas postergá-la.

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