Servidores da Justiça de SP decidem continuar paralisação

20/08/2004 16:49Robson Luís Hiath de Lima ()Por favor, alguém poderia me explicar qual é a ...
Por favor, alguém poderia me explicar qual é a diferença entre um Defensor Público da Paraíba e um Servidor do Judiciário de São Paulo? Eu só queria entender...
19/08/2004 21:13Robson Luís Hiath de Lima ()Enquanto advogados e funcionários públicos (gre...
Enquanto advogados e funcionários públicos (grevistas ou não) continuraem trocando farpas tanto será melhor para o TJ e o Governo do Estado... Convicção (uma qualidade admirável, diga-se de passagem) é algo que acredito ser da mais íntima natureza pessoal. E é justamente por isso que um grevista não vai convencer quem está decidido a ficar e vice-versa. Eu mesmo demorei cerca de uma semana para entrar no movimento, pesando os prós e contras. O irônico é que nenhum grevista conseguiu me convencer tanto quanto o próprio presidente do TJ, com aquela sua proposta ridícula de 12% na gratificação judiciária... Que de fato existem "grevistas de pijama" e aqueles que se aproveitam da ocasião apenas para "adiantar o seu lado" não é nenhum segredo... Assim como também é notório que existem diversos operadores do direito(?) que se valem da ignorância de seus clientes para ludibriá-los. Como se vê, é o caso típico do roto falando mal do esfarrapado. Como já dito anteriormente, não é o caso das categorias ficarem se digladiando - mesmo porque, um dia esta greve terá um fim (e peço a Deus para que sejamos atendidos) e todos terão de se encarar novamente todos os dias. Alguns pontos para reflexão: -Por que os servidores decidiram entrar em greve agora? Porque caso nos seja concedida agora a reposição, o TJ ainda estaria dentro do limite dos 6% qua a famigerada Lei de Responsabilidade Fiscal permite. Se esta enrolação de não conceder reajuste continuasse, a porcentagem de reposição (e por conseqüência os valores devidos) seriam cada vez maiores, comprometendo este limite. Isto significaria o fim de nossos direitos... -E por que não exonerar os grevistas? Que eles dêem lugar para quem quer trabalhar! (Ah, esta é clássica...) Mesmo que o TJ cometesse tamanha barbaridade, gostaria de saber como ele iria realizar DEZENAS DE MILHARES de procedimentos administrativos e com quais funcionários, se a grande maioria está parada... Ainda insistindo neste cenário ridículo: que ele contratasse este batalhão de novos funcionários... imagine por quantos anos iria se arrastar o processo seletivo...e que iria ensinar o serviço para eles? E, para acabar com esta "viajada na maionese": por quantos anos esse novo pessoal iria suportar sem o direito do reajuste(porque é evidente que o TJ também não irá querer saber deles também...)? Seria uma questão de tempo para todos nós assistirmos uma nova greve do Judiciário paulista.
19/08/2004 10:52Luís Ricardo ()Caro Boris, como disse anteriormente, gostar...
Caro Boris, como disse anteriormente, gostaria que todos do movimento grevista tivesse a mesma atitude, coragem e compromisso que você demonstra ter...assim seria muito mais fácil se chegar a um bom termo, incluindo o apoio incondicional da OAB, da AASP, demais advogados e de toda a sociedade em geral. Porém, infelizmente a imagem que é repassada pelo movimento grevista e desse seu "colega", que se esconde no anonimato para apresntar suas idéias sobre como deve ser a greve. Ainda, infelizmente as observações que fez com relação aos grevistas são verdadeiras, uma vez que hoje poderá encontrar seus colegas em todas as prais do Estado ou assistindo tranquilamente aos jogos das Olimpíadas, demonstrando todo o compromisso que têm com o movimento que apoiam. Na verdade acho que essa greve é formada por uma minoria de pessoas sérias e interessadas, que sabem realmente o que têm direito e de uma maioria de oportunistas que se aproveitam de seus "colegas" para gozar férias forçadas. Saiba que sua atitude é muito bem vista e respeitada pela maioria dos advogados e deveria ser seguida por todos os seus "colegas".
17/08/2004 22:18Boris Battestin (Outro)Meu caro osvaldo sem sobrenome, (que assim fica...
