Comissão altera peso de questões em Exame da OAB-SP

13/08/2004 02:49Cleiton Silva Germano (Advogado Sócio de Escritório - Civil)O que era ruim, ficou pior. O Exame de orde...
O que era ruim, ficou pior. O Exame de ordem por si só, na fórmula em que se encontrava e que atualmente se encontra, só favorece os cursinhos que ganharão mais clientes e dinheiro. Aos novos pretendentes, um aviso a OAB, é só um detalhe, afinal de contas não temos emprego como Advogados e o acesso aos grandes escritórios em SP, é vetado sendo concedido o caminho para o "Olimpo" para quem for da USP, PUC e Mackenzie. A má qualidade dos cursos de Direito, pode ser suprida pela determinação do aluno e sua perseverança, como por exemplo, aconteceu comigo que mesmo de uma faculdade triplamente classificada como D no Provão passei de primeira no exame 122. Acredito que os Jovens Advogados como eu, devamos nos unir para criar mercado de trabalho para nós, haja vista que temos que temos que matar para conseguir clientes, nos rebaixar a honorários constrangedores e ainda por muitas vezes fazer até crediários para receber honorários. Diga-se então, vá para a carreira pública, por favor, isso é uma vergonha, pensem rapidamente, o que é preciso para ser Juiz ou Promotor, estudar, estudar e estudar, porém além disso você tem de pensar em crescer na carreira, se especializar etc etc, o que ocorre, depois de um tempo de profissão acaba o encanto de ser juiz, e você acaba sendo mais um insatisfeito. Portanto, eu digo, hoje se pudesse voltar a época que fiz faculdade faria um curso em que a função fosse valorizada, o acesso aos bons empregos, públicos e privados fosse igualitário e principalmente eu me sentisse realizado e contente, o que não acontece hoje em dia com as Carreiras Jurídicas que desgastam o profissional, não proporcionam o crescimento almejado e por vezes frustram as expectativas traçadas lá atras quando iniciamos o curso. Por essas e por outras, o Exame de Ordem apesar de ser um filtro ainda é ineficaz porque mesmo os que passam não conseguem trabalhar na área num curto prazo. PS: trabalho há seis meses como advogado.
12/08/2004 16:28Raul Haidar (Advogado Autônomo)Congratulo-me com a dra. Ivete Senise Ferreira ...
Congratulo-me com a dra. Ivete Senise Ferreira e com a OABSP pela oportuna decisão. A mudança torna o exame mais justo, mais equitativo. Infelizmente a OAB não tem poderes para fechar faculdades, como outro colega aqui sugeriu. Também não lhe cabe, legalmente, fiscalizar o ensino jurídico. Já a forma do exame é definida pelo Conselho Federal. Ao ilustre colega que está a lembrar do boato ridículo, espalhado por alguns despreparados à véspera do último pleito eleitoral da entidade, onde se afirmava que o dr. D'Urso prometera acabar com o exame de Ordem, fica a sugestão para que leia o texto da Lei 8906, a fim de verificar que a promessa jamais foi feita, por ser impossivel. O Exame não foi criado pela OAB, mas por uma lei federal...Deve ser mantido, como essencial que é, mas não pode exigir dos candidatos matérias que estejam além do programa oficial do ensino jurídico. Este, por sinal, sujeito a legislação que os colegas também devem consultar. A atual Comissão de Exame de Ordem não quer aprovar ou reprovar ninguem. Está tentando fazer Justiça aos candidatos. Os despreparados continuarão tendo as mesmas dificuldades. Mas se existem distorções ou subjetivismos no exame é justo que sejam corrigidos. Devemos cumprimentar a Dra. Ivete e a Comissão por ela presidida pela grandeza de reconhecer que há alguns ajustes que precisam ser feitos no Exame. A OAB não é composta de pessoas perfeitas e nenhum advogado é dono da verdade.
12/08/2004 14:10Alexandre Bueno de Paiva (Advogado Autônomo - Empresarial)PARABÉNS A OAB/SP Com isso, minimiza a possi...
PARABÉNS A OAB/SP Com isso, minimiza a possibilidade do examinador simplesmente reprovar o candidato pelo fato deste acreditar que a “peça está sofrível” ou “fraca argumentação”. FACILIDADE NO EXAME NÃO, SIM PARA A CORREÇÃO JUSTA!
12/08/2004 11:50Renata (Advogado Associado a Escritório)Primeiramente, eu não concordo com a nova siste...
