Cinemas devem exibir filmes nacionais durante 63 dias

8/01/2004 11:40Rozemberg (Juiz Estadual de 1ª. Instância)Esse é o clássico exemplo do remédio que mata o...
Esse é o clássico exemplo do remédio que mata o paciente. Se o governo quer incentivar a produção de filmes nacionais, então deveria tomar medidas de auxílio à produção, como redução de impostos e/ou tratamento diferenciado aos trabalhadores e empregadores desse setor, ou ainda, medidas fiscais de apoio às empresas que financiassem o cinema nacional. Agora, empurrar porcarias na goela do povo brasileiro é o cúmulo do absurdo. Além disso, essa medida é uma indevida intervenção na atividade econômica, própria de períodos ditatoriais, não condizentes com o Estado Democrático de Direito. Quando o filme brasileiro é bom nós assistimos com prazer e os cinemas não têm se recusado a exibi-los. Eu adorei "Lisbela e o Prisioneiro", "Central do Brasil" (esse filme foi fantástico!) e tantos outros. Mas tem muito lixo por ai também e seria um desastre a exibição forçada disso.
8/01/2004 10:31LUÍS (Advogado Sócio de Escritório)Cinema não é concessão de serviço público. Logo...
Cinema não é concessão de serviço público. Logo, assim como assiste filme quem quer, o proprietário exibe nas suas salas aquilo que quiser. É completamente inconstitucional a medida. Além disso, é ridícula. Se nossos filmes não forem bons, não é o fato de uma lei determinar que sejam exibidos que alguém irá assistir. Façam um filme bom e ele será assistido no mundo todo... Essa palhaçada só vai aumentar a lotação das salas nos dias que os filmes estrangeiros forem exibidos e vai aumentar o custo dos cinemas, obrigados a exibir filmes com salas vazias. Custos que obviamente serão repassados ao consumidor. O Governo agora não quer mais subsidiar os incompetentes: quer que a iniciativa privada e o consumidor subsidiem. Lógico que quando alguém perde outro ganha, os apadrinhados do Governo. Se o Brasil não é bom de cinema mas é bom em agricultura, então vamos continuar a exportar alimentos e importar filmes. Isso é uma lei econômica. Se o Ministério Público funcionasse, iria entrar com ação de responsabilidade civil contra os danos ao consumidor causados por esta palhaçada.
7/01/2004 18:20Nijalma Cyreno Oliveira ()Não consegui formar opinião. Por um lado, a fa...
Não consegui formar opinião. Por um lado, a faceta intervencionista do Decreto me assusta, por achar que configura uma invasão à liberdade das salas de exibição. Mas por outro, o objetivo do Decreto é dos mais louváveis. Afinal, se dependermos dos Cinermaks e UCI´s da vida, não haverá espaço para o cinema brasileiro que tende a ser esmagado pelo cinemão americano. Acho apenas que, apesar do Decreto, uma anomalia continuará a existir: os sessenta e poucos dias anuais não serão preenchidos por obras inovadoras, alternativas e inteligentes, mas acho que, pelo menos nas grandes salas, a cota será destinada a Xuxa (e seus duendes); Didi e suas "trapalhadas"; padres cantores como o Marcelo e, agora, Sandy Leah e Durval L. (mais conhecidos como Sandy e Junior). Nijalma Cyreno - Advogado
7/01/2004 17:08Marcio Alabarce ()Fico decepcionado com a postura desse Governo. ...
Fico decepcionado com a postura desse Governo. No passado, medidas semelhantes foram o pretexto necessário para que os próprios exibidores preparassem filmes de baixíssimo nível, com o único objetivo de cumprir as metas do programa governamental. Não é preciso dizer que foram necessárias mais de duas décadas para que os profissionais do cinema (e ele próprio) renascessem e para que filmes como "Lisbela e o Prisioneiro", "O homem que copiava", "Carandiru" e, até (pasmem) a produção milionária da "Sandy e Júnior" se tornassem projetos viáveis. O protecionismo imposto pelo Governo às produções nacionais em nada ajuda filmes rodados com qualidade e profissionalismo. Pelo contrário, favorece apenas a incompetência de cineastas e produtores! Com essa mentalidade, parece ser inevitável que, nos próximos anos o cinema nacional continue produzindo "fuscas cinematográficos". É preciso amadurecer e andar pelos próprios pés.