Meu caro osvaldo sem sobrenome, (que assim fica fácil falar grosso...) Minha resposta para o sr. reflete exatamente o que penso de todo esse "movimento judiciário", e gostaria que, antes de partir prá ignorância, parasse prá ler todas as minhas manifestações, para aí ver o quão equivocada é sua conclusão a meu respeito... mas vamos lá, exercitar o direito de resposta: 1- não sei que tipo de pessoa é o senhor, que cargo ocupa, que atividade exerce, portanto fica fácil falar sem se comprometer, se escondendo atrás do anonimato, mas tudo bem, cada um faz como quer. 2- Eu posso dizer por mim, que trabalho cerca de 10 horas/dia, tenho várias atividades que dependem exclusivamente do meu trabalho, e tenho uma coisa que chama-se responsabilidade... sei perfeitamente o que depende do meu serviço, quem depende dele, e qual a consequência se eu não o desempenhar... 3- Acho oportuno o momento para deixar claro que fazer greve prá mim não é organizar churrascos, ficar tomando sol na porta do fórum, ficar vendendo "acessórios para grevistas", ou então ficar simplesmente em casa... isso não é greve, é molecagem, e muita gente está fazendo isso... 4- Que a greve é justa, já cansei de falar, que meu apoio é incondicional, também, porém acho que ninguém tem o direito de se achar a bolacha mais gostosa do pacote e se meter a dizer quem tem que fazer isso ou aquilo... principalmente quando o que eu mais vejo são "grevistas" em casa, tirando férias, horas credoras ou simplesmente emendando feriados e fins de semana... tenha vergonha disso como eu tenho, de chamar essa tropa de "colegas"... 5- Pior ainda, é ficar vendo o movimento servir de plataforma eleitoral para uns e outros, que tomam o microfone na mão na assembléia para ficar fazendo campanha para si próprio...ridículo isso, seja "representante" da categoria, deputados ou senadores... absurdamente reprovável... se querem apoiar, que o façam no lugar que lhes foi dado prá isso, que é o poder legislativo... E quem fica fazendo oba-oba prá esse tipo de gente, meu caro, nada mais é do que "massa de manobra", e eu tenho personalidade suficiente para dizer que não me presto a esse papel... o senhor gosta disso? (Continua)
17/08/2004 22:17Boris Battestin (Outro)(continuação) 6- Quanto ao meu salário, assi...
(continuação) 6- Quanto ao meu salário, assim como eu não me meto na vida de ninguém, não dou o direito para ninguém se arvorar a dar palpite no como eu gasto meu dinheiro, e outra: se está te incomodando o fato de eu estar cumprindo com meu dever, me mande seu endereço que eu lhe envio todas as minhas contas para que o senhor as pague e não me aborreça mais com comentários ridículos como esses... quem paga minhas contas sou eu e se eu posso ou não posso ficar em casa parado vendo televisão como uns e outros é problema meu...fui claro? é muita petulância sua querer posar de bacana e ficar criticando quem trabalha... vá pagar suas contas e faça o que sua consciência lhe manda que é melhor... tudo tem limite, e seu comentário me irritou profundamente, portanto, respeite para ser respeitado! 7- Quanto a ser homem e assumir suas posições, eu assino com sobrenome, não sou covarde de ficar me escondendo no anonimato como o senhor, não lhe dei procuração prá ficar se metendo na minha vida e creio que cada um sabe qual é o seu lugar e sua responsabilidade... mas não vou ficar me alongando nisso porque pelo seu tipo de comentários o que lhe falta não é salário, e sim educação... talvez o aumento (se vier) seria muito bem empregado num curso básico de educação e respeito, já que claramente não lhe foi ensinado o suficiente em casa ou na escola... 8- Aliás, muito fácil criticar quem está trabalhando, que fica sujeito a ouvir muita bobagem no balcão, estando em casa "curtindo" a greve, posando de bacana e se achando o mártir da categoria... que eu saiba o senhor não faz parte do comando da greve, não é representante de ninguém, nem sequer assina com sobrenome... portanto, seus comentários são absolutamente descartáveis... 9- Sou capaz até de sentir vergonha de ter que ler junto ao seu nome "funcionário público"... já não basta a falta de apoio das demais categorias, ainda tenho que ficar lendo esse tipo de bobagem de um eventual "colega"?? 10- Finalmente, caro Luis, veja como as coisas são... começamos um debate sobre idéias, e acabamos sendo atropelados pela ignorância de um terceiro, que infelizmente se diz "colega"... foi exatamente sobre isso a que eu estava me referindo ontem... com esse tipo de gente fica difícil se chegar a uma solução pacífica... por isso minha indignação quanto à inércia dos que mandam em alguma coisa... enquanto eles se quedam inertes, aproveitadores valem-se de imbecis como esse para manobrá-los para seus interesses pessoais.
17/08/2004 19:52Edu (Cartorário)ERRATA - É PARAÍBA, E NÃO PERNAMBUCO.
ERRATA - É PARAÍBA, E NÃO PERNAMBUCO.
17/08/2004 19:51Edu (Cartorário)E AINDA, DO MESMO SITE: ""ARTIGO-13.07.04- D...
