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Pequenos gigantes

Emerenciano é advogado que mais assina ações trabalhistas em SP

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Nem Demarest, nem Tozzini, nem Pinheiro Neto. O escritório de advocacia que mais assina processos trabalhistas em São Paulo é o Emerenciano, Baggio e Associados. No levantamento feito pela revista Consultor Jurídico no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, ele aparece em primeiro lugar em ações de primeira instância, com 9.970 representações sob o nome do advogado Adelmo da Silva Emerenciano.

Na segunda instância, o escritório figura em terceiro lugar com 10.118 ações. O Emerenciano fica atrás apenas do atual chefe da Procuradoria de Tribunais do Trabalho e coordenador regional do Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Hermes Arrais Alencar (14.146) e do ex-chefe da mesma procuradoria Steven Shuniti Zwicker (10.683), que hoje atua na Procuradoria da República de Volta Redonda. Ambos representam as partes como advogados públicos.

Os números correspondem, em tese, a processos ativos em trâmite nas Varas do Trabalho, TRT ou Tribunal Superior do Trabalho. O sistema consultado admite apenas um advogado por processo. Já o cadastro correspondente à segunda instância pode contar com dois ou mais representantes para cada uma das partes.

Com 132 advogados, o Emerenciano se firmou como o maior escritório na área trabalhista depois de figurar como representante nas questões de Direito do Trabalho dos processos de privatização (a partir do governo FHC). À frente de empresas como Telefônica, Telemar, Eletropaulo e CPFL – Companhia Paulista de Força e Luz, em questões de conflitos na mudança do modelo estatal para privado, redução de direitos trabalhistas e de pessoal, mudanças de hierarquia e programas de demissão, o escritório viu o número de advogados crescer quase cinco vezes.

Hoje, a área trabalhista representa 40% do faturamento do Emerenciano, que também conta com especialistas em Direito Tributário, Societário, Energético, Ambiental, do Consumidor e Telecomunicações, entre outros. O escritório existe há 15 anos.

Na primeira instância, o escritório do advogado Antonio Rosella figura em segundo lugar, como representante de 7.239 processos. Procurado pela ConJur, Rosella não foi encontrado e o escritório preferiu não dar informações. Em terceiro lugar, está José Oscar Borges, do Advocacia Borges, com 6.519 ações trabalhistas. Com um corpo de 10 advogados, o escritório baseado em São Paulo tem como sócios a mulher de Borges, Judith Nahas, e os filhos Maurício Nahas e Neide Andréa Nahas.

A principal área de atuação do Borges é a trabalhista, e 99% das partes representadas são de trabalhadores das “mais diversas áreas e classes sociais”, segundo Maurício Nahas. O escritório também atua na área Cível quando existe a suposta culpa do empregador em acidentes de trabalho ou doenças causadas pela atividade exercida pelo funcionário.

Nos Dissídios Individuais, Coletivos, do Órgão Especial ou de Corregedoria, o primeiro colocado é Cássio de Mesquita Barros Júnior, do Mesquita Barros Advogados. Em seu nome, figuram 346 processos. Fundado em 1938, o escritório atua nas áreas trabalhista e previdenciária e tem entre seus clientes montadoras de automóveis, fabricantes de auto-peças, empresas de alimentação, dos setores energético, aéreo, químico, siderúrgico, de tecnologia da informação, bancos, entre outros. O Mesquita Barros conta hoje com 40 advogados.

Em segundo lugar figura, novamente, o nome de Rosella, com 335 ações. Em terceiro está o advogado Antonio Carlos Nobre Lacerda, do Martins, Lacerda e Kuyumdjian Advogados Associados. A posição é, segundo ele, mais fruto de sua atuação como advogado chefe do Departamento Jurídico do Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro e Similares de São Paulo do que por sua atuação no escritório. O sindicato possui cerca de 10 mil filiados, mas estima-se que o número de trabalhadores da categoria, aos quais o sindicato também representa judicialmente, chegue a 300 mil no estado.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 5 de dezembro de 2004, 8h29

Comentários de leitores

5 comentários

Mais de 20.000 processos para 132 advogados, do...

Alexandre Mauricio ()

Mais de 20.000 processos para 132 advogados, dos quais uma parte são de "Direito Tributário, Societário, Energético, Ambiental, do Consumidor e Telecomunicações, entre outros. " Realmente tenho minhas duvidas se UM profissional pode dar conta de cerca de 200 processos trabalhistas simultaneamente.

Parabéns ao escritório Emerenciano, Baggio e As...

Rodolfo Ferroni (Outros - Civil)

Parabéns ao escritório Emerenciano, Baggio e Associados - Advogados. O lamentável é que colegas ao lerem notícia de mérito à classe de advogados, sintam-se ofendidos. O que dá a entender é que a falta de ética está no fato de alguns desejarem o desprestígio dos próprios colegas de profissão, pois uma notícia ruim envolvendo um advogado não repercurte tanta crítica quanto as que ora estão sendo feitas. Senhores, a real falta de ética está na crítica feita a colegas que em razão do desempenho, do esforço e da COMPETÊNCIA, tiveram o trabalho reconhecido. Notícias boas assim não são mérito apenas ao escritório referido na matéria, mas sim à classe dos advogados que desta maneira aumentam o mérito da profissão. Colegas, sejamos éticos. O que pensam os senhores profissionais de outras áreas e os demais cidadãos, que vêem esse tipo de discussão entre colegas de uma profissão que em regra é composta por pessoas éticas, sérias e de respeito?

Parabéns ao Emerenciano, Baggio e Associados pe...

Ana Rita Finn ()

Parabéns ao Emerenciano, Baggio e Associados pela conquista. È gratificante saber que advogados com a competência dos associados deste escritório militam na tão desacreditada advocacia trabalhista. Quanto aos comentários acerca da questão ética estes estão equivodados pois inexiste qualquer infração ética em divulgar o sucesso dos profissionais do direito. Ora o trabalho realizado pelo consultor jurídico è voltado ao meio jurídico, tem cunho jornalistico, não se trata de matéria paga ou de auto promoção, portanto, não se trata de capatação de clientes o que é vedado pelo nosso código de ética.

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