Comunicação com cliente preso é prerrogativa inegociável

11/08/2007 19:05Denizard (Advogado Autônomo - Civil)Parabéns a todos os meus pares, afinal não é po...
Parabéns a todos os meus pares, afinal não é pouca coisa o que somos e não podemos olvidar que somos indispensáveis não apenas à Administração da Justiça mas em especial à sociedade na qual nos inserimos. Entendo que por mais indignados que estejamos em relação ao que vem acontecendo nessa mesma sociedade, não podemos desistir e/ou recuar: é própria da depuração que já começa a acontecer e que deverá perdurar por longo tempo e é improvável que a vejamos concretizada mas somos parte indispensável mesmo de todo este necessário processo! Há nela todo um quadro pintado com as fortes cores da realidade fática que a faz doente, apodrecida, mas não é o fim; em verdade, é um recomeço! Não esmoreçamos, portanto! Um abraço a todos que acreditamos. Sem isto, a esperança, não uma esperança passiva, quase omissiva, mas aquela que nos impõe uma luta mais aguerrida, de maior e mais intenso sacrifício nada mais nos restará!
11/08/2004 16:03Massaranduba ()From: To: xxx@yahoogrupos.com.br Sent: Wedn...
From: To: xxx@yahoogrupos.com.br Sent: Wednesday, August 11, 2004 11:17 AM Subject: Re: Relatório_analítico_mensal AOS COLEGAS CAUSÍCOS, PARABÉNS PELO DIA. CONVOCO A TODOS PARA ELEGER-MOS UM BAR E DAR UM BOM DUM CALOTE!! Recebo vááários e-mails como este, convocando-os para a comemoração do dia do advogado. É assim que se comemora o dia dos que se dizem ser os homens da lei, da justiça, da moral. Que exemplo... Tsc tsc tsc... Um viva a justiça!!!
11/08/2004 09:50Régis C. Ares (Advogado Autônomo)Prezados Colegas, Prof. Bevilaqua (Grevista), ...
Prezados Colegas, Prof. Bevilaqua (Grevista), Como Advogado que sou, sempre tenho no dia 11 de agosto um motivo para pessoal comemoração. Ou melhor, tinha... Eu tinha o orgulho, nascido nos bancos acadêmicos, de pertencer a uma classe de pessoas que acreditavam não apenas no Direito de todos, mas, também, na Justiça para todos. Hoje, esse meu orgulho se encontra ferido. Não tenho mais a mesma crença... Acreditava que o Advogado era alguém indispensável para à administração da Justiça, conforme dispõe a nossa Carta Magna. Tinha em meu coração que nós, Advogados, possuíamos o dever sagrado de defender as pessoas em seus direitos, na obtenção da Justiça, em prol de uma Sociedade melhor. Colegas, ressalto, não tenho mais essa crença. Ao que parece, estamos cada vez mais deixando de ser Defensores da Justiça para sermos Defensores de nossos próprios interesses corporativistas. Me sinto profundamente triste e envergonhado ! Porque, segundo o meu entendimento, o Funcionário Público pertence ao Povo como qualquer outro cidadão de outra categoria profissional. E nós, "Defensores da Justiça", através de nosso órgão de classe, nos demos ao direito de impedir toda uma classe de trabalhadores de lutar pelos seus direitos, ao impetrarmos uma Ação Civil PÚBLICA contra a greve dos Serventuários da Justiça Estadual, a qual é inegavelmente justa, porém, segundo a compreensão da D. Magistrada, em breve síntese, prejudicaria ao restante da população. Esse, aliás, vem sendo também o divulgado por muitos meios de comunicação de forma não-imparcial, fazendo os Servidores parecerem uns "monstros desalmados". Em meus cinco anos como Advogado, nunca vi nosso órgão de classe ir contra a greve da Saúde Pública, ou dos Carcereiros ou dos Professores... Por quê, me pergunto, só nos lembramos de sermos os "Vigilantes dos Direitos do Pôvo" em face da greve dos Serventuários da Justiça Estadual ? Talvez, porque nós, Advogados, tenhamos mais interesses próprios envolvidos do que apenas a busca da Justiça, e, nisso, entre os Servidores e nós a perderem alguma coisa, que sejam então Eles... Portanto, neste dia 11 de Agosto, não irei comemorar. Mas aproveitarei o Dia para não apenas repensar nas minhas "prerrogativas", mas, também, nas minhas obrigações como Advogado e nos compromissos que assumi ao prestar o meu juramento. Aos Servidores do Judiciário do Estado de São Paulo, ficam registrados o meu respeito, a minha solidariedade e o meu lamento.
11/08/2004 01:40Marianna2010 (Serventuário)(cont.)QUE PAÍS FOI ESTE? Tornamo-nos um a...
(cont.)QUE PAÍS FOI ESTE? Tornamo-nos um arremedo de democracia... Achamos que a justiça é essencial, mas que os direitos podem ser esquecidos... Vivemos em um mundo de “faz-de-conta”, onde governantes podem descumprir a lei e dispor do dinheiro do povo, como se fosse seu, negando-lhes serviços públicos básicos com a qualidade necessária... Um mundo de filas intermináveis, de “burrocracia”, de serviços lentos e ineficazes... Vivemos a ilusão de que chegará, um dia, um cavaleiro de armadura branca para salvar a todos nós de nós mesmos... E diante de tanto descalabro, a Ordem dos Advogados do Brasil, quando não se cala, fala por outras vozes que não as belas vozes de seu passado... Não se consegue ver mais por entre ternos, como os que um dia vestiram Afonso Arinos, e entre togas que um dia enobreceram Evandro Lins e Silva, uma armadura gasta, mas honrada... uma armadura onde se lê gravado: “não há meu, seu, ou interesse ‘deles’; entre nós, apenas a defesa intransigente da Justiça, que mais que um sonho, é meu segundo nome, minha própria nação”.