E AINDA, DO MESMO SITE: ""ARTIGO-13.07.04- Defensores públicos merecem respeito Os Defensores Públicos do Estado da Paraíba estão em greve, com muita e sobradas razões. Responsáveis por mais de 80% das ações ajuizadas de 234.999 ações, 191.218 são patrocinados por defensores públicos - merecem respeito. Por outro lado, embora estejam protegidos por garantias constitucionais com direito a tratamento isonômico à Magistratura e ao Ministério Público, percebem vencimentos irrisórios, inferiores a 30% dos valores atribuídos àquelas categorias. É de se reconhecer ainda que a grande maioria dos defensores públicos não exerce advocacia privada e segue o exemplo do inesquecível Airton Cordeiro, que fez da assistência judiciária aos carentes de justiça, inspiração e razão de sua própria vida e que, ao chefiar a Defensoria Pública, na década de 80, conseguiu equiparar os vencimentos dos defensores públicos aos da magistratura. Somos conscientes das dificuldades financeiras do Estado, mas nada impede que se dê aos defensores públicos um tratamento digno, correlato à dignidade dos que exercem atividades no Poder judiciário, especialmente para os que estão em pleno exercício de suas funções ou se aposentam no exercício da advocacia pública. ***-LEIAM BEM ESTE PRÓXIMO PARÁGRAFO-*** A Ordem dos advogados do Brasil, como estatuário, sempre se posicionou na defesa da legalidade e da ordem jurídica não pode agora deixar de se solidarizar que esses profissionais da advocacia na hora em que reivindicam direitos e clamam por justiça. Daí porque fazemos um apelo ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado, advogado que o é na atividade privada, que veja com carinho o pleito dos defensores públicos e, dentro das disponibilidades do erário encontre uma solução que atenda, pelo menos em parte, os anseios da categoria. Arlindo Carolino Delgado Presidente da OAB-PB"" SERÁ QUE, AINDA QUE RESPONSÁVEIS POR 80% DAS AÇÕES AJUIZADAS NO ESTADO DE PERNAMBUCO, A GREVE DOS SENHORES ADVOGADOS PÚBLICOS, LÁ, NÃO ATRAPALHOU NINGUÉM? OU SERÁ QUE LÁ TANTO FAZ, É BEM LONGE DAQUI MESMO... E OS PROCURADORES DE SP? TAMBÉM ESTÃO SE MOBILIZANDO, E INCLUSIVE DECLARARAM APOIO AOS SERVIDORES, ATRAVÉS DO PRESIDENTE DE SUA ASSOCIAÇÃO, NA ÚLTIMA ASSEMBLÉIA GERAL. SERÁ QUE A OAB-SP TAMBÉM SERÁ RADICALMENTE CONTRA O MOVIMENTO DELES, CONTRARIANDO TOTALMENTE A POSIÇÃO DA OAB DE PERNAMBUCO?
17/08/2004 19:46Edu (Cartorário)VEJAM SÓ: TEXTOS EXTRAÍDOS DO SITE DA OAB-PB...
VEJAM SÓ: TEXTOS EXTRAÍDOS DO SITE DA OAB-PB "Notícias - 20.05.04 OAB consegue liminar da Justiça Federal proibindo corte de ponto dos advogados durante greve. A Justiça Federal concedeu liminar à OAB em Ação ajuizada contra a União Federal para que os Advogados da União não tenham seus pontos cortados, nem sejam afetados por participarem da greve que realizam. Segundo o presidente da OAB/PB, Arlindo Delgado, a Ordem sempre esteve ao lado dos movimentos sociais organizados(??????), notadamente dos operadores jurídicos, constituindo-se nesta em mais uma vitória da cidadania. O vice-presidente da instituição, Harrison Targino, acrescentou que na próxima semana haverá nova reunião da Comissão da Advocacia Pública para pensar os novos passos de luta. A OAB/PB ingressou na Justiça Federal com uma Ação Ordinária e requereu antecipação de tutela para que a União se abstenha de praticar qualquer ato que importe em punir ao Advogados Públicos Federais lotados na Paraíba, em razão do movimento paredista deflagrado, em especial a suspensão dos descontos dos dias parados. O Juiz Federal Sérgio Murilo Queiroga, da 3ª Vara Federal da Paraíba, concedeu a antecipação de tutela para determinar que a União se abstenha de praticar qualquer ato que importe em punir os Advogados Públicos Federais lotados no Estado da Paraíba, ora substituídos pela entidade autora, e, consequentemente, de descontar dos seus vencimentos os dias de ausência em decorrência de adesão à greve ou suspender o pagamento de suas remunerações até o julgamento desta ação. Em todo o Brasil a Ordem dos Advogados tem manifestado solidariedade ao movimento paredista dos advogados públicos federais, tendo o próprio Supremo Tribunal Federal e outros tribunais suspendido os prazos dos processos da União em face do reconhecimento da greve. Na Paraíba são mais de 70 advogados públicos federias em vários órgãos, como a Procuradoria da Fazenda Nacional, INSS, IBAMA, FUNASA, INCRA, UFPB, dentre outros. Segundo o Procurador Federal Omar Bradley, essa decisão se constitui num reconhecimento do direito que a nossa classe reinvidica, ressaltando que a participação da OAB foi para isto fundamental." MAS QUE COISA, NÉ? ADVOGADO PODE, SERVIDOR, BEM, ESPERA AÍ, SERVIDOR É OUTRA HISTÓRIA... SERÁ QUE SÃO DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS OU É IMPRESSÃO MINHA?
17/08/2004 11:04Luís Ricardo ()Prezado Sr. Osaldo primeiramente gostaria de...