Primeiramente, eu não concordo com a nova sistemática de pontuação. Mesmo porque, se o candidato não souber redigir uma peça, não estará apto para advogar... Concordo com o ilustre colega acima de que as tentavas devem ser limitadas... Mas, na verdade, sabemos que o exame em si não avalia ninguém, por isso deve ser reformulado num todo... acredito que se o candidato passou para a segunda fase não deve mais inscrever-se para refazer a primeira, mas para isso, deve haver um sistema especial para prestar novamente somente a segunda fase. Ressalte-se o desgaste emocional e o físico para estudar tudo de novo... As questões em geral são mal formuladas, e a maioria do conteúdo são matérias que nem quem advoga há 50 anos nunca precisará saber, porque não tem utilidade... as questões da primeira prova deve se reportar ao dia-a-dia do advogado atuante... por isso que não avalia... acho até que o concurso deve ser elaborado todo em função da prática, aí sim vamos ver quem está habilitado para advogar... A OAB tem sido muito omissa qto a abertura e qualidade dos cursos de direito. Esta deve cobrar do MEC e acompanhar de perto esses processos de abertura de cursos. Acompanhar tbém a qualidade dos mesmos e exigir, ainda, um quantitativo, ou seja, uma limitação de abertura de cursos e vagas... O que presenciamos são faculdades que têm "trocentos" processos seletivos por ano, sem contar, é claro, os vestibulares. Abrir faculdade virou um comércio, vc abre uma portinha, coloca umas cadeiras, um quadro negro e pronto... "faculdade de não sei o que lá"... e o pior é que todo mundo passa... e, muitas vezes, a redação do(a) candidato(a) foi a pior possível, sequer escrever sabe...
12/08/2004 11:35Ricardo Cáfaro ()Esse modelo de exame já é uma lástima. Não afer...
Esse modelo de exame já é uma lástima. Não afere capacidade de ninguém, a única forma de avaliar o desempenho prático do profissional é uma peça escrita ou um exame oral, onde fica evidenciado, enfim, a desenvoltura do candidato e o seu poder de argumentação na defesa de sua tese. Diminuir o peso da peça, é diminuir, se é que é possível, o nível de dificuldade da prova, pois o índice de reprovação é proveniente da péssima qualidade do ensino, que em alguns casos estão mais para cursinhos técnicos. Quem quer advogar tem que aprender a fazer peça antes de possuir número de ordem e quem quer decorar apostila que vá prestar concurso para Juiz, promotor, delegado ou oficial de justiça. Lamentável.
12/08/2004 11:29Maria Cristina da Costa Silva ()Quem critica a nova avaliação com certeza não s...
Quem critica a nova avaliação com certeza não sabe o que esta dizendo. Eu e mais três amigas fomos avaliada na segunda fase do exame 122, pelo mesmo examinador, da seguinte maneira médias 6,6,4. Para cada prova um comentário diferente, porém para a mesma nota. Então devo ou não devo questionar o critério usado? Se o critério de avaliação é subjetivo deve-se arrumar um modo de fazê-lo objetivo. Acho que aumentando a pontuação das questões seja um bom começo. Entendam, não quero que facilitem, porém, tenho direito de ser avaliada de uma maneira OBJETIVA, acertei, acertei. Errei, errei. E tem mais, quantos dos que criticam as mudanças sairam da faculdade sabendo redigir com perfeição, se todo mundo sabe que a maioria dos estagiários só vê uma petição para levá-la ao protocolo, e que a faculdade só ensina o básico, nós não temos culpa, antes de exigir do estudante deveriam exigir das faculdades, acredito que eu, como outros estamos correndo atrás do prejuízo, estudando em cursinhos caros para suprir o que a faculdade deixou de ensinar, ela sim deveria ser melhor avaliada.
12/08/2004 10:14Antonio Carlos de Azevedo Costa Junior ()Bom gostaria de comentar sobre o Sr. Nicanor Ro...
Bom gostaria de comentar sobre o Sr. Nicanor Rocha Silveira. Ele foi o segundo examinador da minha prova prática do exame 123. O primeiro me passou, ele simplesmente colocou na minha prova que estava assemelhada a de outro aluno. Só que depois de verificar aqui em Santos, quem era essa pessoa, comprovei que este outro aluno que o Sr. Dr. Nicanor declarou na minha prova, estava fazendo a prova na sala 09 e eu fiz na sala 10. Além do mais eu fiz a prova na primeira carteira de frente ao examinador, e não tinha motivo algum para fazer prova assemelhada a de outra pessoa, além do mais de outra sala. Portanto Sr. Dr. Nicanor, acho que a melhor coisa e não corrigir mais prova da OAB, pois o seu critério acabou me prejudicando e sendo reprovado, pois o 3º examinador seguiu a sua decisão. Pelo menos tem o 1º examinador que foi consciente e me deu a nota para aprovação. Agora só me responda, onde o Sr. Dr. tirou que minha prova é assemelhada? O Sr. Dr. estava na sala de prova? Verificou que o outro aluno é de outra sala? Isso é uma acusação muito grave que se referiu na minha prova e hoje dia 12/08/04 estarei na OAB/Santos, com o Sr. Dr. Presidente da OAB Santos, comunicando o caso ocorrido e tomarei as medidas cabíveis. Mas gostaria que provasse, ou justificasse como encontrou, o que levou a achar que eu estaria me baseando em provas de outras pessoas, sendo que estudei 2 meses para essa prova de prática tributária. Uma última pergunta, o Sr. Dr. Nicanor é militante da área Tributária? Desculpe por usar este canal para desabafar, mas por acaso estava consultado e verifiquei que estava aqui o examinando da minha prova que atribuiu uma péssima e infeliz declaração na minha prova prática da OAB. Antonio Carlos Santos/SP
12/08/2004 09:56Paulo Eduardo Magalhães ()Isso decorre do presidente da OAB/SP. Na época ...