7/01/2004 16:39Jose Cicero de Carvalho Brito (Praça do Exército)Tudo bem, agora não vou pagar pra ver um filme ...
Tudo bem, agora não vou pagar pra ver um filme nacional, financiado com nossos imposto, em estão deitadas em uma cama, paloma duarte, maité proença...fumando maconha e falando besteiras...temos que ter qualidade, que o diga os filmes: central do Brasil, Lamarca, O quatrilho, vidas secas(em preto e branco), dentro outros.
7/01/2004 16:12Alexandre de Souza ()É um absurdo a posição do Governo Federal. Não...
É um absurdo a posição do Governo Federal. Não é aceitável que os proprietários de cinemas sejam obrigados a exibir filmes, sejam brasileiros ou não. Existem alguns filmes brasileiros que são péssimos, outros não. É claro que precisamos valorizar o cinema nacional, mas essa não é a maneira correta.
7/01/2004 11:58Gustavo Galvão ()Utilizar artíficies do passado obscuro patrocin...
Utilizar artíficies do passado obscuro patrocinado pela ditadura tem sido cada vez mais o escopo do presente (des)governo (com o perdão do chavão). Reserva de mercado para arte??? Favor então invadir museus e decapitar quadros estrangeiros, esculturas imperialistas... ou proibir a leitura "elitizante" de autores alienígenas... Imposição NÃO! O que o cinema nacional precisa é, além de algumas obras de maior qualidade (não fazendo justiça às belícimas peças já rodadas e em cartaz) e de puro marketing. O único cinema jagunço que deveria atender isso é o do Alvorada, que assistiria produções de Xuxa, Renato Aragão, e outros mais.
7/01/2004 11:09Sérgio Niemeyer (Advogado Autônomo)Mais uma demonstração da falta de maturidade do...
Mais uma demonstração da falta de maturidade do governo, que repete os erros cometidos por seus antecessores. De nada adianta forçar uma reserva de mercado. Isto, ao revés, pode ocasionar graves prejuízos para as casas de exibição de filmes. O que garante o sucesso da industria cinematográfica é a qualidade do filme. O problema é que no Brasil não temos motes capazes de inspirar a criatividade de nossos cineastas. Nossas instituições são corruptas e em nada nos orgulha vê-las atuar, como ocorre nos EUA, por exemplo, em que há uma profusão de películas exaltando o bem contra o mal, reforçando a imagem decente da Polícia, da NASA, da CIA, da NSA, das forças armadas, dos magistrados, dos advogados e até mesmo dos políticos. É certo, não faltam críticas às ações reprováveis de membros dessas entidades, mas sempre enaltecendo a probidade e desqualificando a improbidade. Pergunto: e aqui, entre nós, quais os nossos motivos? Mudar a história e passar a aclamar de herói quem outrora fora bandido (v.g. Lampião)? Anote-se, quando o filme nacional tem qualidade, revela-se, invariavelmente, um grande sucesso de bilheteria. Há exemplos recentes que dispensam maiores comentários, tendo inclusive recebido indicação para o Oscar. O êxito da industria cinematográfica depende muito mais da competência com que é administrada do que de qualquer política paternalista que vise enfiar goela abaixo dos cinéfilos as produções nacionais. Já é passada a hora de amadurecer... (a) Sérgio Niemeyer
7/01/2004 10:52Eduardo Augusto Favila Milde (Advogado Assalariado - Empresarial)Empurrar os filmes brasileiro goela abaixo é do...
Empurrar os filmes brasileiro goela abaixo é dose!

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