Prezado Sr. Osaldo primeiramente gostaria de agradecer as belas palavras que me dirigiu, bem como os adjetivos impostos a minha pessoa...são essas atitudes que nos levam, advogados e população em geral, a querer que o Tribunal tome medidas mais drásticas com relação aos funcionários grevistas...aliás, os hipócritas que estão de greve e continuam a receber seus salários normalmente e a gozar de férias fora de época. Pessoas dígnas como o Sr. Boris infelizmente são a minoria dentro da universalidade dos funcionários do poder judiciário, por isso é que um processo demora tanto tempo para ser julgado, claro pelas inúmeras peças sem grende fundamento, mas pricipalmente pelo despreparo dos funcionários e o desrespeito pelo qual a maioria demosntra pelo trabalho e o direito alheio. Covardia não é desenvolver seu trabalho, ainda que esteja sendo mal remunerado, isso se chama dignidade, respeito, compromisso...fatores esses que faltam na grande maioria dos funcionários que de mode covarde, aí sim, covarde, se escoltam do privilégio da estabilidade para fazer uma greve de mais de 45 dias em busca de uma reposição salarial em detrimento de milhares de pessoas que buscaram na própria Justiça, da qual o senhor é SERVIDOR seu direito. Ora, o mais justo é que milhares de pessoas fiquem sem seus direitos para que os SERVIDORES tenham o direito de uma reposição salarial? Não acredito. Meu problema não é apenas financeiro, uma vez que tenho compromisso com minha profissão, onde na maior parte das vezes não recebo nada por ele, em outras recebo apenas ao final do processo. Não uso de financiamentos, pois não sou perdurário de gastar ou assumir despesas superiores a meu ganho, ainda que parco. Acho justo o pleito dois SERVIDORES, porém, atitudes covardes como a do senhor realmente me fazem pensar sobre que lado apoiar... Meu apoio sempre é pela Justiça, uma vez que sou ADVOGADO, e ainda que respeite a posição dos SERVIDORES, sou contrário à greve e, mais ainda atitudes covardes como a do senhor. Ao pensar em seu contra-cheques, lembre também naquelas pessoas que tiveram seu direito cerceado por sua culpa, quando deixou de trabalhar para pedir aumento no seu salário.
17/08/2004 10:06Servidor ()Dou Graças a Deus pelo fato que tipos de pessoa...
Dou Graças a Deus pelo fato que tipos de pessoas como o Sr Boris não representam a maioria dos funcionários do TJ de São Paulo. Eu gostaria sinceramente sr Boris que quando conseguirmos alguma reposição salarial o sr tivesse a o respeito de escrever uma carta bem bonita para o presidente do TJ renunciando qualquer valor a mais em seu salário do recebe atualmente. Não sei que tipo de pessoa é o sr., que enquanto seus colegas arriscam tudo, o emprego, o salário, cargos de confiança, o sr fica trabalhando como um verdadeiro pelego traidor. É por pessoas do seu tipo que o nosso país está do jeito que está. Pessoas com pensamento egoista, que só pensam em si próprias e em mais nada. Estando bem para si o resto que se dane. O sr. já ouviu falar em dignidade ? O sr. consegue olhar no espelho quando se levanta toda manhã ? Sr. Luis, coleguinha do sr. Boris, pode acreditar, pessoas como o sr. Boris representam uma parcela mínima dos servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo, como o sr. pode constatar pelo índice de adesão à greve. Seja homem sr. Boris, quando chegar a reposição no seu hollerith, renuncie como sugerido, seja dígno. É muito fácil ficar assistindo a luta de seus colegas de camarote enquanto o Juiz a quem o sr serve fica dando tapinhas nas suas costas e nos chamando de trouxas. Se o sr. não sabe existe uma diferença muito grande entre o salário do seu Juiz os Desembargadores e o seu. Saiba que a hora de fazer greve é agora, esta é a hora de lutar, depois quando o sr estiver em dificuldades financeiras não vai adiantar mais. Pense bem a respeito. Não seja covarde, ser covarde é fácil, ser homem com coragem é o mais difícil. Não siga o péssimo exemplo da OAB-SP, que se alia com os mais fortes, coloque seu ombro debaixo da carga junto com seus colegas.
17/08/2004 02:01Boris Battestin (Outro)Caro Luis Ricardo, é bom que pelo menos nós ...