Isso decorre do presidente da OAB/SP. Na época da eleições correu um boato dando conta que, caso o atual presidente fosse eleito, ele facilitaria o Exame da OAB. Muitos não acreditaram, mas aí está a prova. E, a meu ver, é só o começo...
12/08/2004 09:47Nicanor Rocha Silveira ()LAMENTÁVEL A MODIFICAÇÃO. POR QUE A PREOCUPAÇÃ...
LAMENTÁVEL A MODIFICAÇÃO. POR QUE A PREOCUPAÇÃO COM A BAIXA APROVAÇÃO DE BACHAREIS NO EXAME DE ORDEM? Não há uma só razão ou justificativa plausível para que haja ALTA APROVAÇÃO, na base do 'jeitinho' agora criado.... SE OS BACHARÉIS não conseguem elaborar uma peça prática, como podem ser aprovados por responder quatro questõesinhas e elaborar um trabalho duvidoso, inepto, que futuramente implicará mais desonra e mais desprestígio à classe?
12/08/2004 09:13Alison Montoani Fonseca (Procurador do Trabalho de 1ª. Instância)Alison M. Fonseca - Estudande de Direito - Taub...
Alison M. Fonseca - Estudande de Direito - Taubaté 12/08/04 - 07:57 Caros Estudantes de Direito Acho extremamente inapropriada esta nova resolução da Comissão de Estágio e Exame de Ordem Do Conselho Seccional de São Paulo,pois como estudante da nobre área, expresso aqui que quero o direito de verdade, aprende-lô na sua essência, ser um profissional realmente capacitado e avaliado para tal profissão de importância crucial para a sociedade e a Justiça de nosso Pais. Acredito que com esta nova decisão não aglutinaremos nada de positivo para a formação forense e como acadêmico tenho convicção que grande parte do número de reprovados no Exame deste ano possuem grande contribuição para o resultado negativo obtido. Peço a vocês, acadêmicos como eu, que busquem a dedicação, a formação e a disciplina necessária para nossa formação apesar do " beneficio " agora proposto.
12/08/2004 07:05Régis C. Ares (Advogado Autônomo)Colegas, Mas que Maravilha !!! Eu, sincer...
Colegas, Mas que Maravilha !!! Eu, sinceramente, não entendo a fonte de tamanha inspiração para tal medida que determina a alteração do critério para avaliação da segunda etapa do exame da O.A.B/SP, reduzinho a importância da peça processual ! Certamente, essa determinação foi fruto de uma demorada e cuidadosa análise das estatísticas, as quais apontam o quanto o nosso ensino jurídico vai bem, obrigado ! Nossas Faculdades de Direito, preocupadíssimas com a qualidade do ensino jurídico, formam cada vez mais bacharéis em direito aptos a serem aprovados no exame da O.A.B. com os olhos fechados... Ora,... então, pergunto eu: para quê dificultar tanto o Exame da Ordem ?... Aliás,... tentarei ser mais coerente: para quê Exame da Ordem ? Já que vamos tornar o Exame da O.A.B. mais "adocicado", então porque não distribuir a carteira da Ordem pra todo mundo de uma vez ? Ora, vamos "abrir a porteira"... Assim, todo mundo ganha ! Ganha a Ordem que terá mais "contribuição" anual, e, portanto, mais dinheiro em caixa; Ganham as Faculdades de Direito que vão ter seus alunos todos aprovados e não precisarão passar por aquele sentimento incômodo de dúvida, se os seus recém-(de)formados irão conseguir ser aprovados e comprometer as estatísticas que poderiam denunciar que, na verdade, o curso oferecido não é tão bom assim quanto eles dizem que é; Ganham os recém-(de)formados em Direito, que, transformados em Advogados em um passe de mágica mas sem sequer saber elaborar uma peça processual básica (como as que são requeridas no Exame da Ordem), poderão fazer as suas trapalhadas, causando o caos na vida do infeliz Jurisdicionado que confia em seu serviço ou que nem tem como escolher, pois é remetido para o Ilustre Doutor pelos convênios de assistência judiciária. Ah,... o Jurisdicionado vai sair prejudicado, dirão alguns... Bom,... isso é um mero detalhe, não é ? Não se pode agradar a todo mundo... O importante é que a O.A.B./SP, sempre preocupada com a Sociedade como um todo, faz o seu papel ! É isso aí, Colegas ! Vamos seguir confiantes que o caminho é esse !

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