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19 agosto 2004

Pedido de explicação

Ajuris vai interpelar advogado que criticou juízes gaúchos em artigo

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) vai interpelar o advogado Roberto Barbosa de Carvalho Netto, de Porto Alegre, por conta de um artigo de sua autoria, publicado na sexta-feira (13/8), na editoria de Opinião do Jornal de Comércio. As informações são do site Espaço Vital.

No texto, com o título O que temem os juízes, o advogado critica a anunciada implantação do horário reduzido de atendimento de advogados e partes, que entra em vigor no dia 1º de setembro. Ele trata das "pilhas de processos pendentes" e opina sobre a existência delas, apontando as causas.

Segundo o articulista, "são duas as razões. A primeira, é que cerca da metade dos magistrados empossados foram tidos como inaptos nos testes psicotécnicos e/ou psicológicos, mas assim mesmo foram admitidos. A segunda é o ócio. Tentem, por exemplo, encontrar um juiz em seu gabinete nas sextas-feiras".

Nesta quarta-feira (18/8), o Conselho Executivo da Ajuris aprovou o ajuizamento de uma notificação para que o advogado "prove o que alega quanto aos exames psiquiátricos realizados nos concursos de admissão de juízes".

O Tribunal de Justiça gaúcho preferiu não falar sobre o assunto. O desembargador Osvaldo Stefanello, citado no artigo de forma respeitosa e até saudosa, informou, por meio da sua assessoria, que "não vai se manifestar sobre o artigo".

Clique aqui para ler o artigo.

Revista Consultor Jurídico, 19 de agosto de 2004

Comentários

Comentários de leitores: 14 comentários

25/08/2004 12:02 Bruno ()
Gostaria de parabenizar nosso colega por ter ti...
Gostaria de parabenizar nosso colega por ter tido a coragem de expressar o que sentimos. Agora a OAB e nos mesmos, devemos nos unir para que nao aja nenhum tipo de sanção e que ele nao seja prejudicado em futuras demandas.
20/08/2004 03:50 Márcio Aguiar (Advogado Sócio de Escritório)
TENHO UMA IDÉIA A DAR A FIM DE QUE NOSSO COLEGA...
TENHO UMA IDÉIA A DAR A FIM DE QUE NOSSO COLEGA NÃO SEJA MASSACRADO NA AUDIÊNCIA PARA A QUAL FOI INTERPELADO A COMPARECER: É SÓ SOLICITAR AOS INQUISIDORES QUE MARQUEM A TAL AUDIÊNCIA PARA UMA SEXTA-FEIRA. AÍ NINGUÉM VAI ESTAR LÁ, A NÃO SER O COLEGA ADVOGADO QUE COMO TANTOS OUTROS TRABALHA DE SEGUNDA A SEXTA E, MUITAS VEZES, NOS SÁBADOS, DOMINGOS E FERIADOS! ABRAÇOS SOLIDÁRIOS!
19/08/2004 23:19 Fabio Guedes (Advogado Sócio de Escritório - Família)
Partindo da premissa que perguntar não ofende, ...
Partindo da premissa que perguntar não ofende, por qual razão a interpelação se restringiu, apenas e tão somente aos resultados dos exames psicológicos? E o aspecto do ócio remunerado às sextas-feiras? Devemos presumir que fato não impugnado é tido como fato inconteste???

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