Caro Luis Ricardo, é bom que pelo menos nós consigamos nos entender, mesmo no meio deste turbilhão de desaforos que estão sendo ditos e dessa violência gratuita de parte a parte. Infelizmente a nossa boa vontade não parece representar mais do que o famoso 0,001% de qualquer estatística, porque o que eu vejo a cada dia é um sentimento de intolerância de uns para com os outros, e creio que isso nos leva cada vez mais longe de uma solução sensata. Pena que a OAB e a AASP não se sintam como parte da solução, preferindo fazer parte do problema vivido pelo Judiciário pois a ajuda de uma categoria ativa e combativa como a advocacia seria muito salutar nessa nossa batalha... Então, só me resta constatar que a situação hoje em dia é realmente essa: os funcionários, mesmo que unidos numa luta não falam todos a mesma língua, os advogados posicionam-se contra como uma categoria, apesar das esparsas manifestações de apoio, a Magistratura, o MP e a Procuradoria do Estado mantém-se omissas, como se o problema não lhes dissesse respeito (apesar de um velado apoio em casos isolados ser verdade também...), vejo que neste barco restamos apenas nós, funcionários, apoiados aqui e ali pela população ou por escassas vozes que ecoam contra a maré. Me sinto como se estivesse num tabuleiro de xadrez, relegado à posição de peão, esperando que as peças grandes se mexam, mas nada acontece... como se a vitória dependesse dos peões, sem qualquer participação das torres, bispos ou cavalos... acho que estou me especializando em analogias, hehehe Pior ainda é a inércia absoluta do rei e rainha, ou seja, o Executivo e o Judiciário, que dispõe de recursos inimagináveis além das finanças, mas preferem que a coisa fique como está... Talvez fosse a hora de se pensar seriamente naquilo que as empresas americanas fizeram há mais de 20 anos, e as nossas agora estão correndo atrás... a famosa reengenharia. Com certeza se o TJ fosse uma empresa privada estaria falido há décadas... mas convencer os desembargadores de que eles nada ou muito pouco entendem de administração de empresas parece uma empreitada inútil... e sem o apoio do resto das peças deste meu tabuleiro imaginário fica mais difícil ainda... Conclusão: 4ª feira tem assembléia regional, semana que vem tem assembléia geral, e se nada acontecer por parte do TJ ou do Governador, aqui estaremos nós, no mesmo ponto em que estamos hoje...
16/08/2004 19:34Servidor ()Caro Luíz: Meu senhor, deixe de ser hipócrita ...
Caro Luíz: Meu senhor, deixe de ser hipócrita e demagogo. Deixe de torcer a palavra dos outros, isso é falta de ética. Se o senhor encontra-se em dificuldades financeiras, faça como os servidores do judiciário, faça empréstimos nos bancos do funcionário público (Nossa Caixa e Banespa), eles estão fazendo uma taxa de juros especial para nós. A única coisa certa que o sr disse foi a palavra uníssono, porém dentro do contexto errado. O certo seria o sr escrever assim: O que realmente é uníssono é a vontade de continuar a paralisação, até que nossas justas reivindicações sejam atendidas, pois, a situação está insustentável para a sobrevivência do servidor do judiciário.
16/08/2004 13:55Luís Ricardo ()Prezado Boris, primeiramente gostaria de par...
Prezado Boris, primeiramente gostaria de parabenizar seu gesto de continuar trabalhando mesmo em estado de greve, minimizando, assim, eventuais prejuízos. Gostaria que ao menos parte dos funcionários grevistas tivesse a mesma atitude sua. Entendo sua crítica (no melhor sentido), quando diz que o prejuízo causado à população pela lentidão do judiciário é, muitas vezes do próprio advogado que protocola petições e recursos muitas vezes infundados. Saiba que também sou contrário, assim como à greve, dessas atitudes de colegas e, mais, em nosso escritório ou mesmo entre os colegas mais próximos evitamos essas práticas absurdas. Como disse, gostaria que a maioria dos funcionários grevistas tivessem sua postura, uma vez que em Ribeirão Preto apenas duas varas estão trabalhando, ainda que internamente, assim quando essa greve acabar (e rogo para que seja o mais breve possível) estarão em dia com o trabalho que há muito está atrasado. Concordo, também quando levanta os problemas da classe e, quero que saiba que em nossa comarca, diferentemente do que acontece com as outras, não adotamos posição de ataque somente, em reunião na Ordem que contou com a presença de inúmeros representantes da sociedade em geral, foi proposta a compilação de documento que será encaminhado à Ordem Estadual e Federal, bem como à Câmara dos Deputados e ao Senado, projeto com intuito de resolver (ou minimizar) os problemas da classe, evitando, assim, problemas futuros. Portanto, não são todos os advogados que estão empenhados à criticar, pelo contrário, eles são minoria. O que realmente é uníssono é a vontade de voltar ao trabalho, até porque a situação está insustentável. Portanto, saiba que entendemos seus direitos, e o respeitamos, porém essa greve não tem mais sentido, seja pelo tempo transcorrido, seja pelas atitudes que estão sendo tomadas pelo tribunal, que por conseguinte, serão exigidos pela Ordem. Novamente, meus parabéns pela atitude tomada.
13/08/2004 22:55Boris Battestin (Outro)Continuando) Então, chega-se a um impasse: o...