11/08/2004 01:39Marianna2010 (Serventuário)Dia do Advogado- (Texto para reflexão, extraído...
Dia do Advogado- (Texto para reflexão, extraído do site campanhasalarial) (que me perdoem as exceções, mas essa "homenagem" é merecida por tantos outros) QUE PAÍS FOI ESTE? QUE PAÍS FOI ESTE? (“Sou homem da lei... da lei do mais forte... de um povo sem rei... do ‘olho por olho’... do ‘dente por dente’... sou homem da terra... dos homens cegos... de bocas banguelas” – Falcão) Este já foi um país de grandes homens... Um país em que Afonso Arinos e Evandro Lins e Silva foram mais que advogados – foram Doutores da Justiça, defendendo outros homens... Num tempo em que os que detinham o Poder desconheciam a palavra “humanidade”, esses grandes homens, mais que afrontarem ditaduras, sustentaram erguida a fronte da Justiça, mesmo quando esta estava prostrada de joelhos... Perseguidos por verem a advocacia não como um negócio, mas como parte da alma, resistiam, deixando-nos um exemplo de dignidade e cidadania. Hoje, a memória destes homens assemelha-se mais a um conto de fadas: “Era uma vez, há muito tempo atrás, em um país distante...” Um país em que a Ética e a Justiça se restringem à retórica dos simpósios, debates e papéis, pois não habitam mais o coração dos homens. Ao contrário, se subordinam aos interesses... Vemos profissionais do direito juntarem sua voz à dos poderosos, minando a luta dos mais desprotegidos –os trabalhadores–, ao invés de servirem de vetor para a população, contra os homens públicos que lhe impingem serviços morosos, infringem a lei e desonram o país... Tais profissionais preferem caminho mais seguro... afinal, não é para qualquer um o caminho escolhido por Afonso Arinos e Evandro Lins e Silva... um caminho de pedras e espinhos... o caminho da Honra... Os tempos mudaram... Perdeu-se o senso do justo... Mais que cega, a Justiça encontra-se hoje surda, muda e manietada... Ao vermos os direitos dos trabalhadores vilipendiados e a combatividade com que são defendidos criminosos, chegamos à triste conclusão de que é preciso estar em uma cela para termos reconhecidos e defendidos os nossos Direitos Humanos... Nosso país foi transformado, através da nossa omissão do dia-a-dia, em um rascunho do passado... Um país que só reconhece três tipos de cidadãos: os que nascem ricos, os que se elegem ao poder político e os que se tornam “autoridades da lei”, seja na esfera pública, seja na esfera privada.
11/08/2004 00:20Clovis Bevilaqua ()Este comentário era para ser um comentário a re...
Este comentário era para ser um comentário a respeito da Liminar impetrada pela OAB, na qual uma Juíza Federal aconselha o retorno dos servidores em greve ao trabalho. No entanto, creio que, no Dia do Advogado, tal mensagem pode muito bem servir como um momento pra reflexão. Caros advogados, assim como vocês, nós, funcionários públicos, carecemos de melhores condições de trabalho, de melhores salários e, sem sombra de duvida, de melhor instrução. No caso do funcionalismo, um bom programa de treinamento resolveria o problema, já que quase a totalidade dos servidores públicos do Poder Judiciário são concursados – sabe-se que tais certames são muito mais concorridos que um vestibular para Medicina! Principalmente na esfera Federal, onde os salários são mais atraentes, as condições de trabalho infinitamente melhores e o respeito ao funcionalismo é uma realidade. Infelizmente, no estado de São Paulo, há um paradoxo: o funcionário torna-se desqualificado, após passar no concurso para o qual se qualificou, pois não há treinamento, nem plano de carreira, nem tampouco incentivos que permitam a tal servidor buscar, por si só, meios para seu desenvolvimento. No entanto, há ainda ótimos servidores! Agora, no caso dos Advogados, o quadro parece ser um pouco mais critico já que a falta de instrução tem característica epidêmica, pois a própria OAB-SP impôs limites `a distribuição de licenças `aqueles que, durante 4 ou 5 anos, freqüentaram um curso regular de Direito, aprovando apenas 13% do contingente de gananciosos advogados ávidos por “atenderem aos interesses do jurisdicionado”. O curioso é que aqueles provenientes de Escolas Publicas, ou seja, instruídos por SERVIDORES públicos, se saem melhor: uma prova de que o serviço publico pode e deve ser bom! Claro, nenhuma Associação de Pais e Alunos, pediu, até hoje, a volta dos servidores que estariam lutando pela melhoria das condições de ensino de seus filhos, assim como a OAB-SP acabou de fazer. O fato é que os interesses do funcionalismo deveriam convergir não só com os interesses do Poder Judiciário, mas também com os dos Advogados e de toda a sociedade, já que são, dentre outros, os de lutar por condições dignas de trabalho, pela cidadania e pela dignidade da pessoa humana, enfim, lutar pela construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Como se vê: ‘Ontem como hoje, o que está em pauta é a defesa da liberdade e da cidadania.”

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