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1 abril 2004
Custo alto
Petrobras é condenada a indenizar subsidiária em R$ 6,5 bilhões
A Petrobras foi condenada a pagar R$ 6,5 bilhões de indenização à Petroquisa, subsidiária da estatal para a área petroquímica. A indenização foi determinada na última a terça-feira (30/3) pelo TJ do Rio de Janeiro. Ainda cabe recurso.
A alegação que motiva o processo é de que a Petroquisa teria sido prejudicada pela venda de suas participações nas empresas petroquímicas Copene e Triunfo, determinada pela controladora Petrobras em 1991.
A decisão confirma sentença proferida em primeira instância, em 1997, de ação movida pela Porto Seguro Imóveis, acionista minoritária da Petroquisa. A quota-parte da autora da ação equivale a R$ 325 milhões.
O valor da indenização corresponde a 36% do lucro obtido (R$ 17,8 bilhões) pela Petrobras em 2003. A soma corresponde ao maior ganho da história de uma empresa de capital aberto brasileira.
Segundo o JB Online, o advogado da Porto Seguro, Carlos Augusto da Silveira Lobo, informou que a Petrobras aceitou como pagamento, pela venda das participações nas petroquímicas, títulos da dívida pública, conhecidos como ''moedas podres'', que custavam bem menos do que o valor de face.
A assessoria de comunicação da Petrobrás afirmou que a empresa recorrerá da decisão. Fontes ligadas à estatal disseram que o pagamento da indenização será praticamente uma operação contábil, já que a Petrobras detém 99% do capital total da subsidiária. Reconheceram, no entanto, que a medida poderá refletir no valor das ações. A Petroquisa é uma empresa de capital aberto.
A Petrobras lançou ações da Petroquisa em 1989, mas hoje só 0,99% de seus papéis estão nas mãos de minoritários, que foram representados pela Porto Seguro Imóveis no pedido de indenização. (Espaço Vital)
Revista Consultor Jurídico, 1º de abril de 2004
Comentários
Comentários de leitores: 4 comentários
Acho que se o teor do comentário não guarda a m...
Talvez ataques sucessivos e impertinentes em di...
Concordo com o Doutor Valdecir, uma vez que não...
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