Continuando) Então, chega-se a um impasse: os advogados nunca apoiaram os servidores (a OAB representa sua vontade, não?), a AASP muito menos (aliás, nem sei porque eles se meteram nisso se a OAB existe prá isso), nem Juízes, nem Promotores, nem Procuradores se manifestam favoráveis também, mas enfim, todos se esquecem que a máquina só funciona com a colaboração e o empenho de todos... Se quando o Juiz falta não tem audiência, quando seu escrevente de sala falta também não tem, e mesmo que ele a fizesse sozinho, quem iria numerar as folhas, juntar os seeds, registrar a sentença, atender ao balcão, fazer as cargas para os advogados, etc, etc etc... o mesmo vale para os promotores e procuradores... aliás, os procuradores também estão fazendo greve de 1 dia já, né? eles ninguém chama de vagabundos, encostados e tomadores de cafezinho, né? Não pense que estou te acusando de nada disso, até porque achei coerente o que vc escreveu, mas experimente ver o outro lado da coisa... se vc vive de honorários, com certeza é com eles que vc paga suas contas... assim como eu com meu salário... quando suas contas aumentam, o que vc faz? aumenta os preços? e nós? fazemos o que? Ninguém aqui pensa que o mundo jurídico é uma grande família feliz, longe disso... porém existe uma certa prepotência de parte a parte, querendo exigir direitos esquecendo-se dos direitos alheios... todos lembram-se das obrigações dos outros, mas esquecem-se das próprias... Como cobrar respeito às leis de alguém se os próprios Poderes descumprem a Lei Maior deste País? ou então, que se rasgue a Constituição e se adote o regulamento da CBF que todo ano é virado do avesso junto com a mesa quando os interesses dos grandes clubes estão ameaçados... perfeita a analogia, me sinto como se estivesse jogando num time pequeno, ameaçado pelo rebaixamento, enquanto os grandes fazem o que querem com as regras... "Doutores" à parte (aliás, a maioria valendo-se do título mais por necessidade de satisfação do próprio ego do que por méritos acadêmicos), é mais do que chegada a hora de se repensar a estrutura do Judiciário como um todo... só quem trabalha nele sabe como tem coisa errada e atrasada, com ótimas idéias para melhorar o funcionamento, se alguém se dispusesse a dar ouvidos e aceitar propostas de mudanças... mas isso já acho utópico demais no momento, prefiro apenas poder pagar minhas contas no fim do mês em paz...
13/08/2004 22:40Boris Battestin (Outro)Caro Luis, a grande vantagem do diálogo é qu...
Caro Luis, a grande vantagem do diálogo é que as duas partes conseguem expor suas idéias, e grandes injustiças são remediadas por conta disso. vamos lá: Não sei exatamente o que tanto os advogados querem dizer com o "sofrimento" da população, por vários motivos: em primeiro lugar, onde eu trabalho (aliás, EU estou trabalhando), não paramos todos por entender que deixar de fazer as 25 audiências de conciliação do meu cartório iria prejudicar muito mais o nosso próprio trabalho, além da população...), mas abraço 100% os argumentos de quem parou, pelas razões já expostas; Em segundo lugar, vejo tantos advogados se doendo pela população (e olhe que também sou formado em Direito com aprovação na OAB, ou seja, não advogo porque não quero, prefiro trabalhar no TJ), mas se vc parar prá pensar, o que mais atravanca a Justiça, prejudicando a população na verdade, é o sem número de petições e de recursos que são os artifícios dos próprios advogados para fazer os processos se arrastarem por anos a fio - quem prejudica mais a população afinal? Gostaria imensamente que vc me dissesse que recurso mais civilizado poderíamos escolher, após exaustivas tentativas de resolver o problema, que todos sabem que não é de hoje! tem muita coisa que foi combinada naquele acordo para encerrar a greve de 2001 que não foi cumprida, vc sabia? nem a data-base a gente teve, agora é que as coisas parecem estar mudando... Outra, quem faz greve, trabalhando (como é meu caso) ou não, é obrigado a escutar de tudo, de pessoas recalcadas que partem prá ignorância demonstrando uma total falta de educação e respeito! Se as pessoas só sentem os problemas dos outros quando o problema chega no seu bolso, não há outro jeito... ou vc acha que alguém sério gosta da greve? não se apegue às exceções, pois esses não trabalham mesmo, com ou sem greve... Adoraria que houvesse no TJ uma reestruturação, um plano de carreiras (outra promessa descumprida), incentivo por produção, e mais, muitos de nós são favoráveis ao fim da estabilidade, porém não depende da categoria esse tipo de mudança. Felizmente, muitas pessoas, partes e advogados, têm-se mostrado simpáticos à causa, dando apoio incondicional à greve, entendendo realmente o que acontece e em que condições trabalhamos... é ruim? é... podia ser muito melhor? podia... mas simplesmente nos mandar estudar e mudar de emprego é ridículo, parecendo mais inveja do que outra coisa (não seu caso, claro)... (continua)
13/08/2004 14:58Edu (Cartorário)Aliás, somente gostaria de me aprofundar mais n...
Aliás, somente gostaria de me aprofundar mais na parte de minha manifestação anterior, quando afirmei que a greve não ocorre por causa do "vil metal", que não é por dinheiro que os servidores do Judiciário estão parados. Mas antes, apenas para ilustrar, ainda com o padrão "monetário", seria interessante ressaltar: quando houve a implantação do plano real, o salário mínimo, à época, era de R$64,00 (64 URV´s, para que se lembra bem). O salário de um escrevente, à época, girava em torno de R$ 1.100,00. Então, temos que um escrevente ganhava em torno de 17,1875 salários mínimos. Hoje, o equivalente a R$4.468,00. Ninguém está exigindo isso, embora seja consenso GERAL que o salário mínimo é uma vergonha e que é uma das coisas que menos sobe no Brasil. Um escrevente ganha hoje cerca de R$ 1800,00. Pensem o que quiser, é muito menos do que deveria ser. Digo isso por que, voltando ao início da manifestação, a greve não ocorre por causa de dinheiro por um só motivo: Dinheiro não existe. Quem não consegue entender isso é por que não entende o mecanismo de funcionamento da economia e da sociedade como um todo. Dinheiro não existe. É só papel. Papel ao qual foi atribuído um valor, e com que, por força de um "pacto velado", todos concordaram. O que existe na verdade são as coisas concretas, bens, ou os direitos. Arroz, feijão, carne, casas, carros, computadores, isso existe. O Direito à retribuição pelo seu trabalho, isso existe. Então, resolveu-se, para simplificar a equivalência de valores, criar um documento universalmente aceito como valor de troca e, plim!, apareceu o dinheiro. Assim, para não dizer: o seu trabalho vale 200 sacos de farinha, diz-se: o seu trabalho vale tanto em dinheiro quanto dê para comprar 200 sacos de farinha, ou, simplificando, o seu trabalho vale $ X,00 dinheiros. Pronto. O que acontece é que, como foi demonstrado na ilustração acima, com valores monetários, para melhor compreensão, a retribuição pelo nosso trabalho está dando para comprar menos sacos de farinha. Nosso trabalho está perdendo o valor, logo, o respeito. E, por isso, e por não haver acordo por vias "civilizadas", uma vez que o acordo a que se chegou foi desrespeitado pelo TJ, deflagrou-se a greve. Não simplifiquem as coisas onde não cabem simplificações, meninos. Tudo bem que às vezes complicamos demais a vida, mas simplificar é uma coisa, banalizar é outra. Nosso trabalho não é banal, ou vocês não precisariam tanto dele.
13/08/2004 14:57Edu (Cartorário)Aliás, somente gostaria de me aprofundar mais n...
Aliás, somente gostaria de me aprofundar mais na parte de minha manifestação anterior, quando afirmei que a greve não ocorre por causa do "vil metal", que não é por dinheiro que os servidores do Judiciário estão parados. Mas antes, apenas para ilustrar, ainda com o padrão "monetário", seria interessante ressaltar: quando houve a implantação do plano real, o salário mínimo, à época, era de R$64,00 (64 URV´s, para que se lembra bem). O salário de um escrevente, à época, girava em torno de R$ 1.100,00. Então, temos que um escrevente ganhava em torno de 17,1875 salários mínimos. Hoje, o equivalente a R$4.468,00. Ninguém está exigindo isso, embora seja consenso GERAL que o salário mínimo é uma vergonha e que é uma das coisas que menos sobe no Brasil. Um escrevente ganha hoje cerca de R$ 1800,00. Pensem o que quiser, é muito menos do que deveria ser. Digo isso por que, voltando ao início da manifestação, a greve não ocorre por causa de dinheiro por um só motivo: Dinheiro não existe. Quem não consegue entender isso é por que não entende o mecanismo de funcionamento da economia e da sociedade como um todo. Dinheiro não existe. É só papel. Papel ao qual foi atribuído um valor, e com que, por força de um "pacto velado", todos concordaram. O que existe na verdade são as coisas concretas, bens, ou os direitos. Arroz, feijão, carne, casas, carros, computadores, isso existe. O Direito à retribuição pelo seu trabalho, isso existe. Então, resolveu-se, para simplificar a equivalência de valores, criar um documento universalmente aceito como valor de troca e, plim!, apareceu o dinheiro. Assim, para não dizer: o seu trabalho vale 200 sacos de farinha, diz-se: o seu trabalho vale tanto em dinheiro quanto dê para comprar 200 sacos de farinha, ou, simplificando, o seu trabalho vale $ X,00 dinheiros. Pronto. O que acontece é que, como foi demonstrado na ilustração acima, com valores monetários, para melhor compreensão, a retribuição pelo nosso trabalho está dando para comprar menos sacos de farinha. Nosso trabalho está perdendo o valor, logo, o respeito. E, por isso, e por não haver acordo por vias "civilizadas", uma vez que o acordo a que se chegou foi desrespeitado pelo TJ, deflagrou-se a greve. Não simplifiquem as coisas onde não cabem simplificações, meninos. Tudo bem que às vezes complicamos demais a vida, mas simplificar é uma coisa, banalizar é outra. Nosso trabalho não é banal, ou vocês não precisariam tanto dele.
13/08/2004 14:38Edu (Cartorário)O Dr.Cleiton Germano está coberto de razão em s...
O Dr.Cleiton Germano está coberto de razão em suas palavras, e em seus 10 itens. Depois de passados mais de 40 dias, com o impressionante nível de adesão ao movimento grevista por parte dos servidores, adesão essa voluntária, pois, por mais que se tente, não há pressão capaz de fazer tanta gente fazer o que não quer por tanto tempo, me parece que o caminho do não-radicalismo é o melhor. Que me perdoem aqueles que emitiram opiniões inflamadas. O fato é que, como diz aquele adesivinho que os Advogados adoram colar no carro, SEM ADVOGADO NÃO SE FAZ JUSTIÇA, mas estamos vendo que SEM SERVIDOR TAMBÉM NÃO. A greve ocorre não só pelo vil metal, mas muito mais por que outra coisa muito mais séria é negada aos servidores: RESPEITO. Somente por isso, mais de 35.000 pessoas (calculam-se mais de 40.000, na verdade) de um universo que gira em torno de 45.000 servidores ativos, sujeitam-se ao constrangimento da exposição pública, e negam-se a continuar submetendo-se a um regime de trabalho onde vêem, todos os dias, aqueles que se julgam donos do Poder Judiciário fazer o que querem, como não estivessem, também eles, submetidos às leis. Inclusive, o pote somente transbordou por duas "gotas d'água": primeiro, por verem, os servidores da JUSTIÇA, o Presidente do Poder a que servem negar o cumprimento à CONSTITUIÇÃO FEDERAL e o que é pior: sem sequer ter argumento para tanto. E segundo, por ver que esse senhor, que antes de tudo é Juiz de carreira, que passou a vida decidindo sobre problemas alheios e tendo sua palavra, por força da autoridade a ele concedida, respeitada por milhares de pessoas, vir a público e desrespeitar a PRÓPRIA PALAVRA EMPENHADA. Para quem não tem respeito sequer daqueles que dele necessitam, o que mais esperar? Outra coisa: muitos vieram aqui só para dizer que os descontentes deveriam sair, dar lugar para outro, o que foi considerado absurdo por muitos, uma possibilidade impensável. Pois vou dizer o que é pior: a possibilidade não é impensável. Para quem não sabe, que não acompanham o D.O., que fiquem sabendo: essa alternativa é muito mais comum e muito mais exercida do que se pensa. Vi muitas manifestações que disseram: "sair, nem pensar né? Pois então, trabalhem calados!" Mas as pessoas têm brios, senhores. Muitos saem sim, e não são substituídos. Eu mesmo, dentro de poucos anos, sairei. E digo mais, se conquistar a reposição, sairei antes. E ninguém vai trabalhar no meu lugar. Ninguém é contratado! Bom, né?
13/08/2004 11:24Luís Ricardo ()Prezado Boris, nõ se trata de atirar pedras ...
Prezado Boris, nõ se trata de atirar pedras na vidraça alheia, porém é um absurdo o que o comando de greve ou os funcionários da Justiça estão fazendo, não digo isso por mim, apesar de estar sofrendo e muito com a greve, uma vez que sobrevivo de honorários. Digo isso mais pela população que já não acreditava no Judiciário por sua demora e ineficácia e, agora simplesmente está sem ela. Acho justo o pleito de vocês, entretanto, passado mais de um mês e meio do início da greve, os resultados prejudicias à população já são muito maiores do que qualquer benefício que vocês por ventura venham a ter. Assim, peço, ainda que em vão, que tenham um pouco de consciência voltem ao trabalho e busquem seus direitos de uma maneira um pouco mais civilizado, que assim, certamente terão o apoio incondicional de toda a população, bem como de nós advogados. Afinal de contas, enquanto vocês estão parados, continuam recebendo seus salários integralmente, enquanto a população e, mais notadamente nós advogados não estamos recebendo nada. Com relação a ofender qualquer funcionário, tenha a certeza de que isso, caso exista, é caso isolado, o que existe de fato e, isso é cobrado não só de vocês mas também e principalmente dos juízes, promotores ou de qualquer outra autoridade é seriedade e respeito ao trabalho alheio.
13/08/2004 02:35Cleiton Silva Germano (Advogado Sócio de Escritório - Civil)Acredito na Justiça.... digo na Justiça Divina,...
Acredito na Justiça.... digo na Justiça Divina, porque na dos homens, BASTA !!!!!!!!!!!!!!! Após ler todos os comentários do fórum, inclusive o de advogados raivosos, servidores ressentidos e advogados apaziguadores, chego a algumas conclusões que assustam a mim como cidadão e como advogado: 1) A sociedade está à mingua daqueles que devem zelar por seus direitos e por fazer cumprir a justiça; 2) Fica evidente que os advogados sequer pensam no pleito dos servidores, bastando apenas alegar que estão sem trabalhar; 3) Os servidores no entanto, não resguardam o mínimo necessário de seu contingente para trabalhar nos cartórios; 4) O Governo do Estado e o TJ, se omitem de uma forma que começa até a parecer um tanto quanto proposital; 5) Se a justiça era lenta, hoje ela não existe; 6) Infelizmente, nós brasileiros, independentemente de profissão, somos obrigados a dizer não temos justiça, no sentido mais amplo da palavra; 7) Será que o ano que vem teremos nova Greve, porque me parece que o TJ não cumprirá sua palavra e o Governo do Estado, desdenhará dos servidores; 8) A nós advogados um recado, mudem de profissão, afinal de contas para que advogado se não temos justiça, rápida, efetiva e prática. É melhor aceitarmos que a nossa classe não é e nunca será unida; 9) E os grandes escritórios, não se pronunciam, eles não utilizam o Judiciário, ou estão preocupados demais contando o dinheiro dos honorários; 10) Acreditem em DEUS, porque na Justiça Brasileira, em seus servidores e seus operadores eu e muitos milhões de brasileiros não acreditamos.

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